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domingo, 8 de janeiro de 2012

PIMENTEL: DILMA PRECISA VIR A PÚBLICO E EXPLICAR SUA PARTICIPAÇÃO NO FAVORECIMENTO

Como venho comentando, e não sou apenas eu,essa situação é diferente das outras. 

Nos casos de corrupção o eleitor ainda não despertou para o fato de que um real roubado é um real que deixe de servir à população e vai ser interesses individuais de algum membro da base de governo. Ainda vigora o rouba, mas faz.  
No caso atual as coisas são mais claras. Houve favorecimento direto do ministro em prejuízo material e concreto de comunidades do Rio e de MG. E tudo aconteceu com conhecimento pessoal de Dilma conforme informou Pimentel.  


Ela não pode alegar que não sabia que o ministro só "ajudava" os amigos e sua carreira pessoal e familiar, num esquema tipicamente patrimonialista organizado a partir do moderno PSB. 
O argumento de que a presidente teria dado as devidas autorizações sem conhecer o fato de que o ministro agia apenas em interesse próprio acaba comprometendo diretamente a capacidade gerencial da presidência da república que é uma macro estrutura muito sofisticada, mas pelo visto incompetente para evitar a saia justa.


Outra questão é a responsabilização do principal. O principal não é o ministro. É a presidente. A cada novo escândalo ela se retrai como se o ministro não fosse escolha pessoal dela. Demitir, em função da epidemia de problemas ministeriais, não é mais solução. Também não é solução jogar com o recesso parlamentar, férias de verão ou reforma ministerial.


Está na hora de posturas republicana e da Principal lembrar do juramento da posse e assumir seus erros. Demasiados erros. Dilma terá que vir à público explicar-se, pois houve prejuízos concretos e mensuráveis à população.



'Embaixador' de Petrolina, ministro usa verbas para cacifar filho e mirar 2014


Demetrio Carneiro

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PATRIMONIALISMO E PODER: ALGUM DIA VAI ACABAR?

Idelí Salvati visita Sarney e nega que tenha tratado com o patriarca sobre nomeações na Agência Nacional de Petróleo. Seria em retribuição ao gentil ato de aprovação da DRU no Senado Federal. Nesta altura livrar a cara do amigo da Rainha, Pimentel, e aprovar a primeira "flexibilização" da Lei de Responsabilidade Fiscal teve ter sido um bônus extra dado de natal pelo nobre senador.

A relação de Sarney com o executivo central deixa transparente a razão pela qual Dilma jamais poderá verdadeiramente eliminar o patrimonialismo: Garantia de uma votação dócil. As práticas patrimonialistas são essenciais como forma de recompensa aos aliados, que só são aliados por serem muito bem recompensados seja em forma de empregos, seja em forma de transferência de recursos, seja em forma de oportunidades de negócio. 

Boas notícias para o circuito da corrupção: Os escândalos continuarão em 2012, 2013 etc.

Demetrio Carneiro