Mostrando postagens com marcador Bolivarismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolivarismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de dezembro de 2009

BOLIVARISMO E SEGURANÇA CONTINENTAL



Hugo Chávez agora decidiu organizar o Serviço Bolivariano de Inteligência.
Já temos aqui entre nós a Alternativa Bolivariana-ALBA, Círculos Bolivarianos Leonel Brizola, Comitê Bolivariano etc...
Desde o início Chávez busca apresentar o bolivarismo como uma ação internacionalista e basicamente anticapitalista, não mercantil. Fala-se insistentemente de alguma coisa chamada socialismo bolivariano. É um tipo de socialismo “moreno”, baseado num Estado vertical, centralizante e poderoso, conduzido pelo “líder máximo” conceito mais parecido com a forma fascista e que tem muito pouco a haver com o socialismo moderno que busca suas bases no conjunto das forças vivas da sociedade. Procura-se um “inimigo”, encarnado nas forças do mal. Normalmente são os norte-americanos, mas nada impede que possam ser os brasileiros em algum tempo no futuro. Bastará para isso que o próximo presidente não seja do grupo.
Neste contexto a presença do Irã no continente é motivo de preocupação.
As pretensões venezuelanas e iranianas devem ser olhadas com extrema cautela.
Todo presidente acha que sua eleição é um cheque em branco. Nem sempre.
Demetrio Carneiro

domingo, 29 de novembro de 2009

E AGORA BRASIL?


Encerradas as eleições em Honduras. O processo transcorreu com tranquilidade. Não há números disponíveis sobre a presença dos eleitores, mas parece que a campanha bolivariana do voto nulo não deu certo.



Lula informou que não há nada para revisar na posição brasileira e que Zelaya permanecerá na embaixada brasileira o tempo que achar melhor, pois corre risco de vida. Deve ser do tipo que o Battisti corre se voltar para a Itália. Por isto Zelaya continua em nossa embaixada e Battisti ficará no Brasil.


Então tá. Somos um país de almas piedosas.

Demetrio Carneiro

PELO VOTO NULO...EM HONDURAS.


Declarando-se firme defensor da democracia, o governo brasileiro no campo latino-americano é parte efetiva da rede bolivariana de Chavez e no internacional está crescentemente alinhado com a ditadura religiosa e perigosamente militarista do Irã. Agora, jurando defender a democracia defende o seu enterro: O voto nulo nas eleições de Honduras. Desde sempre e em qualquer situação, inclusive em nosso país na época da ditadura, o voto nulo foi instrumentodas forças anti-democráticas.


As agências internacionais falam num apoio popular para as eleições presidenciais de 80%. Neste momento ainda não há informações sobre o volume de comparecimento. Resta aguardar para conferir.

Seja como for nosso governo vem trilhando um caminho extremamente imprudente e só consegue a cada movimento se colocar mais fundo no meio de uma confusa intervenção indevida e ilegal nos assuntos hondurenhos.

Se realmente a aposta brasileira no absentismo ou no voto nulo não emplacar e a eleição tiver níveis pelo menos razoáveis de presença a situação ficará insustentável para a diplomacia brasileira e o Brasil terá jogado no lixo todo um passado de compromisso com a neutralidade. Provavelmente a sonhada cadeira no Conselho de Segurança da ONU deverá seguir o mesmo caminho. Se a aposta no absentismo ou voto nulo funcionar e o comparecimento for mínimo, o Brasil já terá escolhido o seu lado na América Latina e no mundo. Certamente nossos “companheiros de viagem” não são os melhores e caberá ao nosso próprio processo eleitoral deixar isto bem claro em 2010.

Demetrio Carneiro