Mostrando postagens com marcador INEP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador INEP. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

HEGEMONISMO PETISTA: QUESTÃO REPUBLICANA

O ministro que destituiu o presidente da instituição é o mesmo ministro, da cota do continuísmo, que tapou o céu com a peneira antes e só agiu perante a desmoralização absoluta.

O que valeu para os “companheiros” no INEP foi a mesma lógica petista que desculpou a corrupção explícita “que todo mundo faz” ou justificou os aloprados, com sua estratégia golpista, como uma criação fantasiosa da mídia. Sempre levada ao limite a tolerância com a incompetência e a corrupção ela acaba por esgarçar o tecido do serviço público.

Não será diferente com todo o resto da companheirada se adonando, pela via da política, de pontos estratégicos da máquina administrativa pública.

Existe um risco republicano concreto e não se trata da ética.. Ninguém pode ser inocente a ponto de imaginar que o hegemonismo petista está dissociado de seu irmão, o autoritarismo. Quando o PT joga para escanteio os próprios aliados também cria fissuras na base de apoio congressual. O domínio governista nas votações do Congresso é absoluto, mas só vai existir com a participação do restante da “base aliada”.

Ou o pensamento petista é de que o fisiologismo e o apego ao cargo serão sempre mais fortes ou eles realmente contam com o autoritarismo, disfarçado nas MPs e atitudes claramente discriocionárias, e legais!, do executivo ou pretendem dar um passo à frente e ir além do autoritarismo institucional.

Esta última questão coloca na agenda das reformas o debate sobre o papel do Executivo Imperial brasileiro. Entre nós não haverá república digna de uma postura democrática se não soubermos desmontar a mais que centenária lógica do centralismo autoritário executivo no Brasil.

Seja como for uma postura passiva da presidente frente aos arroubos da companheirada terá um custo que não será apenas para ela ou para todos nós.

Demetrio Carneiro

terça-feira, 9 de novembro de 2010

LULA, O PEQUENO, ACUSA JUSTIÇA FEDERAL DE NÃO AGIR COM SERIEDADE

"Lula também falou sobre os problemas envolvendo as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas nesse fim de semana e que foram suspensa pela Justiça Federal no Ceará. “É muito difícil lidar com seriedade quando se tem pessoas que não agem com seriedade”, afirmou o presidente. De acordo com ele, o Enem foi um “sucesso extraordinário, com mais de 3 milhões de participantes. “Não vai ser um ou outro caso que vai impedir o sucesso do Enem”, disse."

Sem dúvida, se houver repercussão muito negativa da fala, irá desdizer o que disse e não assumirá o rompante de arrogância.
O pior é que os gestores acabam se sentido protegidos pela lógica paranóica de que a culpa é de alguém que quer prejudicar o lindo e maravilhoso projeto nunca antes feito no Brasil e vão pelo mesmo caminho.
As posturas do Ministro da Educação e do presidente do INEP, depois de sucessivas falhas, deveriam, no mínimo ser, revisadas. Ao menos em respeito ao contribuinte, já que tudo isso é feito com recursos públicos.

Demetrio Carneiro