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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A NEO REPÚBLICA DO NEO DESENVOLVIMENTO: A DESCARACTERIZAÇÃO URBANA DA LAPA

Com um ar de sofisticação nossos nacional-desenvolvimentistas fundaram o "novo-desenvolvimentismo" ou o "neo-desenvolvimentismo".  Ceretamente precisam de uma "neo-República" para acomodar seus interesses hegemônicos, autoritários e...econômicos.

Filho dileto do pensamento desenvolvimentista da ditadura nosso neo-desenvolvimentismo aos poucos vai produzindo sua organicidade dentro do aparelho do Estado. Parte significativa dos quadros vem do movimento sindical. Fato que não é difícil de entender em função do caráter nitidamente para-estatal da estrutura sindicalista brasileira.

Tenho insistido muito com a questão do Capitalismo de Estado e das alianças de poder firmadas entorno dele. Abaixo mais um exemplo da lógica de operação desses grupos. No caso específico é bom lembrar que os Fundos das estatais são controlados pelos oriundi da estrutura sindical ligada a base de governo.

No caso específico imagino que os cariocas não irão se submeter passivamente a isto...


Demetrio Carneiro

MEMÓRIA SOBRE O CASO DO MONSTRENGO DA ELETROBRÁS, NO CENTRO DO RIO!

Fonte: Ex-blog César Maia

1. Ontem (29), a imprensa divulgou a informação que finalmente a Eletrobrás havia comprado terreno do governo do Estado para construir um monstrengo no Corredor Cultural do Rio. Um absurdo. Abaixo, notas publicadas por este Ex-Blog, meses atrás.

2. (11/01/2010) Edifício da Eletrobrás de 44 andares no Corredor Cultural do Centro do Rio. 1. (Globo, 08) Será no Corredor Cultural no Centro do Rio, na área da Lapa o novo edifício-sede da Eletrobrás de 44 andares. A lei 106 mudou o gabarito na Rua dos Arcos.

3. (ram, 10/01/2010) "Uma lei da prefeitura, altera pela primeira vez, a Lei do Corredor Cultural. Esta previa para a Rua dos Arcos, na Lapa, uma altura máxima correspondente a seis pavimentos. Mas a alteração aprovada irá permitir a construção de um espigão da Eletrobrás no eixo de visada dos Arcos da Lapa. O instituto de previdência dono dos terrenos quer ver suas possibilidades de lucro maximizadas. Os representantes da nova geração de administradores públicos adeptos da gestão de cunho empresarial, se lixam para o dano à imagem da Lapa. A torre proposta pela Eletrobrás trará para o meio da visão dos Arcos da Lapa um imenso elemento vertical, de 133 metros, com 44 pavimentos, que interferirá muitíssimo naquela paisagem. Onde está o IAB -instituto dos arquitetos- e os órgãos de defesa do patrimônio?"

4. (18/01/2010) Mais informações sobre o espigão da Eletrobrás no Corredor Cultural do Centro do Rio. A Eletrobrás, com mil funcionários e uma parte em Brasília, não precisa de um prédio de 44 andares. O que pretendem fazer é comprar o terreno e assinar contrato com construtora, que se ressarciria com aluguel da grande parte das salas que a Eletrobrás não precisa. Este Ex-Blog já publicou na parte de anúncios classificados de jornais, o nome da empresa que -já está acertada- para ser contratada. É uma importante empreiteira do Rio.

5. Carta Aberta à Diretoria da Eletrobrás. Conheça teor completo. Enviada como notificação extrajudicial em mãos, em 20 de janeiro de 2010.

quinta-feira, 25 de março de 2010

TELEBRAS E O EFEITO TSE

Estamos em plena normalidade: Dentro do governo cada um fala o que acha melhor e a soma de todas as falas não diz nada. No fundo quando Lula não diz coisa com coisa ele sintetiza esse sentimento difuso na gestão pública federal.

A nota do Tesouro Nacional é clara. Mantega nega o óbvio, a nota, e diz que não é nada disso. Com isso o ministro mostra sua qualificação para substituir a cadidata-ministra na Petrobras.

No meio de tantas informações e contra-informações a Comissão de Valores Mobiliários-CVM não pode dar uma de TSE e fazer de conta que não é com ela. Já passou da hora de haver uma funda investigação que mostre quem, quando, como e com qual finalidade se montou essa mega operação de especulação com os papéis da Eletrobras.

