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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

CONTROLE LOCAL DA MÍDIA: PT SE PREPARA PARA NOVO “ESTILO” DE GOVERNANÇA AUTORITÁRIA

Num post recente eu comentava que ou o PT seria uma oposição extremamente agressiva, o inverso da atual oposição, caso Serra ganhe ou Dilma teria que pagar a conta da extensa mobilização dos setores mais radicais de seu partido.

Duas matérias abaixo:

Uma comenta proposta de criação, no Ceará, de um Conselho “Estadual” de Comunicação, aparentemente nos mesmos moldes do Conselho previsto no PNDH3.

Outra comenta que, além do Ceará, há projetos semelhantes em outros três estados: Bahia, Piauí e Alagoas.

Inicialmente soa estranho, já que é uma questão constitucional federal, fora, portanto, da competência estadual.
Aparentemente reflete mais uma leitura política de construção de poder ao “localizar” (teoria do Poder Local) questões nacionais. Mas olhando para o fato de que houve e haverá fortíssima resistência para a adoção de medida semelhante via Congresso Nacional, dá para imaginar uma tática de comer pelas bordas, preferencialmente onde o PT seja mais forte politicamente. No caso o nordeste.
Há, por trás, uma evidente leitura de tensionar o tema mediante pressão “das bases”.

Este movimento federativo não pode ser analisado descartado do outro movimento de agrupamento e coordenação das mídias petistas, principalmente nos blogs e sistemas de mailling. Na realidade uma leitura moderna da militância de rua, criando uma “militância de redes”. Também não dá para não considerar o forte subsídio com recursos públicos para este segmento.

Ambas as posturas são convergentes e fecham o foco sobre o conceito de “controle social” da mídia.
Diferentemente do conceito de “accountability” pelo movimento social, este tipo de controle tem nítida opção hegemonizante e responde ao estilo típico da cultura centralizante e verticalizante da esquerda mais radical.
Conquanto possamos olhar para o jogo democrático como um processo de fortes tensões, consensos e dissensos, estes grupamentos de esquerda radical trabalham com o conceito de formação de grandes hegemonias, daí, inclusive, a visão plebicitária. São lógicas completamente diferentes.

A leitura hegemonista, cooptadora e aparelhante já fez seus estragos no movimento social.
Nas estruturas de co-gestão pública qualquer leitura mais séria mostra que a maioria absoluta dos diversos conselhos fica anestesiada pelo esvaziamento das representações do movimento social.
Não é diversa a explicação para a decadência do processo de Orçamento Participativo, inclusive nos locais de prefeitura petista.

O conceito de cidadania política foi relido como um conceito de cidadania de bem estar, reforçando o discurso assistencialista.
A surpresa fica pelo fato da esquerda radical haver regredido e ser atualmente incapaz de ir muito além das propostas de políticas públicas assistencialistas mais básicas.
A luta pelo poder eliminou o conceito do ser humano como sujeito da história. Ele agora é objeto de outro sujeito: O partido hegemonizante e seu modelo de Estado que podem tudo, desde que seja em favor do grupo dominante. Já vimos esse modelo em operação em países autoritário de todo matiz ideológico.

Na realidade a própria política vem sendo fortemente despolitizada. Também já comentamos em diversas ocasiões os efeitos da despolitização do debate econômico e do desenvolvimento.

Embates constitucionais e reformas

Convém abrir um capítulo para raciocinar o futuro.
A esquerda radical não aprovou a Constituição de 88. é um fato histórico indiscutível.
Agora, tendo cortado o bolo em diversos pedaços para não se pedir uma revisão completa na Constituição, vão à luta.
O PNDH3 não é muito mais que esta revisão das partes para não ter que tocar no todo.
Não tendo colado o plano agora partes para, novamente, dividir o bolo em fatias.
Fortalecido no Congresso Nacional é bem provável que o PT e seus aliados mais próximos busquem mais claramente a revisão constitucional.
Quem imaginava que os grandes embates seriam por conta das reformas talvez esteja enganado.

Demetrio Carneiro


Fonte: O Povo

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, no Ceará, Valdetário Monteiro, afirmou, nesta sexta-feira, 22, que o projeto indicativo que propõe a criação do Conselho estadual de Comunicação é inconstitucional e cerceia a plena liberdade de expressão.

O projeto, de autoria da deputada estadual Rachel Marques (PT), foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Ceará na última terça-feira e encaminhada ao governador Cid Gomes (PSB).

Segundo Valdetário, uma análise preliminar do projeto causou “preocupação”, pois o artigo 224 da Constituição Federal prevê que nenhum projeto de lei poderá tratar de matéria que afete a liberdade de expressão jornalística.



