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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

COM JEITINHO, BEM BRASILEIRO, O AJUSTE FISCAL VAI SENDO EMPURRADO PARA FRENTE


Critérios para redução de gastos da máquina pública serão definidos na primeira reunião ministerial nesta sexta

Fonte: Veja 

Luciana Marques

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta sexta-feira a previsão de corte nos gastos públicos no valor de 40 bilhões de reais, estimado por economistas. Segundo o ministro, o valor da redução só deve ser definido em fevereiro, depois que cada ministério definir propostas de cortes nos gastos de custeio.

“Não há nenhum número para o corte do orçamento: nem 20, nem 30, nem 40, nem 50 bilhões de reais”, declarou o ministro. De acordo com Mantega, a primeira reunião ministerial, marcada para a tarde desta sexta-feira, estabelecerá os critérios para que os órgãos do governo gastem menos: “Nós temos que revisar todos os gastos de custeio: desde viagens e diárias, até contratação de empresas de serviços e aluguel de prédios. Também não devemos comprar equipamentos novos, mas trabalhar com o que temos”.

O governo pretende manter, no entanto, os recursos destinados aos programas sociais e às áreas de educação e saúde. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também será preservado.

O contingenciamento é prioridade da presidente Dilma Rousseff neste início de governo e será o tema central da reunião com os 37 ministros. No encontro, o ministro Mantega fará uma exposição sobre a conjuntura econômica no Brasil e no mundo e mostrará as principais preocupações do governo, como inflação e desvalorização do dólar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

REPERCUSSÃO DO TEXTO DE TONY NA VEJA

Na Veja, o Radar on-line, de Lauro Jardim e outros, repercutiu o texto de Tony que publicamos (aqui) no Blog, ontem.

Compete fazer aqui alguns comentários:

a) Não se deram conta que “Nomura” não é uma “consultoria”, mas um dos maiores bancos do mundo;

b) A matéria tem implícita a intenção de “mostrar” como o “mercado” se posiciona contra Serra, mas não cita o trecho em que Tony declara explicitamente: “Assim como os manipuladores da campanha de Dilma, que estão escondendo ela da imprensa como um competidor em vantagem evidente, os locais acreditam que muito em breve ela vai consolidar uma liderança nas pesquisas e, provavelmente, ganhar a eleição já no primeiro turno. Embora nós mesmos não compartilhemos essa crença”.

A postagem e a tradução do texto em inglês foram minhas e a intenção foi mostrar outro ponto de vista sobre o desenrolar da campanha, mas principalmente mostrar como as ambigüidades na fala de Serra podem, de fato, comprometer a sua campanha. A reação de diversos segmentos do mercado deveria servir de alerta para a necessidade de um discurso mais claro e objetivo sobre a economia.

Os comentários feitos ao texto do Radar pelos leitores, em sua maioria, são divertidamente inconsistente e claramente ligados aos grupos da webcampanha de Dilma, principalmente.

Demetrio Carneiro