Demetrio Carneiro

Links


Fonte: Blog Reinaldo Azevedo

Um mês após a revelação de que o ex-ministro José Dirceu recebeu R$ 620 mil de uma empresa diretamente interessada na eventual reativação da Telebrás, o governo encolheu o alcance do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), e o valor das ações da estatal caiu 44%, quase à metade.
Originalmente, o plano cobriria 3.200 cidades até o final do governo Lula. A nova versão reduziu-se a um simples projeto piloto com 300 municípios que, mesmo assim, seria implantado apenas no próximo governo, não mais em 2010.
Em fevereiro, a Folha mostrou que rumores e vazamentos sobre a reativação da Telebrás, que seria gestora do plano, haviam levado as ações da estatal a um ganho de 35.000% desde 2003 (até o dia 8 do mês passado), valorização recorde investigada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).


Fonte: Valor On line

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) suscitou nova tensão no governo federal, ontem, com a publicação de reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" informando que o Tesouro Nacional teria posição contrária à retomada da Telebrás como gerenciadora do programa. O parecer não era conhecido na Casa Civil, onde ocorrem as discussões sobre o assunto. No fim do dia, a Fazenda divulgou nota à imprensa em que nega a posição. "A discussão sobre a manutenção da Telebrás ou a criação de uma nova instituição pública depende do modelo a ser escolhido, para o qual as duas alternativas cogitadas são viáveis."


Fonte: Correio Braziliense

Brasília - O Ministério da Fazenda negou há pouco que o Tesouro Nacional seja contra a reativação da Telebrás para gerir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Em nota divulgada nesta quarta-feira (24/3), o ministério informou que a nota técnica elaborada pelo Tesouro apenas levanta as vantagens e as desvantagens da medida, sem emitir opinião.

“A nota técnica do Tesouro Nacional tem como objetivo avaliar as implicações do processo de decisão em andamento, sendo pertinente e desejável que sejam levantados elementos, vantagens e desvantagens de todas alternativas cogitadas”, afirmou o comunicado.

De acordo com a nota, qualquer ação que acarrete em gastos públicos precisa ser avaliada pelo Tesouro Nacional para verificar o impacto nas contas públicas e no Orçamento. O documento, diz o ministério, também sugere a retomada das atividades da Telebrás e levanta a possibilidade de criação de outra empresa pública para instituir o PNBL.


Fonte: Folha Online

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados aprovou requerimento nesta quarta-feira em que solicita a presença do ministro Guido Mantega (Fazenda) para prestar esclarecimentos sobre as ações da Telebrás, por conta das oscilações bruscas desse papel nos últimos anos. A autora do requerimento aprovado é a deputada Solange Amaral (DEM-RJ).
Somente hoje, as ações da estatal tiveram perdas de 13,6%. No ano, a valorização desse papel ultrapassa 90%. E no período do governo Lula, em torno de 35.000%.
Os deputados da comissão pretendem questionar o ministro sobre quais são os 30 maiores acionistas da estatal desde 2005 até a data atual e se a CVM (Comissão de Valores Mobilários) está apurando "o eventual vazamento de informações ou o uso de informação privilegiada relacionados à negociação de ações da Telebras".
A CVM é o órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais brasileiro, e é vinculado ao Ministério da Fazenda.


Fonte: Folha Online

A ação preferencial da estatal Telebrás amarga perdas de 15,38% no pregão desta quarta-feira na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O volume de negócios com esse papel é bastante forte, na casa dos R$ 74,45 milhões. Desde o início do ano, a ação já valorizou mais de 90%.
No mesmo horário (16h50, hora de Brasília), o índice Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, cede 0,58%, aos 68.986 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,36 bilhões.
Os papéis da empresa já sofreram várias oscilações violentas nos últimos meses, em meio a rumores, confirmações e desmentidos sobre a reativação de sua rede para o projeto do governo de banda larga (internet de alta velocidade).



Fonte: Brasil Econômico

“Não vejo a necessidade de uma ‘Nova’ Telebrás. Temo que seja mais um cabide de emprego”, afirmou o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso em palestra em São Paulo.
Um viés crítico à polêmica proposta de recriação da estatal para tirar do papel o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O projeto tem o objetivo de universalizar o acesso rápido à internet utilizando redes de fibra ótica das estatais.
Desde a privatização do setor em 1998, a Telebrás apenas administra dívidas e obtém receitas por meio de aplicações bancárias.

Ações em queda

Às 13h15 (horário de Brasília), as ações preferenciais da companhia (TELB4) apresentavam queda de 10,05% no pregão desta quarta-feira (24) na BM&FBovespa, cotadas a R$ 1,52.
Os papéis refletem a emissão pelo Tesouro Nacional de uma nota técnica em que condena a reativação da empresa, conforme reportagem da Folha de S.Paulo publicada hoje.