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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

GOVERNO AMERICANO SE MANIFESTA SOBRE POSSÍVEL EXECUÇÃO DE SAKINEH

Enquanto o governo Lula se mantém ocupado em assuntos mais importantes, da mesma forma que a presidente eleita, Dilma Roussef, o governo americano em nota condena a ameaça de execução de Sakineh.

A atitude silenciosa de Dilma com relação a esse fato já vai pautando que governo poderemos esperar a partir de janeiro. 
Valores como respeito à dignidade e à vida humana não são questão de protocolo.

Demetrio Carneiro

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sábado, 24 de julho de 2010

SOMANDO OS FATOS

Eventualmente é interessante ler as notícias encadeadas.
Por exemplo:

Numa notícia Lula critica a Colômbia, estranhando que o presidente Uribe tenha representado contra a Venezuela na OEA, “dias antes de deixar o poder”....
Em outra notícia informa-se que Brasil, Turquia e Irã retomam negociações sobre programa nuclear.
A próxima informa que o Irã criará um fundo para “pesquisas pacíficas” na fusão nuclear.
Finalmente a última informa que a amiga Rússia foi transforma em inimiga.

Enfim, talvez a diplomacia brasileira devesse se preocupar menos com a decisão do presidente colombiano exercer seu papel de...presidente. Até porque não é apenas ele que está para se afastar do cargo. Claro, esquecemos que Dilma eleita é Lula quem governa. Dilma será a primeira presidente, se for eleita, mas também será a primeira Rainha da Inglaterra brasileira. Reinará sem governar.

O acordo que Lula “acertou” no Irã já nasceu morto e serviu apenas para isola nosso país na comunidade internacional. Isolamento que agora só fará aumentar com a reclassificação de Rússia de amiga para inimiga.

Ao contrário de colocar lenha na fogueira Lula deveria se recolher ao papel de magistrado de um processo eleitoral. Infelizmente deve ser muito difícil para quem se acha a reencarnação de Getúlio, Jango, Mahatma Gandi e sabe-se lá quem mais... 

Demetrio Carneiro

terça-feira, 29 de junho de 2010

UMA BOMBA PARA O IRÃ

A política externa brasileira produz todos os efeitos que dela se esperava: Ajuda o Irã a desqualificar as decisões da ONU. Posterga ao máximo qualquer medida. Permite ao Irã continuar desenvolvendo seu programa de produção da bomba atômica.

Lula dá todos os sinais de pretender uma função importante na política internacional, após deixar o governo. Vamos ver se a desconstrução de toda a tradição de equilíbrio da política externa brasileira terá sido um bom custo para esse benefício.

Lula se movimenta por conta de suas afinidades políticas com o autoritarismo e a visão sectária de uma esquerda com data de vencimento expirada. Pretende dar esta visão como sua contribuição ao mundo como se fosse a visão da nação. Será que é? 

A confusão entre a figura de Lula e seu papel como presidente da nação só faz criar uma linha de ambiguidade favorável ao que é uma clara violação de todo um histórico brasileiro na política externa. 
Focando a estratégia de não bater em Lula a oposição, a institucional feita pelos partidos políticos, acaba tomando uma atitude neutra o que, para fora e para o eleitorado em geral, sinaliza cumplicidade de objetivos. 
Já passou da hora de revisar este comportamento.

Demetrio Carneiro

Sob condições

Ahmadinejad diz que só retomará negociações nucleares em agosto para punir potências


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta segunda-feira que não participará de negociações sobre o programa nuclear iraniano pelo menos até agosto para punir as potências mundiais pela aprovação de novas sanções contra seu país.
Segundo Ahmadinejad, o adiamento de novas conversas é para "ensiná-los o hábito de dialogar com nossa nação".
Ahmadinejad também estabeleceu as condições para uma possível retomada do diálogo, afirmando que os países que quiserem participar devem deixar claro se se opõem ao suposto arsenal nuclear de Israel, se apoiam o Tratado de Não Proliferação Nuclear e se querem ser amigos ou inimigos do Irã.
- Eles devem dizer também o que entendem por diálogo - afirmou Ahmadinejad em entrevista coletiva.
Segundo o presidente iraniano, a participação nas negociações não dependeria do conteúdo das respostas.
Ele disse ainda que tentará incluir Brasil e Turquia nas negociações, hoje concentradas no chamado P5+1 - os cinco membros permanentees do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) e a Alemanha. Ahmadinejad afirmou que os nomes dos outros países que participarão serão anunciados em breve.
- Naturalmente, se a França, Rússia e Estados Unidos estão vindo do outro lado, deste lado estarão Irã, Turquia e Brasil, que vão participar nas negociações - disse o presidente iraniano, segundo a BBC Brasil .

quinta-feira, 10 de junho de 2010

BRASIL IMPÕE SEUS PONTOS DE VISTA AO MUNDO: SOMOS MAIS A BOMBA!

