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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A ESTATIZAÇÃO DA ESTRATÉGIA DAS EMPRESAS PRIVADAS BRASILEIRAS

A se acreditar na Folha de São Paulo:

"A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o governo tem o direito de definir as estratégias de investimentos das empresas brasileiras no exterior.

Dilma se reuniu com empresários brasileiros que atuam em Moçambique, de empresas como Odebrecht, Vale, Camargo Corrêa e Galvão Internacional. Pediu para que eles esqueçam o viés social dos empreendimentos.

'A presença do governo na decisão das orientações e das estratégias [dos investimentos] é essencial. Porque quem tem a legitimidade de dizer para onde um país vai é o seu governo eleito democraticamente', afirmou."

Incrível como o pensamento estatizante confunde as bolas e mistura os jogos.

O quê é que o fato dos eleitores terem escolhido Dilma tem a haver com o direito do Estado intervir na estratégia de empresas privadas? Nada. Não foi para isto que ela foi eleita e é uma afronta à Constituição.

Intervir na estratégia de empresas privadas não é legítimo, não é democrático. É autoritário e mostra mais um perigoso viés, entre outros que vão se apresentando no correr desse governo.
Cria com toda certeza um clima de insegurança jurídica muito pouco propício aos interesses realmente nacionais.





sexta-feira, 12 de novembro de 2010

PANAMERICANO: HÁ ALGO ERRADO NO PARAÍSO

Palavras de Dirceu:


Publicado em 10-Nov-2010

É o mínimo que posso julgar, por enquanto, sobre essa operação, também chamada de "intervenção branca", em que a Caixa Econômica Federal (CEF) despejou R$ 2,5 bi no Banco PanAmericano, do Grupo Sílvio Santos.

As justificativas estão enviesadas, confusas, nebulosas, inclusive porque até o momento partem do próprio banco com uma nota em que justifica a operação em função de "inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade".

Como é que a CEF faz esta operação autorizada pelo Banco Central (BC)? Como é que a CEF comprou - ou se associou - o Panamericano e só agora descobre um rombo, uma fraude gigantesca de R$2,5 bi? Como foi possível tamanha maquiagem contábil? Onde estava o BC, nossa autoridade monetária e fiscalizatória máxima? Como ele autorizou a compra?

Estas são perguntas não respondidas até agora, que não podem calar e que continuarão vagando até que venham a público - principalmente o BC - e expliquem em detalhes tudo o que aconteceu.


Num dos comentários ao post acima, no blog de Dirceu, alguém pergunta se foi “fogo amigo”.
Certamente não foi neste sentido, embora toda a indignação de Dirceu contra o BC e não contra a CEF ou contra Lula, que certamente já sabia, mostre que há, de fato, um “alvo”.
Sendo fogo amigo ou não é fato é que foi uma tramóia cuidadosamente guardada à sete chaves para estouras apenas DEPOIS das eleições. Qual teria sido o peso desse novo escândalo jamais saberemos.

De uma forma ou de outra continuam as perguntas:

O eleitor imagina que se já existissem os tais “controles sociais da mídia” tão amados pela esquerdinha governamental essas notícias estariam circulando?

Houve claramente um crime. O empresário e amigo do Rei, Sílvio Santos irá responder judicialmente por ele?

A presidente da Caixa tem como permanecer no cargo? E, mais, tem como fazer parte do grupo que irá, na prática, intervir no PanAmericano?

Qual tipo de credibilidade tem o pessoal interno de auditoria da CEF agora? Não são eles que também fazem o controle das empresas que empregam recursos do FGTS? Esse controle é feito no mesmo estilo do PanAmericano? O Programa Habitacional é confiável?

Quem são as empresas privadas contratadas para auditar o PanAmericano?
Como elas foram escolhidas?
Elas responderão judicialmente pelos prejuízos ao erário público?

Para o quê exatamente a Caixa precisa competir com o sistema de participações do BNDES? ´

É verdade que o recurso do Fundo Garantidor é dos bancos, mas os quase R$800 milhões que a CEF gastou para entrar nesta canoa furada caíram do céu?

