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terça-feira, 1 de março de 2011

VOCÊ TEM CARRO FLEX?

Se você está na faixa dos 30 anos deve ter passado boa parte da infância e da juventude embalado pela leitura da economia verde, do combustível verde, do combustível alternativo ao petróleo. Você até deve ter comprado um carro flex.
Pois é? Para quê?
O preço do álcool combustível simplesmente não bate com a lógica.
Uma pergunta: A processo de instalação estruturas de produção do álcool combustível foi totalmente subsidiado. E agora?
Nas mãos da Petrobras mais interessada em vender o petróleo há futuro nisso?


Demetrio Carneiro

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ETANOL: CADA VEZ MENOS UM COMBUSTÍVEL ALTERNATIVO

Registrado novo aumento no preço de etanol. Neste momento apenas um estado brasileiro tem preço competitivo com a gasolina, o Mato Grosso.

Se tivermos em vista a forte exportação de açúcar somada a forte redução da área plantada, não dá para dizer que as coisas vão bem na área dos combustíveis alternativos. Ao contrário dos americanos, que usam milho, não dá para argumentar que o que se usará em combustível deixará de alimentar alguém em algum lugar. Tudo bem, pode fazer rapadura.

Aqueles consumidores que compraram carros com tecnologia flex provavelmente serão pessoas de olho no futuro. Futuro daqui a cinquenta anos,quem sabe,quando a gasolina form um bem escasso. Até lá a nossa Petrobras vai seguir se dando bem vendendo petróleo para que todos possamos alegremente contribuir com mais poluição.

Tudo muito bem. Tudo blu!

Demetrio Carneiro

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ESTOQUEM AÇÚCAR...SE USAREM

Pelo que se informa no meio de negócios a COSAN se associou à SHELL e criaram uma terceira empresa RAÍZEN.
Até ai tudo bem se a COSAN não fosse produtora de açúcar e álcool e a SHELL (+ a Esso), no caso, distribuidora e ambas não tivessem a intenção de dobrar a capacidade de exportação de Etanol, aumentando a área plantada em 30%.

De modo geral a demanda mundial de Etanol deverá mesmo aumentar e tem toda a lógica a estruturação de um mega grupo exportador de combustível alternativo, afinal um de nossos papéis na divisão internacional de trabalho é exportar meio ambiente, quer dizer, commodities...

O problema é se você usar açúcar de cana. Se não se deu conta foi a produção de Etanol que colocou o preço lá no alto. Eu não uso, por mim tudo bem...Claro que se você tem um carro bicombustível também terá seus probleminhas.  Eu só uso gasolina.

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

MENOS ETANOL, MAIS PROBLEMAS


Abaixo um texto postado no excelente portal EcoDebate. De autoria de Bruno Peron. Transmite um pouco da indignação dos consumidores que se sentem lesados com o movimento vai-e-vem da política governamental para combustível de veículos.
De programa-verde para a indústria brasileira de veículos o etanol vai virando item da pauta de exportações – novamente a exportação de meio ambiente – quando não vira açúcar.
A política de governo era e foi subsidiar o combustível, como foi com o biodiesel, na intenção de encontrar alternativas ao uso do petróleo. Aparentemente o Pré-sal sustenta a mudança na direção do mercado externo, pois, em última instância o que interessa à Petrobras, que só é Estado-do-povo-e-para-o-povo na hora de fazer o que o governo quer, é vender o seu peixe, melhor seu petróleo.
Pelo visto, para as autoridades que cuidam do planejamento da economia, Nova Economia é papo de intelectual que não tem o que fazer.
Demetrio Carneiro


Etanol: Propaganda enganosa


A política de incentivo ao uso de etanol nos convida novamente ao picadeiro. Como se não bastassem os assaltos constantes ao nosso dinheiro, a gasolina será mais vantajosa que o álcool por alguns meses para a decepção dos portadores de carros bicombustíveis (flex). A propaganda a favor da substituição dos tanques de combustíveis foi ostensiva anos atrás. Hoje nem todos os brasileiros temos paciência para fazer o cálculo dos 70% antes de abastecer. Fomos enganados.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento culpou o excesso de chuvas no período de colheita de cana-de-açúcar, que inibiu o corte de mais de 60 milhões de toneladas. A mesma instituição pública federal previu que o mercado de etanol se normalizaria em até 120 dias. Está na moda culpar as chuvas pela incompetência humana no Brasil. Foi assim no apagão de novembro de 2009, que, para mim, não passou de uma conspiração. Evento mal explicado.