domingo, 14 de novembro de 2010

BC: RISCOS PARA A AUTORIDADE MONETÁRIA

Por mais que pessoas do BC procurem arrumar explicações a instituição sai do evento do PanAmericano bastante chamuscada.
Péssimo, já que o BC é a autoridade monetária do Brasil.

O governo Lula consegue bater o recorde de desmoralização das instituições. Só nos últimos meses foram problemas graves na Receita Federal, Presidência da República, Petrobras, Caixa Econômica Federal e, agora, o BC. Sem contar os sucessivos ataques contra o TCU e o total desrespeito às decisões do TSE. Os sucessivos ataques à liberdade de opinião e a criação dos conselhos de controle da mídia podem ter a mesma leitura.
Nunca é demais lembrar que a desmoralização das instituições públicas é uma bela forma de aplainar o caminho para o autoritarismo.

De outro lado é mais um argumento para quem vê no BC um obstáculo a ser removido e acabará fatalmente vinculado a um discurso que já existe e vincula a política monetária aos interesses dos banqueiros. Enfim, depõe contra a autonomia do banco num momento bastante complicado das políticas econômicas para o próximo governo.

Demetrio Carneiro



Fonte: Reinaldo Azevedo

Por Leonardo Souza e Mario César Carvalho, na Folha:
O Banco Central encontrou o primeiro indício concreto de desvio de dinheiro no PanAmericano. Um único cliente pessoa física recebia mais de R$ 120 milhões de rendimento por ano numa aplicação na instituição, a taxas muito superiores às de mercado. Técnicos do BC suspeitam que os juros do investimento eram inflados artificialmente para camuflar a saída dos recursos. Não se sabe ainda se o cliente está envolvido no suposto esquema. O titular da aplicação é o empresário Adalberto Salgado, de Juiz de Fora (MG). Ele mantinha R$ 400 milhões num CDB (Certificado de Depósito Bancário) do PanAmericano, que o remunerava a mais de 30% ao ano. O BC já havia identificado problemas na contabilidade, mas não tinha indícios de desvio de dinheiro.

O CDB é um instrumento usado pelos bancos para captar recursos. O investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros baseados no CDI -taxa cobrada nas transações entre instituições financeiras. O CDI segue a taxa básica da economia (Selic), hoje em 10,75% ao ano. Em sua aplicação, o empresário obteve 20% ao ano de retorno mais o total do CDI -cerca de 30,75%. O prazo da aplicação é de cinco anos.

(…)
A descoberta de uma aplicação tão extravagante só após a intervenção é um indício de que a fiscalização do BC cometeu falhas graves no caso do PanAmericano. Segundo dois especialistas ouvidos pela Folha, sob a condição de que seus nomes não fossem citados, a fiscalização deveria ter notado o CDB, no mínimo, pelo risco que o pagamento de juros tão altos significaria ao banco.

sábado, 13 de novembro de 2010

OS ALINHAMENTOS AUTOMÁTICOS NA POLÍTICA E NA ECONOMIA

Tem muita gente criticando o famoso “debate que não se fez”.
Desses, muitos, talvez por um deformado senso de disciplina eleitoral, apenas agora, no pós-eleitoral, se manifestam.
Outros, como eu mesmo, correram riscos e vieram já antes do primeiro turno criticando a falta de vontade política para o debate.
Seja lá como for o debate não houve.

Nosso principal problema é que já não havia debate antes. 
O durante a campanha foi apenas consequência do antes. 
O clima de despolitização da política já havia alcançado a oposição há muito tempo e a “aliança” dos partidos de oposição andou muito longe de ser programática. Foi uma aliança de forças díspares que eram oposição, por motivos díspares, ao governo federal. 
Enfim, foi uma estratégia de busca da alternância de poder em si mesma. O atual grupo de poder deve sair do poder primeiro porque é justo que eu vá para o poder. É a minha vez. Segundo porque eu sou “melhor”. 
 Se é justo que haja a troca de guarda e, ainda por cima, eu sou melhor para quê perder tempo com programa?

