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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SAKINEH E CESARE BATTISTI: OS DIFERENTES OLHARES DE LULA E A COMPLACÊNCIA DE DILMA

Resolvida a eleição Lula, o Pequeno, se prepara e alinha argumentos para autorizar a permanência definitiva do terrorista italiano Cesare Battisti no Brasil.

Na primeira rodada quase conseguiram, pois o ex-ministro da Justiça, Genro, chegou a conceder asilo. O argumento era, e pelo visto continua sendo, que o governo italiano não poderia dar garantia de vida ao terrorista(?).
Argumento negado pelo STM que no entanto acabou reconhecendo que o presidente pode ter o direito de conceder asilo se lhe interessar.

Como sempre tem sido Lula espera que a Advocacia Geral da União lhe empreste as razões para fazer o que sempre esteve inclinado a fazer, mas nunca antes ou durante as eleições.
De forma surpreendentemente inocente para o rei das jogadas maliciosas, que não respeitou protocolo algum para eleger sua protegida, afirma “— Eu estou dependendo do advogado-geral da República. Se ele me der um parecer, qualquer que seja o parecer, eu vou acatar, porque ele é o advogado, ele é o orientador do presidente da República.”
Segundo informação de O Globo, repercutida no Blog do Noblat, “O texto que está em fase final de redação na AGU dá ao presidente os argumentos legais para não extraditar Battisti e mantê-lo no país.”

Este é o mesmo presidente que se mantém confortavelmente neutro no assunto de Sakineh, para não interferir nos assuntos internos do Irã.

Convém ressaltar que nesta fase, já estamos na transição de governo, Lula assina a concessão com a participação de Dilma.

Demetrio Carneiro

terça-feira, 2 de novembro de 2010

IRÃ PLANEJA EXECUTAR AMANHÃ SAKINEH MOHAMMADI ASHTIANI

Ai está um bom test-drive para Dilma Roussef, enquanto mulher, defensora da democracia e presidente eleita do Brasil.

De Lula, o Pequeno, não há nada para esperar. Não fez grandes coisas antes e, dificilmente, fará agora. A frieza com que lidou com o problema mostra muito de sua personalidade.

Também não lembro de ter visto qualquer manifestação de Dilma, mas na época ela não era defensora da democracia ou presidente eleita, embora fosse mulher e tenha silenciado. 
Ainda é tempo de se redimir e dar ao mundo um belo exemplo.

Demetrio Carneiro

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

IRÃ RECUA SOB PRESSÃO E ADOTA PENA HUMANITÁRIA

Irã recua sob pressão internacional e condena Sakineh Mohammadi Ashtiani a uma pena humanitária, não será mais apedrejada, mas enforcada.
Certamente a pressão do governo-amigo brasileiro, fiador nuclear do Irã, deve ter sido decisiva para uma mudança tão radical.
Aqueles que criticaram a aproximação Brasil/Irã deveriam dar a mão à palmatória. Reconheçam seu erro e penitenciem-se frente ao líder máximo...

Demetrio Carneiro

quarta-feira, 28 de julho de 2010

IRÃ PODE CONTAR COM SEU ALIADO, O BRASIL, ATÉ PARA APEDREJAR MULHERES

Evidentemente o presidente é “neutro” quando se trata das ditaduras amigas. Foi assim em Cuba onde resistentes foram transformados em bandidos. É agora no Irã.

Nosso futuro líder mundial disse “que não pode passar o dia atendendo a pedidos e que as leis dos países devem ser respeitadas.

Triste papel de ópera bufa. Triste Brasil por estar representado de forma tão melancólica.

Resta saber agora como irá se posicionar a Secretaria Especial da Mulher, órgão da Presidência da República. Aquela Secretaria envolvida na propaganda ilegal a favor de Dilma Roussef. Será que também vão dizer que não é problema nosso?

Demetrio Carneiro


Fonte: Folha de São Paulo


As campanhas mundial e nacional na internet e no twitter pela libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, não sensibilizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Questionado nesta quarta-feira no Palácio do Itamaraty sobre a campanha "Liga Lula", disse que não pode passar o dia atendendo a pedidos e que as leis dos países devem ser respeitadas.
"Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo o pedido que alguém pede de outro país (...) É preciso tomar muito cuidado porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras. Se começarem a desobedecer as leis deles para atender o pedido de presidentes daqui a pouco vira uma avacalhação", disse. Em seguida, Lula complementou que não acha certo "nenhuma mulher deveria ser apedrejada por conta de traição."
Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.
O anúncio de que a aplicação da pena poderia ser iminente despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã. O governo islâmico disse então que suspenderia a pena, até segunda ordem.
CAMPANHA
Um abaixo-assinado aberto há cerca de um mês na internet deu impulso mundial à campanha pela libertação da iraniana.
O documento conta com mais de 114 mil assinaturas, a maioria sem valor real, como pessoas identificadas apenas pelo primeiro nome, manifestações políticas como "E agora Lula?" e piadas como "Pica Pau".
A lista, contudo, tem também assinaturas verídicas de célebres brasileiros --Fernando Henrique Cardoso, Chico Buarque e Caetano Veloso.
Farshad Hoseini, diretor do Comitê Internacional contra Lapidação e autor do documento, explica que a ideia é que a pressão internacional chegue ao governo iraniano.