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segunda-feira, 7 de março de 2011

NOVOS SINAIS POSITIVOS DE INFLEXÃO NA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

Como vão seguindo as coisa parece que o balanço mais positivo da gestão de Dilma Roussef vai sendo sua política externa que tudo indica está sofrendo uma inflexão real.
O convite para um almoço na missão brasileira na ONU, em Genebra, a Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz, perseguida pelo regime e refugiada na Europa é o inverso da postura sul-sul alienada de Lula.
É uma atitude para ser saudada e, com certeza, fortemente vinculada às comemorações por conta do próximo Dia Internacional das Mulheres.
Demetrio Carneiro

domingo, 16 de janeiro de 2011

MUDANÇA DE LÓGICA NA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA?

No início deste mês de janeiro o governo do Irã fez convite a alguns governos estrangeiros para uma visita às suas instalações nucleares. Convite que deveria ser feito à agência multilateral específica de energia nuclear e não diretamente a um país ou outro. Daí a diplomacia americana ter denominado de “tour nuclear” a iniciativa.
Os convidados foram aqueles que o Irã designa como “países-não-alinhados”, entre estes o Brasil e a Turquia, os principais membros do Conselho de Segurança da ONU, EUA, China, Reino Unido, França, Rússia e Alemanha e a União Européia.
Evidente a intenção de questionar, na prática, a legitimidade da ONU e de sua agência de energia nuclear.

Agora, o governo brasileiro responde ao convite declinando. Posição acompanhada pela Turquia. Lembrando que ambos foram parceiros da tentativa de um acordo lateral dentro das regras iranianas, acordo prontamente refutado pela comunidade internacional.

Vale destacar a ação de refutar o convite pelo fato de talvez estar sinalizando uma nova guinada na nossa política externa e seu retorno às atitudes mais tradicionais de nossa história diplomática.

Sob a influência de Lula e seu fiel escudeiro, na realidade o verdadeiro Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Marco Aurélio Garcia, nossa política externa sofreu forte inflexão na direção da visão de um mundo de fortes oposições “pobres x ricos” ou “norte-sul”, onde a qualidade maior era ser “pobre”, independentemente de ser uma ditadura ou um regime de vocação militar agressiva.
Este maniqueísmo levou nossa política externa à diversos equívocos como a tentativa de intervir na situação interna de Honduras, as declarações de apoio ao regime cubano qualificando a oposição política interna como coisa de bandidos comuns, a ambígua posição com relação as FARCs, a criação da UNISUL como um mecanismo contra a OEA, que seria uma criatura dos “ricos”, as fracassadas tentativas de se colocar como interlocutor válido na questão palestina, à equivocada “política africana”, o firme apoio às intenções hegemônicas e autoritárias de Chaves. A lista é grande e pode ser fechada com chave de ouro citando o apoiamento para as ações iranianas não só na questão nuclear, mas também às suas ações no âmbito da América Latina, vide acordo Irã-Venezuela.

Este comportamento de alinhamento com a comunidade internacional merece ser saudado. Importante que permaneçamos nesta rota, pois o mundo é outro. Bem diferente daquele que está nas cabeças de Lula e Marco Aurélio Garcia.

Demetrio Carneiro

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

IRÃ RECUA SOB PRESSÃO E ADOTA PENA HUMANITÁRIA

Irã recua sob pressão internacional e condena Sakineh Mohammadi Ashtiani a uma pena humanitária, não será mais apedrejada, mas enforcada.
Certamente a pressão do governo-amigo brasileiro, fiador nuclear do Irã, deve ter sido decisiva para uma mudança tão radical.
Aqueles que criticaram a aproximação Brasil/Irã deveriam dar a mão à palmatória. Reconheçam seu erro e penitenciem-se frente ao líder máximo...

Demetrio Carneiro

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

NÓS E O IRÃ

O que irá se perpetrar contra a jovem iraniana Sakineh Mohamadi é um crime. Será homicídio e não execução formal. Será hediondo por ser injustificável e por ser realizado com requintes de crueldade.

O presidente do Irã, diga-se de passagem eleito em circunstâncias duvidosas, usou o argumento de Lula. É a lei.
Os campos de concentração do holocausto, que ele se recusa a acreditar que existiu, também eram legais, segundo a legislação nazista. Nem por isso a consciência democrática deixou de chamar de genocídio e não hesitou em levar à pena capital tantos nazistas quantos foi possível.

Não se trata de tradição cultural e muito menos de hábito religioso. Criminosa não é ela, mas sim o Estado que impõe essa pena. Na Europa entidades de defesa de direitos humanos falam em fazer algo mais. Não há a quem apelar dentro do Irã ou fora.
É sob a alegação de soberania e respeito às leis e a cultura religiosa nacional que essa jovem será executada.

Se for consumada a execução e tudo indica que será, só restará uma saída: Ruptura de relações diplomáticas.
Não é mais hora de panos quentes. É preciso mandar um recado direto ao governo do Irã e não será esse governo que fará, mas é onde o movimento social terá que cobrar diretamente do governo a postura.

Se a pena capital for consumada devemos lutar pela ruptura de relações diplomáticas com o Ira. Temos que expor claramente quais são os limites do intolerável.

Nota: As fotos acima não são montagem. São reais.

Demetrio Carneiro

quarta-feira, 28 de julho de 2010

IRÃ PODE CONTAR COM SEU ALIADO, O BRASIL, ATÉ PARA APEDREJAR MULHERES

Evidentemente o presidente é “neutro” quando se trata das ditaduras amigas. Foi assim em Cuba onde resistentes foram transformados em bandidos. É agora no Irã.