O debate que não se fez é resultado do fracasso desse tipo de oposição dicotômica: Eles são ruins porque nós somos bons.
A oposição dicotômica foi incapaz de perceber a importância do debate do desenvolvimento e da necessidade de outro desenvolvimento. Preferiu o debate das partes contra toda uma máquina de governo, como muitos recursos e bem articulada. Perdeu. Mas tinha mesmo condições de ganhar?

E o futuro?
O clima do debate político e econômico aponta algumas coisas.
Vai ficando mais claro que muitos já pensam em como sobreviver os próximos quatro, oito ou doze anos. Lentamente, mas de forma muito firme, vão aparecendo discursos justificativos de todo tipo. O que há em comum em todos é a extrema convergência para cargos no governo. Sobreviver é preciso e político profissional que se preze precisa do leite da viúva para si e para os amigos e amigos dos amigos. Somos todos igualitaristas. Ou não?

Na outra ponta os oposicionistas de oposição, a turma acima vai virar oposicionista de situação, vão repensando seu futuro sem se dar ao trabalho de repensar o seu passado. É normal. O passado dói.

Na ânsia de repensar o futuro começam os velhos e conhecidos cortes esquerda/direita.
Aqui também o debate de outro desenvolvimento como sua totalidade que tem em seu núcleo a democratização do Estado, é artigo de segunda. Importante é rapidamente estabelecer quem nós decidimos que é “direita” é quem é “esquerda”. Como é uma questão de auto-denominação e denominação do outro é fácil de resolver.
Se o debate do desenvolvimento é artigo de segunda a formação de uma ampla aliança, tendo por base a luta para que a democratização do Estado brasileiro se aprofunde e não recue, também é questão lateral de menor importância.

A oposição dicotômica do passado permanece dicotômica no presente e vai continuar dicotômica no futuro. Vai fracassar novamente.

O debate do desenvolvimento está muito longe de ser um debate maniqueísta esquerda/direita. Estamos em outro mundo e com outros paradigmas. O debate maniqueísta deveria ter sido sepultado sob os escombros do Muro.
O problema é que uma linha de corte tendo por base o desenvolvimento coloca lado à lado pessoas que ofendem as lógicas dessa cultura ancestral.

No debate econômico outra dicotomia vai se formando. Se o que é bom para o governo é ruim para a oposição, então...
Se o governo defende a política geral de estabilidade, mesmo que seja claramente uma assertiva formal, então o melhor que a nova oposição, “depurada” do mal, pode fazer é achar brechas no argumento.
Estruturas empresariais, que de bobas não têm nada, já vão achando o caminho do velho e querido protecionismo. No meio do caminho vão catalogando aliados de todo lado. Até mesmo da “esquerda” e da “direita”.
Do Banco Central, passamos para os juros e agora o debate acumula a questão cambial e a “voz comum” agora é a flutuação cambial “controlada”.
Mais uma vez quem quer saber de discutir o projeto de desenvolvimento ou ao menos as questões estruturais que fragilizam a economia brasileira e a deixam tão vulnerável ao resto do mundo?

Demetrio Carneiro

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

NOTA SOBRE A QUESTÃO REGIONAL E O DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL: UMA QUESTÃO CULTURAL E HISTÓRICA

Diferentemente da Europa ou mesmo dos EUA a questão local no Brasil tem viés diferenciado.
Naqueles países a construção da federação e o próprio pacto federativo de deu a partir do local.

No caso brasileiro, já na colônia e mais tarde na república a questão local foi tratada como um risco concreto à unidade nacional. Não podemos dizer que a concessão constitucional quanto a autonomização dos municípios seja exatamente resultado de uma “consciência histórica” sobre o local quando foi muito mais uma questão prática de recursos para manter estruturas de poder local. No final do dia e mais de 20 anos após a CF88 qualquer balanço sobre “avanços” nessa questão não conseguem dar uma dimensão global tão otimista.

Daí imaginar que a questão de Poder Local, no seu lado concreto que é o Desenvolvimento Municipal, seja sustentável nos municípios isoladamente é uma utopia.

De um ponto de vista bem prático ou pensamos numa ampla rede de apoiamento mútuo nos diversos âmbitos regionais e intra-regionais, rede formada na lógica da cooperação, interação saudável, troca de experiências de gestão executiva, parlamentar e no âmbito do movimento social ou estaremos condenados a ficar discutindo nos próximos cem anos por qual razão as coisas não acontecem. Como de fato elas não estão acontecendo.