Espetacular a vitória do Brasil na ONU, segundo entrevista de nossa embaixadora no órgão multilateral, logo após a votação. Na sua leitura todos os países do Conselho de Segurança entenderam perfeitamente a importância do Acordo Irã/Turquia/Brasil e o elogiaram.
Estamos no caminho certo. Nossa política internacional não podia ser melhor. Quando o Conselho de Segurança votou por 12 à 2 a Resolução sobre o Irã ficou clara a nossa força no conselho. Já temos 2 votos. O tempo de encarregará de mostrar aos outros 12 países que estão errados. Pena que eles não tenham entre os seus nacionais, como nós temos, os dois melhores geo-estrategistas do planeta: Lula e o ministro MA.
Demetrio Carneiro

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O IRÃ E A BOMBA PACIFICADORA

Enquanto o Obama leva pau por ter enganado nossa diplomacia, num jogo duplo, o Irã certamente continua acumulando material mais que suficiente para fazer a sua bomba "dissuasória".
Se olharmos para a atitude crítica da diplomacia brasileira com relação ao Tratado de Não Proliferação, somarmos ao que andou falando o nosso vice-presidente sobre a função “pacificadora” da bomba atômica, multiplicarmos por diversas declarações vindas de militares ou aproximados, começa a ficar no ar um cheirinho de desconfiança sobre as reais intenções do governo brasileiro neste imbróglio.

Admitindo a lógica da bomba pacificadora brasileira, será que tê-la, ao custo de uma bomba atômica nas mãos de um regime autoritário disposto a varrer Israel do mapa, é um bom negócio realmente?

Demetrio Carneiro

sexta-feira, 21 de maio de 2010

CÉSAR MAIA E A DIPLOMACIA BRASILEIRA

Paciência para meus leitores, mas realmente a política externa brasileira é um problema de extrema importância e que vem sendo meio que ignorado pela oposição.
Um novo governo terá algum problema em recolocar tudo em ordem.
Demetrio Carneiro


BRASIL COPIA O ESTILO DE CUBA E DA VENEZUELA: DIPLOMACIA DE SLOGANS!

Fonte: Ex-Blog César Maia

1. Cuba e Venezuela usam a política externa como instrumento de propaganda para inventar um inimigo externo e, com isso, ampliar o apoio interno, e para multiplicar a percepção da importância de seus países. A política externa deles é marcada por slogans e frases de efeito, na luta retórica contra o imperialismo e coisas tais.

2. Brasil de Lula segue com rigor a Diplomacia de Slogans. E amplia, com presença internacional como 'evangelista' do etanol numa fase, de camisas da seleção em outra, e com acordos políticos e comerciais "fakes", que nada mais produzem que "barrigas" na imprensa. Nessa última tentativa de 'barriga nuclear', a imprensa brasileira esteve atenta e não deu a Lula, no dia seguinte, as manchetes que esperava.

3. A diplomacia brasileira construiu, por décadas, o respeito internacional, pela capacidade e conhecimento de nossos diplomatas, nas instituições, tratados e acordos internacionais. Cesar Maia lembra a este Ex-Blog, que ouviu da ministra de relações exteriores do México, e do vice-ministro de relações exteriores da França para América Latina, no início dos anos 2000, enormes elogios ao Itamarati. As reclamações da ministra mexicana eram quanto à impermeabilidade à manipulação política, da diplomacia brasileira.

4. Um ou outro empreiteiro brasileiro se encanta com a “venezuelo-cubanização” da política comercial externa, na medida em que conseguem grandes projetos com financiamento brasileiro e sem nenhuma licitação. Se somarmos as linhas de crédito anunciadas por Lula para exportações brasileiras, de bens e serviços, vamos chegar a quase 10 bilhões de dólares. Na prática, talvez uns 5% disso tenham sido realizados. Lula anuncia o perdão de dívidas de países pobres para exaltar suas viagens e minimizar a importância desses países em relação ao Brasil, em atos desrespeitosos.

5. Mas quando um país confronta, como Bolívia e Paraguai, Lula recua, e sequer defende contratos assinados pelo Brasil anos atrás e direitos de nossas estatais. Reclama do FMI e, para parecer grande, transfere reservas ao mesmo FMI. Na crise grega atual, anunciou que estava ajudando a Grécia. Na verdade era a participação do Brasil no capital do FMI, ou 250 milhões de dólares, ou 2,5% das reservas transferidas ao FMI, ou 0,003333% da ajuda internacional. No Haiti, seu imobilismo, expôs o exército brasileiro ao constrangimento de ter que abrir alas para a passagem de militares dos EUA, até que Lula se recompusesse.

6. O Unasul virou um palanque para o exibicionismo de Lula, Chávez, Kirchner, et caterva. O Mercosul foi demolido pelo governo Lula. A presença de Lula nos fóruns internacionais é apenas midiática. Obama impulsionou a sua vaidade ao apontá-lo como 'o cara'. Com isso, amaciou-o no G-20. Em todos os pódios duplos, quando da visita a outro país, o presidente/chefe de governo desses países tem que ouvir, com um sorriso amarelo, as metáforas e gracinhas futebolísticas de Lula. De tudo isso o que se vê de resultados é o Brasil ter virado uma economia primário-exportadora do século 19, e boa parte do século 20, para o estremecimento cepalino, em seus túmulos, de Raul Prebish e Celso Furtado. Isso tudo, para não falar nas cumplicidades nem tão ocultas com Farc e congêneres. Ai..., quando o laptop de Raul Reyes 'falar'.

