domingo, 13 de junho de 2010

DILMA É + SERRA

Dilma começou defendendo a estabilidade. Depois defendeu a responsabilidade e o equilíbrio fiscais. Agora defende a democracia e suas instituições.
Nesta lógica o próximo passo deverá ser renunciar à candidatura e apoiar Serra. Ou ser a vice dele.

Demetrio Carneiro

PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL DA DEMANDA INSTITUCIONAL NO PIB

Abaixo um interessante texto de Virgílio Pacheco estreiando em nosso debate sobre a economia brasileira atual.
Demetrio Carneiro
PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL DA DEMANDA INSTITUCIONAL NO PIB

VENEZUELA: ENTRE A REVOLUÇÃO, O CAOS E O SÉCULO XXII

Nos últimos tempo a Venezuela tem sido uma forte referência como um possível paradigma socialista. Um “socialismo moreno”, bem ao gosto de Leonel Brizola instalou-se lá com o nome de revolução bolivariana.

Para os “socialistas” latinoamericanos nunca foi razão de muita preocupação os métodos erráticos e autoritários de Chávez. Nem mesmo o intervencionismo transvestido de internacionalismo solidário. Chávez fez e faz uma figura forte, defendendo um Estado forte. Isto bate fundo no imaginário e é o que basta.
A premissa fundamental do socialismo bolivariano é que o Estado e seus agentes podem tudo. Desde substituir a economia privada, em qualquer segmento, até substituir as leis de oferta e demanda e determinar os preços da economia. Não é muito diferente do que se pensa no arraial de cá. Apenas lá eles estão fazendo e não falando. Não que também não estejamos fazendo a nossa parte, pelo menos no campo internacional. A descarada intervenção nos assuntos de Honduras ou a nossa estrondosa  vitória na ONU, estilo “me against the US”, são típicas da cultura bolivariana.

Num mundo de vento em popa, com preços bem apreciados para o petróleo a aventura bolivariana ia de vento em popa, também.
O modelo de gasto público brasileiro estava fortemente fundado nos sucessivos ganhos de tributação graças ao crescimento relativamente acelerado.
O modelo venezuelano andou pelas mesmas trilhas.
A diferença é que o autoritarismo deu gás para que Chávez fosse muito além na irresponsabilidade. No Brasil nossa jovem democracia e ainda meio precárias instituições, com todas as manipulações possíveis, acabaram servindo de contrapeso.

Neste momento a Venezuela mergulha em uma crise que pode ter conseqüências imprevisíveis para a América Latina. O comportamento irresponsável e autoritário de Chávez só faz o processo se aprofundar e nem mesmo os preços favoráveis do petróleo ajudam. Na realidade dá para imaginar que jogaram sempre com a possibilidade do petróleo manter eternamente preços estratosféricos. Expropriações, nacionalizações, confiscos, policiamento de preços, prisão de especuladores, prisão de oposicionistas, um ou diversos sistemas de controle cambial, nenhuma destas medidas trará de volta a possibilidade de continuar gastando freneticamente e usando o gasto como forma de poder hegemônico sobre a sociedade. O modelo chavista alastra a corrupção e destrói o presente, liquidando o futuro.

O falso socialismo que é o bolivarianismo vai tirando aos poucos a chance de outro futuro. Preocupados com o dia de hoje parecem não se dar conta não só do petróleo ser um recurso finito, mas com fortes tendências a ser substituído. Na transição do carvão para o petróleo havia também um debate sobre a finitude da produção de carvão. Não foi preciso o carvão acabar para que a nova tecnologia do petróleo se tornasse economicamente viável. Certamente não será necessário que o petróleo se esgote para que novas tecnologias se tornem viáveis.

Há uma janela de oportunidades ainda aberta para que países como a Venezuela possam usar os fartos recursos oriundos do petróleo na formulação, financiamento e desenvolvimento de fontes alternativas de energia. Se aproveitam ou não a história nos dirá, mas será essa condição um dos elementos que informará o mundo que se viverá nas próximas décadas.
O mesmo recado vale para o Brasil.