Está na hora de debater o papel do regional na realização do desenvolvimento municipal. Registrando que este é um dos debates que não se faz. Mesmo na academia.

Demetrio Carneiro

PANAMERICANO: HÁ ALGO ERRADO NO PARAÍSO

Palavras de Dirceu:


Publicado em 10-Nov-2010

É o mínimo que posso julgar, por enquanto, sobre essa operação, também chamada de "intervenção branca", em que a Caixa Econômica Federal (CEF) despejou R$ 2,5 bi no Banco PanAmericano, do Grupo Sílvio Santos.

As justificativas estão enviesadas, confusas, nebulosas, inclusive porque até o momento partem do próprio banco com uma nota em que justifica a operação em função de "inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade".

Como é que a CEF faz esta operação autorizada pelo Banco Central (BC)? Como é que a CEF comprou - ou se associou - o Panamericano e só agora descobre um rombo, uma fraude gigantesca de R$2,5 bi? Como foi possível tamanha maquiagem contábil? Onde estava o BC, nossa autoridade monetária e fiscalizatória máxima? Como ele autorizou a compra?

Estas são perguntas não respondidas até agora, que não podem calar e que continuarão vagando até que venham a público - principalmente o BC - e expliquem em detalhes tudo o que aconteceu.


Num dos comentários ao post acima, no blog de Dirceu, alguém pergunta se foi “fogo amigo”.
Certamente não foi neste sentido, embora toda a indignação de Dirceu contra o BC e não contra a CEF ou contra Lula, que certamente já sabia, mostre que há, de fato, um “alvo”.
Sendo fogo amigo ou não é fato é que foi uma tramóia cuidadosamente guardada à sete chaves para estouras apenas DEPOIS das eleições. Qual teria sido o peso desse novo escândalo jamais saberemos.

De uma forma ou de outra continuam as perguntas:

O eleitor imagina que se já existissem os tais “controles sociais da mídia” tão amados pela esquerdinha governamental essas notícias estariam circulando?

Houve claramente um crime. O empresário e amigo do Rei, Sílvio Santos irá responder judicialmente por ele?

A presidente da Caixa tem como permanecer no cargo? E, mais, tem como fazer parte do grupo que irá, na prática, intervir no PanAmericano?

Qual tipo de credibilidade tem o pessoal interno de auditoria da CEF agora? Não são eles que também fazem o controle das empresas que empregam recursos do FGTS? Esse controle é feito no mesmo estilo do PanAmericano? O Programa Habitacional é confiável?

Quem são as empresas privadas contratadas para auditar o PanAmericano?
Como elas foram escolhidas?
Elas responderão judicialmente pelos prejuízos ao erário público?

Para o quê exatamente a Caixa precisa competir com o sistema de participações do BNDES? ´

É verdade que o recurso do Fundo Garantidor é dos bancos, mas os quase R$800 milhões que a CEF gastou para entrar nesta canoa furada caíram do céu?

A “normalidade” ficou instaurada quando o Fundo Garantidor sacou os R$2,5 bi?
O BC acha mesmo que um banco do porte pequeno, para uso doméstico do grupo Sílvio Santos, iria mesmo “abalar” o sistema ou o BC não pediu a falência do banco porque a CEF é sócia?
Não abalará mais saber que o BC não estava preocupado exatamente com a saúde do sistema bancário, mas com a saúde da cúpula, petista?, da CEF?

Deve ter mais uma centena de perguntas em aberto.

O governo Dilma irá começar muito mal. Obviamente, sem um sistema de Conselhos Sociais de Defesa da Inocência Popular Contra a Mídia Maldosa da Burgueia Opulenta, ou CSDIPCMMBO, que faça sumir no ar essas questões, certamente elas chegarão à janeiro e permanecerão.
Um governo que irá iniciar com o passivo da ex famiglia-amiga Erenice.
Vai ter que explicar como a tal secretária conseguir passar pela ABIN e ser escalada para a equipe de transição.
Agora vai ter que lidar com um processo, CEF/PanAmericano, mais furado que queijo suíço.