Fonte: Blog do Noblat

Ao menos mais três Estados - Bahia, Alagoas e Piauí - preparam-se para implantar conselhos de comunicação com o propósito de monitorar a mídia.
A criação dos conselhos foi recomendação da Conferência Nacional de Comunicação, realizada no ano passado, por convocação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Ceará foi o primeiro a tomar a iniciativa. Na terça-feira, a Assembleia Legislativa do Estado aprovou a criação de um conselho, vinculado à Casa Civil, com a função de "orientar", "fiscalizar", "monitorar" e "produzir relatórios" sobre a atividade dos meios de comunicação, em suas diversas modalidades.
O governo de Alagoas estuda transformar um conselho consultivo - existente desde 2001 e pouco operante - em deliberativo, com poder de decisão semelhante ao aprovado pelo Ceará.
A modificação foi proposta pelo conselho atual e será examinada pela Casa Civil e pela Procuradoria-Geral do Estado. O governador é Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Segundo o presidente do conselho, Marcos Guimarães, entre as novas funções estaria o monitoramento da programação da mídia.
"Não podemos cruzar os braços. Nem tudo que vai ao ar é agradável à sociedade alagoana", afirmou.
Ele diz que o conselho atual já exerce, de certa forma, esse papel.
"Se um programa agride o cidadão, o conselho recomenda à empresa que o modifique, mas ela não tem obrigação de acatar a sugestão, porque ele é só consultivo. Quando for deliberativo, poderá tomar medidas efetivas, respeitando a legislação das concessões", afirmou.
No Piauí, foi proposta a criação de conselho com atribuição de denunciar às autoridades "atitudes preconceituosas de gênero, sexo, raça, credo e classe social" das empresas de comunicação.
Caberia ainda a esse conselho vigiar o cumprimento das normas de radiodifusão pelas emissoras locais e de denunciá-las à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e ao Ministério das Comunicações em caso de desrespeito à legislação.
O projeto foi feito por um grupo de trabalho nomeado pelo ex-governador Wellington Dias (PT) e encaminhado à Assembleia Legislativa.
Na Bahia, o conselho seria vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado. A minuta do regulamento do conselho foi feita por um grupo de trabalho constituído em novembro do ano passado pelo governador Jaques Wagner (PT), que foi reeleito.
O secretário de Comunicação, Robinson Almeida, negou que haja intenção do governo do Estado de cercear a imprensa. Disse que o projeto está em análise na Casa Civil e não será divulgado antes de passar pelo crivo jurídico.
Além desses três Estados, em que há envolvimento direto do Executivo, tramita em São Paulo projeto semelhante ao aprovado no Ceará, como revelou o Painel ontem.
O texto do líder do PT, Antonio Mentor, prevê a criação de conselho parlamentar que teria, entre outras funções, a de fiscalizar as outorgas e concessões de rádio e TV.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

NÃO BASTA TIRAR O BODE DA SALA...


Lula assinou um novo Decreto Presidencial esta manhã, quarta, 13, alivando um pouco a pressão militar.
"A solução foi fechada na manhã de hoje em reunião dos ministros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem (12), Jobim e Vannuchi já haviam se encontrado para discutir o assunto.", nos dizeres da matéria do Correio Braziliense.


Infelizmente não basta tirar o bode da sala. O Decreto Presidencial tem fraglante incostitucionalidade em diversos outros trechos. Argumentar que o decreto apenas instroduz um programa é desconhecer que uma autoridade não pode lançar mão de propostas evidentemente inconstitucionais e ficar tudo na mesma como se nada houvesse acontecido.
Até mesmo o Presidente da República, aliás principalmente ele, tem obrigação de se curvar as leis. Se achar que estão erradas mude, mas mude dentro das regras do jogo democrático e assuma o juramento feito de respeitar e protejer a Constituição brasileira.


Se Lula pretende passar a história como o novo Vargas é melhor que esclareça de qual período estamos falando,para que sua foto não se confunda com a de Mussoline e seus assemelhados.


Demetrio Carneiro

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O BODE NA SALA E OUTRAS AMENIDADES


Agora é a hora de cuidar com o “bode-na-sala”.
Num momento onde o governo parece enviar alguns sinais de que pode revisar sua atitude com relação à Lei de Anistia é bom não esquecer que o PNDH3 invade muitas outras competências, inclusive de caráter constitucional.