A “normalidade” ficou instaurada quando o Fundo Garantidor sacou os R$2,5 bi?
O BC acha mesmo que um banco do porte pequeno, para uso doméstico do grupo Sílvio Santos, iria mesmo “abalar” o sistema ou o BC não pediu a falência do banco porque a CEF é sócia?
Não abalará mais saber que o BC não estava preocupado exatamente com a saúde do sistema bancário, mas com a saúde da cúpula, petista?, da CEF?

Deve ter mais uma centena de perguntas em aberto.

O governo Dilma irá começar muito mal. Obviamente, sem um sistema de Conselhos Sociais de Defesa da Inocência Popular Contra a Mídia Maldosa da Burgueia Opulenta, ou CSDIPCMMBO, que faça sumir no ar essas questões, certamente elas chegarão à janeiro e permanecerão.
Um governo que irá iniciar com o passivo da ex famiglia-amiga Erenice.
Vai ter que explicar como a tal secretária conseguir passar pela ABIN e ser escalada para a equipe de transição.
Agora vai ter que lidar com um processo, CEF/PanAmericano, mais furado que queijo suíço.

É. O Dirceu tem mesmo é que ficar irritado.
Como diz a canção: Há algo errado no paraíso.

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SAKINEH E CESARE BATTISTI: OS DIFERENTES OLHARES DE LULA E A COMPLACÊNCIA DE DILMA

Resolvida a eleição Lula, o Pequeno, se prepara e alinha argumentos para autorizar a permanência definitiva do terrorista italiano Cesare Battisti no Brasil.

Na primeira rodada quase conseguiram, pois o ex-ministro da Justiça, Genro, chegou a conceder asilo. O argumento era, e pelo visto continua sendo, que o governo italiano não poderia dar garantia de vida ao terrorista(?).
Argumento negado pelo STM que no entanto acabou reconhecendo que o presidente pode ter o direito de conceder asilo se lhe interessar.

Como sempre tem sido Lula espera que a Advocacia Geral da União lhe empreste as razões para fazer o que sempre esteve inclinado a fazer, mas nunca antes ou durante as eleições.
De forma surpreendentemente inocente para o rei das jogadas maliciosas, que não respeitou protocolo algum para eleger sua protegida, afirma “— Eu estou dependendo do advogado-geral da República. Se ele me der um parecer, qualquer que seja o parecer, eu vou acatar, porque ele é o advogado, ele é o orientador do presidente da República.”
Segundo informação de O Globo, repercutida no Blog do Noblat, “O texto que está em fase final de redação na AGU dá ao presidente os argumentos legais para não extraditar Battisti e mantê-lo no país.”

Este é o mesmo presidente que se mantém confortavelmente neutro no assunto de Sakineh, para não interferir nos assuntos internos do Irã.

Convém ressaltar que nesta fase, já estamos na transição de governo, Lula assina a concessão com a participação de Dilma.

Demetrio Carneiro

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DILMA SE MANIFESTA CONTRA O APEDREJAMENTO DE SAKINEH

Hoje, durante entrevista, junto com Lula, provocada por uma reporter, Dilma Roussef se manifestou contra o apedrejamento de Sakineh. Foi veemente em suas palavras.
Neófita no assunto de ser presidente, ou presidenta como prefere Lula, faltou consultar algum assessor. Sakineh vai ser enforcada.

De qualquer forma valeu a força.

Demetrio Carneiro

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

BISPO EDIR MACEDO SAI EM SOCORRO DE DILMA

Vamos ver: Erenice, Renan Calheiros, Sarney, Collor, correndo na lateral Dirceu e agora Edir Macedo.
Tá faltando alguém?
Demetrio Carneiro

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

AS QUESTÕES NADA REPUBLICANAS DO BNDES

Este debate sobre a geração de Dívida Pública para financiar as operações do BNDES já vem desde o ano passado quando veio à público a informação de que o Tesouro iria vender títulos para isso.
De início era R$60 bi, depois foi para R$80 bi, foi crescendo até R$180 bi.
Posteriormente se soube que ante já havia antes cerca de R$20 bi e agora falam em tomar mais R$60 bi. Pelo visto ainda chegaremos, no total, a R$260 bi.



Num post mais antigo eu comentei que o problema era que o financiador em última instância não era o banco ou o governo, mas o contribuinte.
Um estudo do IPEA apontou que os R$180 bi custariam ao contribuinte cerca de R$10 bi anuais. Dá para ter uma dimensão do que se trata se pensarmos que o programa da Bolsa-Família custa R$13,5 bi anuais.