É. O Dirceu tem mesmo é que ficar irritado.
Como diz a canção: Há algo errado no paraíso.

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MANTEGA: A DIFÍCIL LUTA PARA PERMANECER NO PODER...

Pode ser certo, ou não, que Mantega continue ministro. Mas, sem dúvida alguma, é certo que as promessas de controle fiscal de Dilma viram poeira se ele continuar...

Demetrio Carneiro

Leia mais, abaixo:

Ao substituir Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, Mantega foi mudando, paulatinamente, o perfil das ações adotadas por seu antecessor.

Nesta quinta, em Seul, Lula cedeu o pódio para que seu ministro da Fazenda falasse por quase 20 minutos sobre a ameaça de guerra cambial

Nos quatro dias que passaram juntos, desde a viagem do Brasil, o ministro deixou claro, segundo um interlocutor, que domina todas as informações de sua área e que apoia, como a presidente, um forte papel do Estado na indução do crescimento

VOLPON: EXISTE A TAL GUERRA CAMBIAL?


Por: Tony Volpon

Fonte: Valor Econômico - 11/11/2010

Existe a tal "guerra cambial"?

O termo, lançado inicialmente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez sucesso, entrou no discurso do mercado financeiro como parte também das negociações internacionais e deve fazer parte da principal discussão no âmbito da reunião do G-20 na Coreia do Sul. A própria presidente eleita Dilma Rousseff adotou o termo, acusando a China como os Estados Unidos de travarem tal guerra.

Por que uma "guerra cambial"? A expressão somente faria sentido se, no caso atual, a execução da política de expansão do balanço do Federal Reserve (Fed, banco central americano), conhecida como "quantitative easing" - ou "QE2", já que é a segunda vez que os EUA lançam mão desse expediente -, tivesse como única meta a queda do dólar americano. A queda do dólar estaria, então, "roubando demanda" de outras economias que sofreriam com a apreciação de suas moedas.

Nessa visão do mundo nitidamente mercantilista, o crescimento e a demanda teriam "soma zero": se os Estados Unidos saem ganhando, os outros saem perdendo. Nessa situação, enfrentando a "agressão" de uma economia em decadência, mas ainda detendo a "moeda reserva global", vale tudo para proteger a economia local dos malefícios de uma política cambial americana travestida de política monetária.

Essa visão é tanto parcial como carrega nítida contradição. Vamos ver isso examinando os dois possíveis resultados da nova política americana. Se, como acreditam analistas mais pessimistas, essa nova rodada de QE não conseguir impulsionar o crescimento nos EUA, o resultado mais provável em países como o Brasil é uma inflação maior. Como em 2007-2008, a "fuga" do dólar deve levar a uma alta forte nos preços das commodities não inteiramente compensada pela valorização cambial. Mas, ao mesmo tempo, essa alta deve acontecer junto com a queda relativa nos preço das importações devido à continuação da quase recessão externa.

Ante uma conjuntura internacional cheia de riscos, a única iniciativa do novo governo é apoiar a volta da CPMF

Como a pauta das nossas exportações é carregada em commodities e as nossas importações são predominantemente de bens de capital e de consumo, a melhora nos termos de troca da economia brasileira equivale a um aumento da renda real, que deve incrementar ainda mais o investimento e o consumo. Nesse caso, o maior risco não é importar a recessão dos outros, mas sim sofrer maior inflação. As tentativas de segurar o câmbio, impedindo que uma alta do real frente ao dólar ajude a compensar a elevação dos preços das commodities, somente funcionam para aumentar os riscos inflacionários.

E se o QE2 funcionar? Nesse caso teríamos um crescimento maior da economia americana, algo que adicionaria demanda na economia mundial. Tal cenário certamente não poderia ser visto como negativo para o Brasil em termos de renda e crescimento econômico. Os Estados Unidos podem estar "fora de moda" em relação à ascendente economia chinesa, mas pelo seu tamanho é difícil sustentar qualquer recuperação global sem algum crescimento americano.