Não basta abrir espaço para rediscutir a questão da Lei de Anistia. O PNDH3 tem que ser recolhido na íntegra. O Decreto tem que ser anulado.
Aceitar outra solução é colocar a democracia brasileira como refém de grupos extremistas cujo princípio não é a negociação, mas a hegemonia absoluta.
O PNDH3 sob o disfarce da “defesa” de direitos abre espaço para os mecanismos que facilitarão a destruição de direitos, em nome de uma maioria difusa da qual estes grupos se colocam como eternos “representantes”, num processo de autodelegação.


O fim do ciclo de 88


Na realidade o que estamos vendo é o definitivo encerramento do ciclo que originou a Constituição de 1988. De alguma forma os grupos extremistas de esquerda, mesmo não tendo assinado a Constituição Federal, assim como lutaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, aceitaram participar do jogo democrático. Este final do segundo governo de Lula parece mostrar uma inflexão onde começam a retomar os discursos anteriores à frente que acabou desaguando na Constituinte.
Talvez o balanço, feito pelos setores mais radicais, dos dois mandatos indique a enorme distância entre o seu discurso
pré-eleitoral e a prática de governo, inclusive as práticas de corrupção, que se originaram justamente no núcleo mais duro deste grupo.
A longa caminhada comum de pouco mais de 20 anos parece ter chegado ao fim e é importante que a esquerda democrática perceba de forma inequívoca os sinais que estão sendo enviados.
Os projetos já não são mais sequer próximos.


Um novo projeto


Durante todo este período não mudou apenas o país, a esquerda democrática foi mudando e continua mudando. O discurso passadista já não atrai mais. Está na hora de romper as amarras e construir um projeto que corresponda verdadeiramente a estas mudanças.


Demetrio Carneiro


Governo pode reeditar plano sem referência a torturadores
De Eliane Cantanhêde:
O governo articula uma solução de meio termo para a questão nevrálgica do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos: em vez de acrescentar ao texto do programa a investigação da esquerda armada durante a ditadura militar (1964-1985), como querem as Forças Armadas, seria suprimida a referência à "repressão política" na diretriz 23, que cria a comissão da verdade.
Ou seja, a questão seria resolvida semanticamente, sem especificar a apuração de excessos de nenhum dos dois lados. O texto passaria a prever a apuração da violação aos direitos humanos durante a ditadura, genericamente, sem especificar de quem e de que lado.
Essa proposta está sendo colocada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e poderá ser aceita pelo ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que aposta numa "solução de meio termo".


Para Lula, Lei da Anistia é assunto da Justiça
Presidente admite a auxiliares que foi um erro incluir tema polêmico no Programa Nacional de Direitos Humanos
De Gerson Camarotti:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que foi um erro da Secretaria Nacional de Direitos Humanos incluir no novo plano setorial — cujo decreto vem provocando embate dentro e fora do governo — assuntos relacionados à Lei de Anistia.
Contrariado com os conflitos desencadeados pela versão final do Programa Nacional de Direitos Humanos, o presidente afirmou a auxiliares que esse tema deve ser tratado exclusivamente pelo Poder Judiciário, e não pelo Executivo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A MULTILEI


Fico com a nítida a impressão de que se cria, ao apagar das luzes da gestão de Lula, todo um quadro de “heranças” destinadas submeter e enquadrar o próximo governo seja ele quem for. Pré-Sal, Copa, Consolidação das Leis Sócias, Estratégia Nacional de Defesa, conforme está delimitado em sua introdução e agora o chamado PNDH3.

O Programa Nacional de Direitos Humanos-3, legisla sobre tudo, pairando como uma entidade supralegal que em nome dos “direitos humanos” conforme um conceito formulado por um pequeno grupo de sustentação do poder. Pode mais que as leis e a própria Constituição Federal.

O que começou como um confronto entre os setores remanescentes da luta armada, que ocupam cargos importantes dentro do atual governo, e a cúpula militar começa a ganhar contornos bem mais amplos. É o topo de um projeto que cria um novo conceito extra-republicano de legislação executiva e, ao mesmo tempo, o que parece ser um acerto geral de contas não apenas com militares, mas com os meios de comunicação e a propriedade privada rural e outros setores.

Segundo a OAB o Decreto parece que não é um Decreto já que "A íntegra do Programa Nacional de Direitos Humanos ainda é uma novidade, posto que ainda não foi debatido com a sociedade nem com a OAB", afirma a nota da entidade. O presidente Cezar Brito parece imaginar que será consultado retroativamente. Belos tempos aqueles passados em que para se chegar ao um Programa deste a sociedade civil era “consultada”.

