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terça-feira, 5 de outubro de 2010

O SUPERÁVIT DE "CARA LIMPA" É BEM DIFERENTE

O superávit de agosto de 2010 tal como ele é e não tal como o governo quer fazer crer que ele é, indicando que a meta de 3,3% de economia será bem difícil de alcançar.



José Roberto Afonso, no boletim de seu Blog, nos apresenta um estudo bem interessante:

"O superávit primário "recorrente" de agosto, relatório publicado por economistas do Itaú, recomendado por Arthur Garbayo, apresenta uma nova apuração do indicador de superávit primário do setor público (chamado de "recorrente", de modo a descontar da série da receita aquelas tidas como extraordinárias: o resultado anualizado diminui para casa de 1,5% do PIB em 2010, depois de expurgadas receitas atípicas"

Leia o PDF , na íntegra.


Demetrio Carneiro

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

OS RUMOS DA ATUAL POLÍTICA FISCAL BRASILEIRA

Reproduzo abaixo post de Miriam Leitão sobre trabalho feito pelo eficiente Padovani para o banco alemão West LB. Por coincidência estive conversando com ele esta semana, em São Paulo e desta conversa combinamos uma entrevista que publicaremos brevemene.
Demetrio Carneiro

 
Governo rompe política fiscal no curto prazo

O governo segue na trajetória de rompimento da política fiscal do país no curto prazo, alerta o banco WestLB Brasil em relatório semanal. O superávit primário deverá encerrar os próximos três anos abaixo da média registrada nos últimos anos: 1,3% (2009), 2,2% (2010) e 3% (2011) do PIB.

Historicamente, o Brasil registra superávits ao redor de 3,5% do PIB. O superávit ficará abaixo dessa média apesar do forte aumento do ritmo da arrecadação, prevista em 17,2% em 2010 e 13,5% em 2011.

"Mas como o governo está criando uma série de novas metas, os investidores provavelmente vão focar mais no cumprimento dessas metas do que na figura em si. Por isso, a situação fiscal deverá ficar sob controle", avalia Roberto Padovani, estrategista-sênior do banco.

Em período de crise é natural que os governos aumentem seus gastos para incentivar a economia. O problema, como temos dito aqui, é que o governo brasileiro aumentou gastos de custeio e não de investimento.