O que devemos perceber é que o Brasil está bem colocado para enfrentar as consequências do QE2 exatamente porque não se trata de uma guerra cujo resultado é soma zero e pela posição favorável do Brasil na atual economia internacional como exportador de commodities. Se QE2 funcionar, vamos ter uma economia americana em crescimento, importando mais do Brasil, com o dólar americano subindo, aliviando temores de uma sobrevalorização cambial.

Se o QE2 não funcionar, vamos continuar, como agora, a vender nossos produtos ao exterior, a preços ainda mais altos, e importar artigos de consumo e bens de capital mais baratos. O risco nesse caso não é os americanos "roubarem" nosso crescimento, mas haver um excesso de demanda interna, causado pela melhora dos termos de troca e pela intervenção do governo no mercado de câmbio interferindo no necessário processo de ajuste.

Vale a pena os riscos de um aquecimento excessivo da economia para segurar o câmbio? Seria essa a melhor maneira de ajudar nossa indústria a se ajustar ao atual cenário? Somando os custos da "estratégia de guerra" da política cambial atual, focado em fortes intervenções no mercado de câmbio e a imposição de crescentes impostos à entrada de capital estrangeiro, a resposta só pode ser não.

Fora o risco de maior inflação futura, já sentimos hoje em função do IOF a retração do investidor externo no mercado de dívida local, o que tem elevado as taxas de juros de longo prazo e impedido o Tesouro Nacional de colocar títulos de maior prazo em seus leilões. O trabalho de alongar o perfil da dívida federal está em risco por causa de uma política cambial mal elaborada. E isso quando o Brasil entra em um período em que deseja implementar forte agenda de investimentos, que somente serão executados com a ajuda do capital externo dada a baixa propensão a poupar como o contínuo e crescente déficit fiscal, que hoje tem uma da suas principais origens no custo da intervenção no mercado de câmbio.

Devemos ter em mente que a queda do dólar americano ou é temporária (no caso de QE2 ser um sucesso) ou é algo inevitável (caso seja um fracasso). A resposta da política econômica correta, no caso mais pessimista da eventual falha do QE2, é trabalhar para ajudar a indústria a se adaptar, aumentando sua produtividade e competitividade. Por causa disso, ficamos perplexos em ver que, exatamente quando temos tantos desafios pela frente dado uma conjuntura internacional ainda cheia de riscos e incertezas, a única iniciativa concreta do novo governo parece ser apoiar a volta da CPMF, imposto em cascata que afeta mais negativamente a indústria por causa da longa corrente de produção. IOF e CPMF são certamente as armas corretas para o Brasil perder essa guerra mal pensada.

Tony Volpon é chefe de pesquisas das Américas do Nomura Securities International, Inc.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

LULA, O PEQUENO, ACUSA JUSTIÇA FEDERAL DE NÃO AGIR COM SERIEDADE

"Lula também falou sobre os problemas envolvendo as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas nesse fim de semana e que foram suspensa pela Justiça Federal no Ceará. “É muito difícil lidar com seriedade quando se tem pessoas que não agem com seriedade”, afirmou o presidente. De acordo com ele, o Enem foi um “sucesso extraordinário, com mais de 3 milhões de participantes. “Não vai ser um ou outro caso que vai impedir o sucesso do Enem”, disse."

Sem dúvida, se houver repercussão muito negativa da fala, irá desdizer o que disse e não assumirá o rompante de arrogância.
O pior é que os gestores acabam se sentido protegidos pela lógica paranóica de que a culpa é de alguém que quer prejudicar o lindo e maravilhoso projeto nunca antes feito no Brasil e vão pelo mesmo caminho.
As posturas do Ministro da Educação e do presidente do INEP, depois de sucessivas falhas, deveriam, no mínimo ser, revisadas. Ao menos em respeito ao contribuinte, já que tudo isso é feito com recursos públicos.

Demetrio Carneiro

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O GOVERNO DENTRO DO FUTURO GOVERNO


Não é apenas Lula, o Pequeno, que pretende pautar o próximo governo.
Os setores mais radicais pretendem mandar seu recado e vão se articulando no seu projeto de iniciar a construção da "sua" democracia brasileira, eliminando a liberdade  de imprensa.
Estão preocupadíssimos com nosso direto à informação. Desde que seja a que interessa a eles...


Demetrio Carneiro