Demetrio Carneiro

sábado, 12 de junho de 2010

DESENVOLVIMENTO E ESTADO: O ESTADO COMO UM DADO À PRIORI

Alguém tem dúvida sobre o papel do Estado no mundo moderno?
Nem mesmo o liberal mais radical seria capaz de defender o “Estado zero”.
Na realidade a defesa do fim do Estado foi feita por Marx e Engels. Engels. Particularmente, em seu livro “A origem da família, da propriedade privada e o do Estado” traça um roteiro bastante detalhado sobre o papel do Estado ao longo da história e delimita as condições de sua desconstrução na transição socialista e supressão no regime comunista. Mas isto foi antes do conceito leninista de Estado e do aperfeiçoamento stalinista. O novo conceito de Estado que aparece ai é o do Estado enquanto poder de um estamento tecno-burocrático aliado a uma burocracia partidária. Toda a literatura que cantava o indivíduo e seu coletivo enquanto sujeitos do processo é posta debaixo do travesseiro e são o grande condutor das massas e seu Estado perfeito os novos sujeitos.
Esta foi a imagem que se fixou no inconsciente da esquerda: A história se move a partir de um condutor e de um Estado forte. Até hoje ainda, quando o debate sobre o Estado aparece, a imagem que está nas entrelinhas é esta.Este "culto" à Lula é um pouco derivado desta necessidade de ligação entre o condutor e o Estado.

Mas o Estado é um dado à priori ou não?
Evidentemente todos sabemos que a sociedade humana, como a conhecemos e nesta etapa do processo civilizatório, é inviável sem a presença do Estado. Na realidade a discussão tem se resumido ao “tamanho” que o Estado deve ter. Esta discussão não é apriorística. Pela simples razão de que ela depende de uma condição anterior que é o modelo de desenvolvimento a ser adotado. Diferentes modelos de desenvolvimento implicarão em diferentes demandas para o Estado. Se há um “tamanho” ele terá que ser do tamanho que for necessário para cumprir suas finalidades.

Quando criticamos o tamanho do Estado atual, criticamos com base em constatações:

- O uso do Estado enquanto poder. Estamos afirmando que os recursos públicos são utilizados claramente no formato de garantir que os grupos que estão no poder nele permaneçam. Tanto faz que isto se dê pela correia de transmissão que liga o poder executivo central às prefeituras via toda a estrutura parlamentar ou se isto se dá pela cooptação do movimento social nos cargos públicos ou pela monumental e interminável contratação da “cargos de confiança”. Estes movimentos não têm partido e são realizados de forma indiscriminada por todas as forças políticas, dando uma configuração orgânica que cria duas categorias: Quem está no grupo e usa o poder e os “excluídos”. Mapear as profundas ligações que existem por meio da máquina pública dos três níveis federativos também surpreenda muita gente que descobrirá insuspeitas ações entre amigos. Uma verdadeira transversalidade da política unindo de forma surpreendente inimigos públicos declarados. Quanto custa isto? Quanto custa eu poder “nomear” amigos e amigos de amigos? O recursos gastos para manter estruturas paralelas de poder com dinheiro públicos no executivo, no legislativo e no judiciário, a quanto montam e onde poderiam se empregados?;

- A corrupção e seu custo direto e indireto. Já pudemos comentar outras vezes que a corrupção não tem apenas o custo do desvio de recursos. Tem o custo bem maior da ineficiência. A formação do famoso caixa dois a partir dos recursos públicos, feita via prestação de serviços ou venda de produtos, é apenas uma face da moeda. O agente corruptor não corrompe para satisfazer o agente público. Ele corrompe para comprar o direito à ineficiência. Este é o ponto. Serviços e produtos de terceira qualidade são o resultado do caixa dois porque é sua baixa qualidade que garante ao corruptor o seu lucro. Qual o custo adicional de uma estrada é que recapeada ao infinito? Qual o custo adicional para a sociedade, e o próprio Estado em termos de saúde pública ou horas não trabalhadas, por exemplo de um sistema de transporte público ineficiente e que é ineficiente porque os agentes públicos são comprados para que assim seja?