Então a questão se tratava de saber se tem sentido.
Segundo diversos depoimentos de autoridades governamentais tem.
Talvez até tenha e a pressão sobre os preço mostrou um pouco isso.
Mas o nosso problema é que a coisa não termina ai.
Em prol de nosso próprio interesse precisamos nos preocupar com a destinação dos recursos para podermos concluir sobre a eficiência dessa ação de governo. Quer dizer, este sacrifício de doar quase o equivalente a uma bolsa-família resultou em alguma coisa de bom para a nação?



Esta é uma questão altamente política e potencialmente complicada.
Quando Eike Batista pegou recursos no banco para comprar carvão com a finalidade de tocar as suas(dele) usinas para vender energia ao Setor Público eu não acho que dê para dizer que foi em prol da nação. Nem no sentido ambiental, nem no sentido de eficiência. Mas Eike é amigo do Rei.
O problema em lidar com amigos do Rei é que talvez eles não se sintam na obrigação de serem eficientes e talvez o banco não esteja na condição de cobrar deles eficiência quando eficiência é tudo que nós contribuintes podemos estar querendo quando se trata de recursos que usam o nosso esforço, o nosso trabalho.



Agora novas informações sobre as traquinagens do filho da ex-amiga de Dilma dão uma dimensão nova do problema: Tráfego de influência dentro do BNDES.
Não bastava os amigos do Rei. Parece que dava para ampliar o círculo de relacionamentos.



Não custa insistir: Lucro do infante terrível, mas prejuízo nosso. Nosso esforço e nosso trabalho virando poeira...



Tudo aconteceu na ante-sala de Lula pelas mãos de uma (ex)amiga de Dilma. Dentro do círculo fechadíssimo da Presidência da República.

Filho de Erenice pediu 5% por crédito do BNDES, diz empresa




Demetrio Carneiro

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PODER, PODER E PODER


Parece que Erenice Guerra reconheceu que não só seu filho receber R$100 mil pelo que fez, como recebeu “sem contrato assinado”.

Bem, Erenice é Ministra de Estado. Benedita quando perguntada sobre a viagem que lhe custou o cargo não viu nada demais. Dilma declara que é baixaria e “problema do governo”. Lula sabendo do tamanho do problema não se arrisca ao “não sabia” ou ao “não tem nada demais”.
No Poder Executivo Ministro de Estado é a segunda função em importância após o presidente.

O filho de Erenice cometeu ao menos um crime passível de punição, sem muita discussão: Sonegação Fiscal.
Se não houve um contrato formal e ele recebeu o dinheiro por conta de prestação de serviços havia tributos e não foram pagos.
É preciso verificar sua declaração de Imposto de Renda e sua conta-corrente. Como, ao contrário do governo, a oposição é obrigada a cumprir a lei, é melhor pedir ao MP que providencie.
Esclarecida esta questão ainda restará buscar a origem deste recurso e verificar se veio de fonte legal. Algo me diz que veio de fonte ilegal. Ninguém passa R$100 mil de uma mão para a outra “sem contrato”. Estão contando os crimes que se acumulam?

Depois disto tudo é bom, ai sim, se perguntar se o filho de uma Ministra de Estado pode estar envolvido num assunto sobre o qual a ministra tem toda condição de pressão. No mínimo pelo fato de ser filho da ministra. Há, portanto, mais outro crime: Tráfego de influência.

Como da outra vez, com Dirceu à frente, os crimes que ocorrem no Gabinete Civil ocorrem na ante-sala da Presidência, numa estrutura chamada Presidência da República.

Tem a questão da responsabilização: A ministra deve sim responder pelos atos de seu filho, pois envolviam diretamente o fato de ela estar exercendo a função que exercia.
Se Erenice fosse da faxina da Presidência da República seu filho teria feito o que pode fazer?
Teria sido mais fácil para todos se ela tivesse se afastado expontaneamente do cargo.
Está meio parecido com a história do filho de Romeu Tuma flagrado em conluio com o conhecido contrabandista e dizendo que não se afastaria pois “não tinha nada demais”. Houve para o governo uma fortíssima linha de desgaste que só amainou após seu afastamento definitivo.

A permanência de Erenice no cargo só irá complicar as coisas.
O que é que a CGU vai investigar, com a potencial investigada ocupando a ante-sala do presidente e contando com seu apoio direto, público?

