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quarta-feira, 28 de março de 2012

EXEMPLO DE AÇÃO ESTRUTURANTE NO PLANEJAMENTO DE ENERGIA RENOVÁVEL

Abaixo o link, em inglês, de uma notícia repercutida pelo Aldeia Comum hoje, 28. Basicamente é uma nota do Center for Coastal Monitoring and Assessment-CCMA (1) relatando o resultado final de um estudo sobre o oceano imediatamente à frente do litoral do estado de Nova Yorque.

Pelo que é possível deduzir foi uma demanda do governo daquele estado americano com o objetivo de avaliar a possibilidade de uso do oceano frente à costa do estado para a produção de energia alternativa.

Em terra há um forte debate sobre a interferência dos “ventiladores”dos geradores de energia eólica na migração de pássaros, stress por ruídos de baixa frequência etc.  Evidentemente aqui no Brasil não se debate essas coisas.

Também já relatamos que há um intenso debate sobre o uso de energia eólica nos oceanos. A lenda dizia que as populações locais seriam contra aqueles ventiladores instalados na linha do horizonte. De fato eles ficam a cerca de 5 quilômetros do litoral, o que seria mais ou menos na linha do horizonte de um observador nas praias, por exemplo. Na realidade todas as pesquisas de opinião demonstram claramente o contrário.

Aqui no Brasil a novidade são os grupos “anti-imperialistas” que agora afirmam que o conceito de Energia Verde/Economia Verde é uma produção das indústrias do Centro Capitalista para mais uma vez gerar esquemas de espoliação das pobres populações abaixo da linha do Equador. Evidentemente a China e a Índia, que desenvolvem indústrias autônomas, também estão nesta conspiração do mal contra nós inocentes criaturas tropicais.

Seja como for o estudo do CCMA é um extenso e científico balanço dessas possíveis aplicações e uma avaliação ambiental que oriente o planejamento quanto às implicações ambientais.

Com nossa costa de mais de 8 mil quilômetros poderíamos estar produzindo estudos semelhantes, principalmente na a alimentação de energia elétrica para pequenas cidades e aldeias do litoral, tendo em vista os custos de implantação e manutenção da transmissão de energia elétrica. O mesmo pode ser dito no que se refira a alguns rios largos como o Amazonas, evitando o uso das famo$a$ centrai$ termoelétrica$.

Infelizmente como gostamos mesmo é de “samba, cachaça e futebol” nossos ilustríssimos governadores e a presidente preferem gastar o NOSSO dinheiro construindo estádios para vender cerveja e encher as burras da AMBEVE e da FIFA. Claro que igualmente encher os bolsos de alguns “amigos”.

(1)Seria algo como Centro para o Monitoramento Costeiro e Avaliações. O CCMA é parte da estrutura da NOAA – National Oceanic and Atmosferic Administration, a agência americana para oceanos e atmosfera. Aquela que aparece em todos os filmes de ficção científica sobre as mudanças climáticas.


Demetrio Carneiro, 

terça-feira, 8 de março de 2011

FATO CONSUMADO: CANTEIRO DE OBRAS DA BELO MONTE COMEÇA A SER INSTALADO

Ontem, segunda-feira, começaram as obras de instalação do canteiro de obras da Belo Monte, por conta da liberação dada pelo Tribunal Regional Federal que liberou a destruição de uma vasta região de floresta natural por conta de uma "possível" liberação das obras da mega-usina.

O empenho governamental na obra é máximo e vem da concepção de um tipo de matriz energética que não fica tão explicitado nesses debates sobre as mega-usinas. Do lado da sociedade civil a luta pelas árvores em pé, a defesa ambiental, não se formula em termos de querer discutir as opções de construção da matriz que, ela sim, é a origem e a razão desta e das próximas mega-usinas.

O dado concreto é que o país necessita de energia para crescer. A questão concreta é se é este o único modelo possível. Esta é a discussão que não existe. Mais uma. Não é?

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ENERGIA VERDE: QUESTÃO DE OPORTUNIDADE E SENSO


O texto abaixo é do site Canoe do Canadá.
Achei interessante traduzi-lo. Alguns dias atrás publiquei aqui um outro texto sobre a lei 150 da província de Ontário. Ambas as questões interagem e demonstram como o Canadá vem se preparando para enfrentar a questão da mudança dos paradigmas.
De um lado a lei se preocupa em fornecer elementos institucionais para criar uma forte estrutura capaz de pesquisar, desenvolver, produzir e comercializar equipamentos de energia elétrica alternativa. Contudo não fica por ai e trata mesmo da estratégia de distribuição e comercialização da energia verde. Do outro lado são as entidades empresárias canadenses procurando ocupar os espaços disponíveis de mercado.

No evento de BH esta semana uma das questões discutidas foi justamente o ambiente institucional e de investimentos para que outros formatos de energia verde além do hídrico sejam estimulados em nosso país.
Estamos frente a uma “janela de oportunidade” que envolve um potentíssimo mercado local e mundial. Alguém irá ocupá-la.
Já estivemos frente a outras janelas em nossa história. Outros ocuparam.
Como será dessa vez?

Demetrio Carneiro


A ENERGIA EÓLICA OFERECE OPORTUNIDADES AO CANADÁ

La Presse Canadienne

A expansão do mercado de energia eólica apresenta “consideráveis ocasiões” para os fabricantes canadenses, mas medidas devem ser tomadas imediatamente se o Canadá deseja ser capaz de estar em condições de concorrer, indica um relatório tornado público na quarta-feira.
O estudo realizado conjuntamente pela Associação Canadense de Energia Eólica(CanWEA) e Manufatores e Exportadores do Canadá(MEC) pede uma melhoria na comunicação entre os intervenientes para que se conheça melhor as oportunidades que se oferecem para o setor eólico no Canadá; facilitar as relações entre organizações e empresas; desenvolvimento de competências com vistas a melhorar a gestão das operações e as capacidades técnicas das empresas com o fim de que elas possam otimizar as ocasiões de parceria e os objetivos estratégicos que permitam desenvolver de forma durável uma cadeia produtiva canadense.

No curso da última década a capacidade mundial eólica teve uma taxa de crescimento anual de 25 por cento, indica-se no comunicado. Comparativamente o crescimento americano no curso dos últimos cinco anos ficou em torno de 30 por cento.

Os investimentos mundiais no setor devem ultrapassar um bilhão de dólares daqui a 2020, gerando uma capacidade instalada de 600 mil MW.

O presidente da CanWEA, Robert Hornung, explicou que a energia eólica constitui uma ocasião única de criar novos empregos verdes no setor canadense de empregos industriais e, simultaneamente, de encorajar a inovação de conceitos e a própria tecnologia do país. Coloca também uma linha de defesa contra a feroz concorrência dos EUA.

No Canadá a energia eólica constituirá uma das bases da produção de eletricidade facilitando um rápido crescimento já que os governos procuram meios de responder à crescente demanda de energia, reduzir as emissões de carbono e estimular o desenvolvimento rural e industrial.

Novas instalações eólicas, gerando uma potência de 950 MW, foram implantadas em oito províncias ao longo do último ano, colocando o Canadá no 9º lugar no que concerne à capacidade instalada.

Em 2009 os novos desenvolvimentos do setor de eólicos representaram um investimento de mais de 2,2 milhões de dólares, aumentando a potencia instalada total para 3.319 MW. A potência instalada hoje é de 3.426 MW.