Se alguém no governo tiver um mínimo de bom senso o decreto presidencial será retirado para ser reavaliado.
A não ser que o objetivo seja mesmo um projeto nacional-populista de cisão da sociedade brasileira, no velho estilo petista do bem
(eles) contra o mal (o resto do mundo).


Demetrio Carneiro




Programa de Direitos Humanos criado por Lula invade outras áreas de ação do governo


O Programa Nacional de Direitos Humanos, criado por decreto pelo presidente Lula em dezembro, a um ano do fim do mandato, inclui iniciativas em praticamente todas as áreas de governo. Da regulação de hortas comunitárias à revisão da Lei de Anistia, da taxação de grandes fortunas a mudanças nos planos de saúde, passando pela reforma agrária e pelo financiamento público de campanhas, o programa pretende criar 27 leis.
Muito além dos direitos humanos Decreto prevê ações em diversas outras áreas do governo.


O último ano de mandato do presidente Lula começa com um novo rol de promessas de iniciativas governamentais, sob o guarda-chuva de um “Programa Nacional de Direitos Humanos”. Resumidas em 23 mil palavras, elas ocupam 73 páginas de um decreto assinado no final de dezembro.


Pelo calendário constitucional, restam 11 meses de mandato ao presidente. Mas para cumprir apenas o que está previsto nesse decreto seria preciso, no mínimo, um novo mandato. E um novo governo, com novos aliados dispostos a confrontar boa parte das forças políticas que sustentaram o governo Lula nos últimos 84 meses.


Entidades de comunicação criticam Plano de Direitos Humanos; OAB consultará comissão


Associações de meios de comunicação divulgaram nesta sexta-feira nota criticando o ranking das empresas do setor previsto no Plano Nacional de Direitos Humanos. O decreto prevê a criação de uma comissão governamental para acompanhar como os meios de comunicação tratam os direitos humanos, criando um ranking de empresas.
Segundo as associações, o decreto possibilita a punição de empresas, como a cassação de outorgas dos veículos de radiodifusão, que não seguem "as diretrizes oficiais em relação aos direitos humanos".
A nota é assinada pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas) e ANJ (Associação Nacional de Jornais).
"Não é democrática e sim flagrantemente inconstitucional a ideia de instâncias e mecanismos de controle da informação", afirmam as entidades na nota. Para as associações, essas restrições devem ser retiradas do decreto.


Depois dos militares, setor agrícola se rebela contra Plano de Direitos Humanos do governo


Depois de os militares se rebelaram contra o Plano Nacional de Direitos Humanos, do governo federal, o setor agrícola reagiu nesta quinta-feira ao decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que instituiu o programa. Segundo a CNA (Confederação Nacional da Agricultura), o plano discrimina o setor agrícola ao afirmar que o agronegócio viola os direitos humanos no país.
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), acusou o governo de elaborar um plano ideológico contra o agronegócio em um texto com "plataforma socialista" do governo federal.
"Eu vejo uma parte deste governo que têm tendência bastante radical, ideológica, de esquerda extrema. Isso é uma plataforma socialista de governo, uma tentativa explícita de segregação do nosso setor, de preconceito abusivo", disse Abreu.
A senadora disse que um dos anexos do plano afirma que o agronegócio "não tem preocupação nem compromisso com os direitos humanos dos pequenos e médios agricultores, e das populações rurais". O setor também não teria preocupação com os direitos trabalhistas dos trabalhadores rurais, de acordo com a senadora.
Kátia Abreu disse que o plano também estimula a realização de audiências públicas para discutir a reintegração de posse de terras invadidas mesmo em casos onde houver decisão judicial para a retirada dos invasores.
"Este plano pretende que, antes da liminar, antes que um juiz possa decidir se vai devolver a propriedade invadida para o produtor, sugere uma audiência pública com vários participantes para que possa ser feita uma mediação. Vou sentar e mediar com o crime. Estou dizendo para o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] que estou legitimando as suas ações", afirmou.


Oposição vai tentar suspender decreto de Lula que cria Plano de Direitos Humanos
A oposição vai tentar suspender o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cria o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos do governo federal. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), elaborou projeto de decreto legislativo que susta os efeitos do plano. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso para que o programa do governo tenha suas recomendações suspensas.
O tucano afirma, ao justificar o projeto, que o texto elaborado pelo governo é inconstitucional. "O ato reproduz, textualmente, o programa de campanha do PT à Presidência da República nas eleições de 2002. O instrumento normativo expedido pelo presidente da República fica indiscutivelmente comprometido, tendo em vista a clara intenção político-eleitoral do conteúdo", afirma Virgílio.