A pergunta que deveria ter sido feita desde o primeiro escândalo: Num regime presidencialista verticalizado como o brasileiro, quando ocorrem crimes na própria estrutura da Presidência da República, por acaso não é o presidente o responsável?
Ou ter 80% de aprovação significa estar acima da lei?

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

QUE SERÁ, SERÁ...



Algumas coisas que vão ocorrendo estes dias e acabam nos deixando apreensivos.

Andei pensando em escrever um comentário com o nome Que será, sera... Na letra original, em inglês, abaixo, os termo são Whatever will be will be. Algo como: O que tiver que ser, será. E: What will be, will be: O que será, será.

Confiram, no Youtube, a cara Doris Day quando canta a frase Que sera, será... É puro desespero. Tem tudo a haver com o clima.
Por acaso o filme, de onde retiraram o trecho musical, chama-se The Man Who Knew Too Much : O homem que sabia demais. Digamos que foi mera coincidência

Perante essa quase que certa vitória de Dilma a aflição musical de certa forma se impõe. E está muito longe de ser o terrorismo alegado pela candidata. Está mais para atitude precaucional de quem já se queimou algum dia.

Essa notícia sobre os vazamentos da Receita é meio assustadora. É assustadora a tranqüilidade de Lula naquele famoso estilo que já vimos em outras horas críticas, tipo “o que é que tem?”. Assustador o descompromisso da instituição Receita Federal e de seu responsável, aliás cria petista. Assustador o tamanho da rede que os fatos só fazem ampliar. Começou num arranca rabo interno da altíssima cúpuda que comanda a campanha de Dilma, chegou até uma agência da Receita e que é evidentemente local das mais variadas operações criminosas, seja crime político ou crime organizado. Agora estacionou em outra agência da Receita e envolve uma nova variedade de crime. Não são mais senhas “esquecidas” sobre mesas. Agora é falsificação de documento público. Providencialmente o falsificar “não lembra do cliente”.

Surpreende que alguém ainda possa sugerir, como fez o presidente, que a Receita Federal tem condições morais ou éticas de investigar os vazamentos. Parece que ninguém quer se dar contar da cadeia de responsabilização.
Hoje, 1°, o líder de governo disse que Mantega não precisaria depor no Senado Federal sobre o tema, “pois não tem nada a haver com isso”. Engana-nos o Senador Jucá. Tem sim. O ministro é o responsável direto pelo que ocorre na Receita.
Da mesma forma que surpreende Lula dizer que “não pode fazer nada”. Não pode porque não quer fazer nada, porque não que apurar nada, porque já sabe aonde a apuração chegará. Aonde chegaram as outras: Pouco antes das portas de seu gabinete.
Lula que é o mesmo “cara” que não vacilou em desrespeitar as leis ou desmoralizar uma alta corte judiciária para promover e empurrar guela à baixo da nação a “sua” candidata, agora se coloca em atitude suposto respeito às instituições?

Repito o que já disse antes: Vivemos um processo eleitoral fraudado e viveremos uma presidência imposta pelo poder de governo no mais batido estilo “velha república”.

Foram pegos mais uma vez com a mão na butija.
Não bastou o peso econômico, o aparelhamento, a compra descarada de aliados, as alianças com o que existe de mais atrasado na política brasileira, a participação direta e ilegal do presidente na pré-campanha. Não foi suficiente.
Tentaram ainda o caminho da difamação e da chantagem. Mas também nos levaram à conclusão óbvia de que há conexões entre esse grupo e o crime organizado. É o que o “destampe” das operações na agência de Mauá irá mostrar. Certamente.

Perante tudo isso é que fica essa indagação sobre o futuro: O que viveremos num governo Dilma? Iremos como a Doris Day ficar no piano cantando com cara de desesperados?
Se a candidata não pretende, digamos assim, vestir a carapuça, como já vestiu Lula, deve vir a público imediatamente e defender não apenas uma investigação independente, que, nessa altura deveria ser feita fora da estrutura de governo, mas a punição exemplar de quem já tem que ser punido, como é o caso do responsável direto pela Receita Federal.

Uma questão: Esses fatos colocam em risco um princípio constitucional de direito. As operações foram organizadas de dentro de uma estrutura de governo. Não é hora de levar essa questão para o Supremo e não para o tribunal eleitoral?