Enfim, seja pelo lado do poder ou pelo lado da ineficiência, bem antes de defender um Estado + forte deveríamos estar defendendo é a democratização e a transparência do aparelho do Estado, seu uso para a sociedade;

- Surpreende ver pessoas na esquerda, pessoas que conhecem a estrutura tributária brasileira, defendendo um Estado + forte, quando sabem sem sombra de dúvida que a estrutura tributária brasileira é violentamente regressiva. Quem estiver defendendo o Estado + forte deveria defender ANTES uma reforma tributária que transformasse nossa estrutura de regressiva para progressiva. Chega a ser cômico constatar que nossos defensores da “justiça social a qualquer custo” defendem mais e mais tributação quando são justamente os mais pobres que arcam com a maior carga proporcional. Até mesmo o PT, esta maravilha aparelhada que ai está, em seu último congresso defendeu a Reforma Tributária para eliminar esta fantástica máquina de injustiça social.

Vamos sim discutir o Estado, mas vamos discutir sua eficiência e os recursos reais que ele precisa para cumprir suas finalidades. Vamos discutir o pacto social que vai fornecer esses recursos. Vamos discutir para onde eles vão e como são utilizados. Mas principalmente vamos discutir para que queremos este Estado e como ele sustentará nossas propostas de desenvolvimento.
Pelo menos para nós já parece muito claro que o atual modelo de desenvolvimento não corresponde às demandas de nosso futuro e muito menos o conceito de Estado que o sustenta. Jamais teremos o desenvolvimento que buscamos sem a coesão social e jamais este Estado .de hegemonia de grupos fundado na apropriação dos recursos públicos , que ai está posto,  será capaz de operar os termos desta coesão. O acriticismo e a fidelidade canina ao Estado mais + forte são o pano de fundo da hegemonização que deve ser quebrada, se pretendermos um outro tipo de desenvolvimento.

Nota- As propostas do Tony Volpon quanto à coordenação das políticas econômicas públicas via a criação de um regime de metas de crescimento e a criação de um Conselho Econômico Nacional não têm NADA a haver com o “tamanho” do Estado.
Justo que se critique o que se ache errado, mas confundir alhos com bugalhos é demais. Vamos falar sério.

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 10 de junho de 2010

VAMOS VIRAR A CHINA?

O PIB anualizado deu um salto. De previsões que falavam em 7 % fomos para 9% ou 11%, conforme o termo de comparação. Epa, isto é ritmo chinês. Então, vamos virar a China?

Talvez a pergunta esteja mal formulada. Não tanto que viremos a China, pois antes devemos procurar saber se podemos ser a China.
A China exporta basicamente produtos acabados e avança a passos largos para aumentar significativamente sua pauta de produtos de média tecnologia. Nós exportamos commodities para a China poder exportar seus produtos acabados. Aquele produto chinês que chega à Europa ou Estados Unidos ou até mesmo por aqui ou pelo Paraguai, tem certamente um pedaço do Brasil. Apenas é o mais barato.
O forte argumento chinês é a total falta de direitos trabalhistas e os baixíssimos salários. Nossos sindicalistas na China já estariam na prisão há muito tempo. Nossos trabalhadores jamais trabalhariam pelo dobro do que ganham seus colegas chineses.
A China trabalha numa lógica de articulação regional produzindo partes de seus produtos em outros países na base do menor custo. Para isso contribui toda uma infraestrutura de logística e transportes barata e eficiente. Não podemos falar o mesmo. Nossa economia não tem nenhum grau de integração regional. O discurso de Serra contra o MERCOSUL, embora o petismo tenha tentado manipulá-lo, tem esta forte vertente, além de demandar as relações bilateriais.

Os termos de comparação mostram que podemos ter pontualmente números chineses, mas estamos muito longe de poder ser a China.
Mas, afinal como chegamos a ter esses números e como podemos lidar com eles?

O conceito de PIB mede basicamente o crescimento econômico e é um termo de comparação.
No caso estamos comparando, por exemplo, o ano de 2009 com o ano de 2010. Normalmente o melhor termo de comparação é o que divide o ano fiscal em trimestres. Teremos, então, 4 trimestres.
Daí podemos comparar, por exemplo, o primeiro trimestre de 2009 com o primeiro de 2010 ou o último de 2009 com o primeiro de 2010.
Tendo sido o ano de 2009 um ano especialmente deprimido evidentemente havendo crescimento todas as comparações serão favoráveis.
Se, por exemplo, compararmos o primeiro trimestre de 2009, com o primeiro de 2008 teremos uma queda na expansão de -1,5% em 2009.