7. E o Senado do Brasil -responsável constitucional pela aprovação dos tratados, acordo, convênios internacionais- a tudo assiste, impávido colosso, passivamente, com Lula tomando decisões que são de outro Poder, ignorando as atribuições do Senado, certo de que a "base aliada" coonestará o que decidiu sem ouvir e sem debater.

8. Esse é o melancólico fim de oito anos dessa Diplomacia de Slogans, que deixa a tradição do Itamarati num quadro de humilhação e constrangimento. E Lula feliz por seu histrionismo diplomático.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ADOLFO SACHSIDA: A QUESTÃO IRANIANA

Para não ficar me repetindo e por considerar essa questão de maior gravidade, passo a bola para o Adolfo. O texto abaixo foi publicado no Blog dele.
Demetrio Carneiro

A Questão Iraniana
Alguma novidade no caso iraniano? Não. Tudo corre como o previsto: os iranianos aceitam o acordo proposto por Lula. O Irã ganha mais tempo para desenvolver sua bomba nuclear. Minha dúvida refere-se ao que ganha Lula? Certamente não ganha prestígio internacional, mas ganha prestígio interno. Lula ganha uma arma política, capitaliza seu fracasso como sucesso para as eleições de outubro.

Em 1 mês o Irã irá descumprir tudo que prometeu e restará aos embaixadores brasileiros duas alternativas: admitir que foram feitos de bobos ou dizer que tudo esta ok e manter as aparências. Evidente que o Itamaraty irá optar pela segunda alternativa: dando ainda mais tempo ao Irã para desenvolver sua arma nuclear.

O Brasil quer um assento no conselho de segurança da ONU: não vai conseguir. Anos de política internacional respeitável foram jogadas no lixo pelo governo Lula e por Celso Amorim. A cada dia que passa o Brasil se aproxima de ditadores e se afasta de democracias. Esse é o resultado da política internacional do governo Lula.

O Brasil tentou se aproximar da China para conseguir um assento no Conselho de Segurança da ONU. Aos iluminados brasileiros não surgiu a questão mais óbvia de todas: se o Brasil entrar no Conselho de Segurança o Japão também entra, coisa que a China não irá permitir tão cedo. Logo é perda de tempo contar com o apoio chinês para a ampliação do Conselho de Segurança.

Onde estão os grandes embaixadores brasileiros? Não é possível que no Itamaraty só restem esses desqualificados. O Itamaraty tem uma longa tradição de produzir bons diplomatas, não merecia esse fim.

terça-feira, 18 de maio de 2010

“EUA vão se dar mal se adotarem sanções contra o Irã”, diz Garcia

Surpreendente que o notório apoiador da FARC, fraglada, em nosso país, em operação de venda de drogas para financiar o terrorismo na Colômbia, ainda esteja podendo falar como autoridade brasileira. 
E, pior, fazendo bravatas contra um país com o qual mantemos relações amigáveis. 
Tudo a alguns meses do encerramento dessa aventura.

Tem algo muito errado...

Demetrio Carneiro


MADRI - O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta terça-feira, 18, em Madri, que a eventual adoção de sanções contra o Irã por parte dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - EUA, França, Reino Unido, Rússia e China - não será legítima, nem bem recebida pela comunidade internacional.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

SOBRE O “ESFORÇO” LULA PARA A CANDIDATURA À ONU – 2

Aparentemente o acordo Brasil-Irã-turquia não é exatamente o que o mundo esperava. 
O acordo assinado por Lula dá ao Irã o controle de si próprio e soa muito como mais uma manobra protelatória brasileira para evitar que o Irã receba sansões do Conselho de Segurança da ONU.

Lula segue por um caminho perigoso e atua como aprendiz de feiticeiro. De forma muito semelhante ao episódio de Honduras a política externa brasileira vai cavando sua própria cova.
Nada a estranhar já que nosso verdadeiro ministro das relações exteriores é Marco Aurélio, o "amigo" das FARC, aquela quadrilha que atua dentro do Brasil vendendo cocaína para financiar o terrorismo em uma nação vizinha.

Realmente tudo indica que Lula está convicto de que tem um protagonismo mundial muito além da própria mesa de negociações da ONU. Estando a alguns meses do final do governo. Alguns achariam tal atitude temerária. 

Lula disse seria o líder da oposição no próximo governo. Mesmo sem mandato. Pelo visto avançamos mais um ponto e, mesmo sem mandato, veremos Lula como líder de um curioso bloco político que unirá regimes autoritários em muitos continentes. Já temos a OEA do B. Será o ONU do B?

Demetrio Carneiro