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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

REFORMAS: BEM-VINDA AO MUNDO REAL PRESIDENTA

Os tais 100 dias estão rolando.
A se acreditar no que se comenta na mídia é possível que a Reforma Previdenciária não esteja exatamente no centro das intenções de ação.

Aparentemente o pega entre fisiologismos foi forte o suficiente para abalar a confiança governista em sua “ampla maioria nas duas casas”. Supostamente Dilma aprova o quiser nelas, mas não está nada disposta a fazer a prova dos três.

Como todos sabemos reformas como a Previdenciária ou são feitas logo de início ou não são feitas. No caso específico da Providência, entre 2030 e 2040 a pirâmide populacional começa a se inverter e tenderemos a ter uma proporção crescentemente maior de idosos em relação aos jovens. Ou seja, se há uma crise hoje ainda controlável, já que o Orçamento Geral da União ainda dá conta de cobrir o déficit do Orçamento da Previdência, logo ela será incontrolável. É uma questão complexa de necessidade de mudança de modelo previdenciário e equalização entre o modelo privado e o público e afeta o que mais se impõe atualmente nesta República que são os interesses corporativos. É destes conflito que Dilma foge, como fugiram FHC e Lula, pois sabe que são combustível altamente inflamável e a caixinha de fósforo está à mão: Os conflitos dentro do fisiologismo governista.

Nesta linha de lógica dá para imaginar que a Reforma Tributária passará a quilômetros do caráter geral regressivo do tributo no Brasil, quer dizer a carga tributária proporcional à renda das famílias é amplamente desfavorável às mais pobres. Aliás, faz parte do pomposo programa de governo petista rever a regressividade dos tributos.
Esta é uma linha de argumento que o Porchmann, candidato a continuar a ser o que é e por isto disputando espaço na mídia, poderia usar. Esta questão de eliminar a regressividade foi aprovada no Congresso do PT como item de Programa de Governo estimulada por um estudo do IPEA coincidentemente publicado naquela época.

Da mesma forma é mais provável que a Reforma Política se concentre na caça aos patos, quer dizer aos pequenos e médios partidos.

Bem-vinda, presidenta, ao mundo real...

Demetrio Carneiro

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

REFORMA TRIBUTÁRIA ESTILO ROUSSEF

Para quem se declarou fã do controle fiscal, Dilma Rousef começa com o pé esquerdo sua fase de transição. Pelo menos nisso já podemos afirmar que ela é “de esquerda”.

Tendo prometido logo para os primeiros dias uma Reforma Tributária, parece decidida a cumprir a promessa: Vai reformar a forma de aprovar a CPMF.
Numa inteligente operação de estratégia manteve sua palavra, pelo menos aqui, de “não enviar ao Congresso um Projeto de Lei sobre a CPMF” e soltou os governadores eleitos para correrem atrás da cenoura.
Está mais para cena de desenho animado, mas é a simples e objetiva realidade.

Começou o governo Roussef...

Demetrio Carneiro