Contudo, mesmo olhando para o número isolado, um crescimento de 2,7% no primeiro trimestre de 2010, comparado com o último trimestre de 2009, se anualizado, ou seja se imaginarmos de os outros três trimestres de 2010, repetirão o mesmo desempenho, nos dá um número na casa de 11,12%, já que não estamos falando em soma linear, mas levamos em consideração a repercussão um trimestre sobre o outro.
Seja como for é um número alto.

Vamos olhar diretamente para o que gerou esse crescimento. Nesse sentido o número que mais chama a atenção é gasto com investimento. A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 26% ( 1º trim. 2010/ 1º trim. 2009 ). É o maior crescimento desde 1995. Com destaque para a produção de máquinas e equipamentos. Isoladamente é um belo número e mostra uma forte intenção de sustentar o crescimento com os investimentos necessários. Contudo o nosso PIB chinês exigiria uma FBCF chinesa e a chinesa é um pouco menos que o dobro desta que ai está.

Um outro número a ser destacado é o da construção civil com forte incremento, o maior desde 1995, provavelmente em decorrência do “inpulso” dado pelo governo na questão habitacional em decorrência do PAC.

A notar-se o consumo interno total , famílas mais governo, tem uma participação do governo de 22%, o que indica ainda uma taxa muito alta de estímulo a economia, num momento onde a economia está acelerada. O consumo das famílias apresenta crescimento contínuo nos últimos dois anos.

Outro ponto é a importação. Evidentemente parte do crescimento precisa ser sustentado com importação de bens e serviços do exterior. A aceleração do crescimento acaba acelerando a importação que cresceu, comparativamente, cerca de 40%: material eletrônico, madeira e mobiliário, material elétrico, siderurgia, outros produtos do refino, veículos automotores e químicos diversos. Automóveis?

Como vimos na abertura não somos a China. Então onde nos levam esses números?
Pode parecer incrível, mas crescer aceleradamente e de forma sustentável depende de certas condições objetivas e uma boa parte delas nos levam ao debate do chamado Custo-Brasil, que pode ser visto como um conjunto de condições não cumpridas para sustentar o crescimento.

Para crescer em ritmo chinês o país deveria poder ter investimentos, infraestrutura e outros itens importante como qualificação de mão de obra. Isso nós não temos.

Dois ciclos de governo, sendo em boa parte numa situação internacional excepcionalmente favorável, não foram suficientes para mudar as lógicas do processo e hoje mesmo que tenhamos relativa abundância de oferta de investimentos estrangeiros não temos não apenas a necessária infraestrutura que nos dê capacidade de competição e produção a custos menor. Não temos também mão de obra qualificada em quantidades suficientes. Nosso quadro é de excesso de mão de obra desqualificada e falta na outra ponta. Isto em pleno boom do chamado “bônus demográfico” que deveria ser uma vantagem competitiva do Brasil com relação aos países desenvolvidos.

É bom anotar na nossa agenda três questões:

- Um crescimento acelerado sem contrapartida na expansão também acelerada da base material da economia, a tal questão do PIB real versus o PIB potencial, é inflacionário, pois gera pressão sobre os preços da economia. Deste ponto de vista a desaceleração do gasto público é um importante componente. Nosso problema principal é que boa parte do gasto público criado nos anos recentes é de curso obrigatório. Mantido o ritmo é previsível uma inflação maior que a esperada. Infelizmente nem sempre crescer a todo custo é uma solução sustentável;

- A crise econômica começa a tomar uma feição diferente e mais grave na Europa. Daí duas questões interferem diretamente em nosso crescimento.
Na primeira temos o problema de nossa fraquíssima capacidade de poupança interna, tanto pública como privada, que nos leva na direção de necessitar de investimentos externos. Os atuais e ambiciosos planos de crescimento dependem totalmente desses capitais. Não é impossível imaginar uma queda no fluxo em função da margem de insegurança pela crise na Europa. A Europa é lá e nós estamos aqui? Nem tanto. Vejamos abaixo.
O Brasil fornece para a China etc. A China fornece para a Europa e os Estados Unidos. Nesse momento o mercado mundial de commodities está bem acelerado, mas muito mais por conta de uma nova bolha especulativa. A bolha das commodities. Na falta de opções muitos investidores apostaram nos países emergentes via commodities. Com a crise na Europa não é difícil imaginar uma redução da demanda para a China. Também não é difícil imaginar que os especuladores prefiram realizar seus lucros. O que poderá levar a um achatamento do mercado de commodities. Como elas são, nos últimos 500 anos, nosso principal item na pauta de exportação, evidentemente poderemos ter repercussões sérias por aqui. Lembrem a forte expansão das importações.