Demetrio Carneiro


Que Sera Sera


When I was just a little girl
I asked my mother what will I be
Will I be pretty
Will I be rich
Here's what she said to me
Que sera sera


Whatever will be will be
The future's not ours to see


Que sera sera
When I was just a child in school
I asked my teacher what should I try
Should I paint pictures
Should I sing songs


This was her wise reply
Que sera sera
Whatever will be will be
The future's not ours to see
Que sera sera


When I grew up and fell in love
I asked my sweetheart what lies ahead
Will there be rainbows day after day
Here's what my sweetheart said
Que sera sera
Whatever will be will be
The future's not ours to see


Que sera sera
What will be, will be
Que sera sera...

domingo, 29 de agosto de 2010

VOLPON E OS 100 PRIMEIROS DIAS DE DILMA

Uma função importante para o economista é traçar cenários e é exatamente o que Tony Volpon fez ao redigir o documento que vai abaixo e que originalmente foi publicado, em inglês, num boletim do Banco Nomura. Como sempre a tradução livre correu por minha conta e risco.

Para quem for economista ou lide com a política, minimamente é um exercício de prospecção bastante estimulante e aponta o quanto os embates de pensamento econômico que ocorrem hoje continuarão a ser decisivos no futuro próximo.

Demetrio Carneiro

Os Primeiros "100 Dias" de Dilma

sábado, 27 de março de 2010

ESCÁRNIO

Um dia após ser multado por campanha eleitoral antecipada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou que não está preocupado com o cerco da Justiça Eleitoral. Ao lado da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ele comandou dois eventos públicos animados com jingles eleitorais e gritos de guerra de simpatizantes e militantes petistas.
"Generala". Dilma foi o foco das atenções de autoridades e sindicalistas que discursaram na cerimônia. O governador da Bahia, Jaques Wagner, chamou-a de "generala" e o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, referindo-se ao cargo que ela ocupou na administração da estatal, tratou-a por "minha presidente".

Lula não está satisfeito apenas em desmoralizar a tradicional e equilibrada política externa brasileira. Agora parte para desmoralizar de forma acintosa da justiça eleitoral. Do alto de sua arrogância se imagina imbatível, fale a besteira que falar. O que estamos vendo é a verdadeira face daqueles que utilizam a democracia apenas para manipulação e são capazes de descartá-la a qualquer momento.

É nas urnas que a resposta deve ser dada.

Demetrio Carneiro

sábado, 23 de janeiro de 2010

O PARAÍSO QUE DILMA NOS EFERECE


Difícil fugir da associação disparada por Temer e assumida prazerosamente por Dilma. “A classe operária vai ao paraíso” foi um filme lançado no início da década de 70, 71. Só nos chegou efetivamente com o fim da ditadura. É considerado um dos clássicos da filmografia política italiana no pós-guerra. Seu personagem principal é Lulu. Operário metalúrgico meio alienado que se transforma politicamente ao sofrer um acidente e perder um dos dedos, passa pelo sindicalismo, mas oscila entre a luta política e o consumismo. A arte imita a vida?
O grande dilema do filme é estabelecer de qual paraíso se está falando. É a mesma dificuldade com Dilma, mas a construção dos links que retomem o projeto petista como um projeto de esquerda fica sempre mais evidente. A imagem deve ter deliciado o PSTU, MST, PSOL e outros, que passados dois mandatos ainda imaginam que “dessa vez”, no terceiro, o projeto revolucionário se concretizará.
Resta saber se a soma de tantas tensões em direções diferentes, não dá para dizer que o PMDB esteja exatamente na esquerda, vai resultar num governo que responda aos desafios que estarão postos e que decorrem não só da mais lenta recuperação da economia mundial, mas também das medidas equivocadas que são tomadas hoje.
Demetrio Carneiro


Dilma diz que gostaria de levar brasileiros ao paraíso
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que "gostaria muito de levar os brasileiros ao paraíso", ao ser indagada se assumiria a missão de ser a candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Acho uma das maiores e melhores ambições que podemos ter", afirmou após cerimônia de cessão de uma área pública ao município de Rio Claro, SP, que teve a participação do ministro da Relações Institucionais, Alexandre Padilha, deputados e 25 prefeitos.