Nosso futuro líder mundial disse “que não pode passar o dia atendendo a pedidos e que as leis dos países devem ser respeitadas.

Triste papel de ópera bufa. Triste Brasil por estar representado de forma tão melancólica.

Resta saber agora como irá se posicionar a Secretaria Especial da Mulher, órgão da Presidência da República. Aquela Secretaria envolvida na propaganda ilegal a favor de Dilma Roussef. Será que também vão dizer que não é problema nosso?

Demetrio Carneiro


Fonte: Folha de São Paulo


As campanhas mundial e nacional na internet e no twitter pela libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, não sensibilizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Questionado nesta quarta-feira no Palácio do Itamaraty sobre a campanha "Liga Lula", disse que não pode passar o dia atendendo a pedidos e que as leis dos países devem ser respeitadas.
"Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo o pedido que alguém pede de outro país (...) É preciso tomar muito cuidado porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras. Se começarem a desobedecer as leis deles para atender o pedido de presidentes daqui a pouco vira uma avacalhação", disse. Em seguida, Lula complementou que não acha certo "nenhuma mulher deveria ser apedrejada por conta de traição."
Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.
O anúncio de que a aplicação da pena poderia ser iminente despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã. O governo islâmico disse então que suspenderia a pena, até segunda ordem.
CAMPANHA
Um abaixo-assinado aberto há cerca de um mês na internet deu impulso mundial à campanha pela libertação da iraniana.
O documento conta com mais de 114 mil assinaturas, a maioria sem valor real, como pessoas identificadas apenas pelo primeiro nome, manifestações políticas como "E agora Lula?" e piadas como "Pica Pau".
A lista, contudo, tem também assinaturas verídicas de célebres brasileiros --Fernando Henrique Cardoso, Chico Buarque e Caetano Veloso.
Farshad Hoseini, diretor do Comitê Internacional contra Lapidação e autor do documento, explica que a ideia é que a pressão internacional chegue ao governo iraniano.

domingo, 6 de dezembro de 2009

BOLIVARISMO E SEGURANÇA CONTINENTAL



Hugo Chávez agora decidiu organizar o Serviço Bolivariano de Inteligência.
Já temos aqui entre nós a Alternativa Bolivariana-ALBA, Círculos Bolivarianos Leonel Brizola, Comitê Bolivariano etc...
Desde o início Chávez busca apresentar o bolivarismo como uma ação internacionalista e basicamente anticapitalista, não mercantil. Fala-se insistentemente de alguma coisa chamada socialismo bolivariano. É um tipo de socialismo “moreno”, baseado num Estado vertical, centralizante e poderoso, conduzido pelo “líder máximo” conceito mais parecido com a forma fascista e que tem muito pouco a haver com o socialismo moderno que busca suas bases no conjunto das forças vivas da sociedade. Procura-se um “inimigo”, encarnado nas forças do mal. Normalmente são os norte-americanos, mas nada impede que possam ser os brasileiros em algum tempo no futuro. Bastará para isso que o próximo presidente não seja do grupo.
Neste contexto a presença do Irã no continente é motivo de preocupação.
As pretensões venezuelanas e iranianas devem ser olhadas com extrema cautela.
Todo presidente acha que sua eleição é um cheque em branco. Nem sempre.
Demetrio Carneiro

domingo, 29 de novembro de 2009

PELO VOTO NULO...EM HONDURAS.


Declarando-se firme defensor da democracia, o governo brasileiro no campo latino-americano é parte efetiva da rede bolivariana de Chavez e no internacional está crescentemente alinhado com a ditadura religiosa e perigosamente militarista do Irã. Agora, jurando defender a democracia defende o seu enterro: O voto nulo nas eleições de Honduras. Desde sempre e em qualquer situação, inclusive em nosso país na época da ditadura, o voto nulo foi instrumentodas forças anti-democráticas.


As agências internacionais falam num apoio popular para as eleições presidenciais de 80%. Neste momento ainda não há informações sobre o volume de comparecimento. Resta aguardar para conferir.

Seja como for nosso governo vem trilhando um caminho extremamente imprudente e só consegue a cada movimento se colocar mais fundo no meio de uma confusa intervenção indevida e ilegal nos assuntos hondurenhos.

Se realmente a aposta brasileira no absentismo ou no voto nulo não emplacar e a eleição tiver níveis pelo menos razoáveis de presença a situação ficará insustentável para a diplomacia brasileira e o Brasil terá jogado no lixo todo um passado de compromisso com a neutralidade. Provavelmente a sonhada cadeira no Conselho de Segurança da ONU deverá seguir o mesmo caminho. Se a aposta no absentismo ou voto nulo funcionar e o comparecimento for mínimo, o Brasil já terá escolhido o seu lado na América Latina e no mundo. Certamente nossos “companheiros de viagem” não são os melhores e caberá ao nosso próprio processo eleitoral deixar isto bem claro em 2010.

Demetrio Carneiro

sábado, 10 de outubro de 2009

IRÃ: CONDENADOS À MORTE


No Irã democracia é assunto superado. 
Manifestantes presos por conta do movimento contra a fraude nas últimas eleições foram condenados à morte.
Será que agora o Ministro Em Chefe das Relações Exteriores do Brasil, Marco Aurélio Garcia vai autorizar que a Embaixada Brasileira em Terã receba os oposicionistas e usem suas instalações para criticar o governo ou isso não vai valer para os governos amigos. Ou talvez ele esteja muito preocupado com as intrigas em Honduras, onde o governo é não-amigo, para se preocupar com assuntos de pouca relevância para os nossos interesses nacionais.


Demetrio Carneiro