- Estamos crescendo muito, agora, mas é esse exatamente o crescimento que queremos? Nossas escolhas são apontadas para qual tipo de economia? Aquela não sustentável no longo prazo ou para uma economia ambientalmente sustentável?

Então, vamos comemorar?

Demetrio Carneiro

BRASIL IMPÕE SEUS PONTOS DE VISTA AO MUNDO: SOMOS MAIS A BOMBA!

Espetacular a vitória do Brasil na ONU, segundo entrevista de nossa embaixadora no órgão multilateral, logo após a votação. Na sua leitura todos os países do Conselho de Segurança entenderam perfeitamente a importância do Acordo Irã/Turquia/Brasil e o elogiaram.
Estamos no caminho certo. Nossa política internacional não podia ser melhor. Quando o Conselho de Segurança votou por 12 à 2 a Resolução sobre o Irã ficou clara a nossa força no conselho. Já temos 2 votos. O tempo de encarregará de mostrar aos outros 12 países que estão errados. Pena que eles não tenham entre os seus nacionais, como nós temos, os dois melhores geo-estrategistas do planeta: Lula e o ministro MA.
Demetrio Carneiro

quinta-feira, 3 de junho de 2010

POLITICOPATIA

Para os sociopatas há uma diferença entre crime e percepção do crime. Eles percebem o que é um crime, mas são incapazes de sentir “culpa” ou “remorso” pelo crime.

Certamente o mesmo acontece com os políticopatas.
Juntados numa só peça todos os depoimentos petistas sobre este último dossiê incriminatório que foi desarmado o ponto comum de todas as leituras não é tanto a negação, já que a maioria admite que foi real, mas a leitura de que não há ali um crime eleitoral. O mesmo vem acontecendo com a propaganda fora de hora.
Realmente nenhum deles, Lula inclusive, consegue perceber naquilo uma conduta criminosa. Para esses policopatas a percepção é zero. Não há crime, embora seja crime. Para os outros.
Abaixo um resumo de características de sociopatas conforme um estudo sobre o tema.
Vejam ai se não lembra algumas atitudes bem conhecidas:

1) Projeção da culpa. Ou seja tenta culpar outros pelos seus feitos e podem minimizar seus atos ou mesmo mostrar total indiferença;
2) Predadores que se satisfazem com isso, pois está relacionado aos seus sentimentos de poder;
3) Teme ser passivo em suas relações sociais e muito de sua conduta agressiva tem a haver com o objetivo de evitar um sentimento de submissão;
4) Usam a mentira assiduamente a fim de conseguirem seus objetivos. Geralmente estão bem habilitados para mentir, sendo que estes mentem olhando nos olhos da pessoa, de forma completamente natural.

Demetrio Carneiro

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O QUE NOS PERDEMOS NO ZIMBABUE

Espero que não tenha sido o jogo. Escrevo ainda em seu início meio sem graça.
O que perdemos em Zimbábue é um pouco de nosso auto-respeito como nação democrática.
A desastrosa política externa do governo brasileiro só respira seu ar ao lado de tiranias e ditaduras.
Talvez Lula queira mesmo ser a voz dos sem voz do mundo. Não dos sem voz por serem pobres, mas daqueles que são excluídos pelas posturas antidemocráticas, pelo uso da violência e das ameaças para se perpetuar no poder.
Afinal quem mais quereria ser porta-voz e representante de regimes como o Irã ou Zimbábue? Se tivermos mais ditaduras e regimes autoritários que democráticos um dia Lula ainda termina secretário-geral da ONU.
Nosso país não merece isto. Nosso povo não merece isto.
Demetrio Carneiro