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segunda-feira, 14 de março de 2011

JAQUELINE RORIZ E O CAIXA DOIS

Como havíamos previsto logo no dia que o vídeo apareceu, Jaqueline Roriz vai sair pela porta do caixa dois. Muita gente vai ficar de saia justa. Tendo recebido recursos de caixa dois, que "todo mundo faz", segundo Lula, Jaqueline será cassada por seus pares, inclusive aqueles que estão lá e também praticaram o caixa dois? Ou será rapidamente processada pela mesma justiça incapaz de concluir os outros inquéritos de "caixa dois", que se arrastam pela eternidade à fora?

É um caso bíblico: Atire a primeira pedra quem não pecou...Ou o caixa dois só é crime quando é cometido por quem não é da base aliada?

Uma sugestão para a deputada: Faça como Lula e o PT e diga que é uma conspiração e é tudo mentira, quem sabe a sra. ainda não acaba presidente da Comissão de Constituição e Justiça?

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 25 de março de 2010

TELEBRAS E O EFEITO TSE

Estamos em plena normalidade: Dentro do governo cada um fala o que acha melhor e a soma de todas as falas não diz nada. No fundo quando Lula não diz coisa com coisa ele sintetiza esse sentimento difuso na gestão pública federal.

A nota do Tesouro Nacional é clara. Mantega nega o óbvio, a nota, e diz que não é nada disso. Com isso o ministro mostra sua qualificação para substituir a cadidata-ministra na Petrobras.

No meio de tantas informações e contra-informações a Comissão de Valores Mobiliários-CVM não pode dar uma de TSE e fazer de conta que não é com ela. Já passou da hora de haver uma funda investigação que mostre quem, quando, como e com qual finalidade se montou essa mega operação de especulação com os papéis da Eletrobras.

Demetrio Carneiro

Links


Fonte: Blog Reinaldo Azevedo

Um mês após a revelação de que o ex-ministro José Dirceu recebeu R$ 620 mil de uma empresa diretamente interessada na eventual reativação da Telebrás, o governo encolheu o alcance do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), e o valor das ações da estatal caiu 44%, quase à metade.
Originalmente, o plano cobriria 3.200 cidades até o final do governo Lula. A nova versão reduziu-se a um simples projeto piloto com 300 municípios que, mesmo assim, seria implantado apenas no próximo governo, não mais em 2010.
Em fevereiro, a Folha mostrou que rumores e vazamentos sobre a reativação da Telebrás, que seria gestora do plano, haviam levado as ações da estatal a um ganho de 35.000% desde 2003 (até o dia 8 do mês passado), valorização recorde investigada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).


Fonte: Valor On line

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) suscitou nova tensão no governo federal, ontem, com a publicação de reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" informando que o Tesouro Nacional teria posição contrária à retomada da Telebrás como gerenciadora do programa. O parecer não era conhecido na Casa Civil, onde ocorrem as discussões sobre o assunto. No fim do dia, a Fazenda divulgou nota à imprensa em que nega a posição. "A discussão sobre a manutenção da Telebrás ou a criação de uma nova instituição pública depende do modelo a ser escolhido, para o qual as duas alternativas cogitadas são viáveis."


Fonte: Correio Braziliense

Brasília - O Ministério da Fazenda negou há pouco que o Tesouro Nacional seja contra a reativação da Telebrás para gerir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Em nota divulgada nesta quarta-feira (24/3), o ministério informou que a nota técnica elaborada pelo Tesouro apenas levanta as vantagens e as desvantagens da medida, sem emitir opinião.

“A nota técnica do Tesouro Nacional tem como objetivo avaliar as implicações do processo de decisão em andamento, sendo pertinente e desejável que sejam levantados elementos, vantagens e desvantagens de todas alternativas cogitadas”, afirmou o comunicado.

De acordo com a nota, qualquer ação que acarrete em gastos públicos precisa ser avaliada pelo Tesouro Nacional para verificar o impacto nas contas públicas e no Orçamento. O documento, diz o ministério, também sugere a retomada das atividades da Telebrás e levanta a possibilidade de criação de outra empresa pública para instituir o PNBL.


Fonte: Folha Online

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados aprovou requerimento nesta quarta-feira em que solicita a presença do ministro Guido Mantega (Fazenda) para prestar esclarecimentos sobre as ações da Telebrás, por conta das oscilações bruscas desse papel nos últimos anos. A autora do requerimento aprovado é a deputada Solange Amaral (DEM-RJ).
Somente hoje, as ações da estatal tiveram perdas de 13,6%. No ano, a valorização desse papel ultrapassa 90%. E no período do governo Lula, em torno de 35.000%.
Os deputados da comissão pretendem questionar o ministro sobre quais são os 30 maiores acionistas da estatal desde 2005 até a data atual e se a CVM (Comissão de Valores Mobilários) está apurando "o eventual vazamento de informações ou o uso de informação privilegiada relacionados à negociação de ações da Telebras".
A CVM é o órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais brasileiro, e é vinculado ao Ministério da Fazenda.


Fonte: Folha Online

A ação preferencial da estatal Telebrás amarga perdas de 15,38% no pregão desta quarta-feira na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O volume de negócios com esse papel é bastante forte, na casa dos R$ 74,45 milhões. Desde o início do ano, a ação já valorizou mais de 90%.
No mesmo horário (16h50, hora de Brasília), o índice Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, cede 0,58%, aos 68.986 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,36 bilhões.
Os papéis da empresa já sofreram várias oscilações violentas nos últimos meses, em meio a rumores, confirmações e desmentidos sobre a reativação de sua rede para o projeto do governo de banda larga (internet de alta velocidade).



Fonte: Brasil Econômico

“Não vejo a necessidade de uma ‘Nova’ Telebrás. Temo que seja mais um cabide de emprego”, afirmou o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso em palestra em São Paulo.
Um viés crítico à polêmica proposta de recriação da estatal para tirar do papel o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O projeto tem o objetivo de universalizar o acesso rápido à internet utilizando redes de fibra ótica das estatais.
Desde a privatização do setor em 1998, a Telebrás apenas administra dívidas e obtém receitas por meio de aplicações bancárias.

Ações em queda

Às 13h15 (horário de Brasília), as ações preferenciais da companhia (TELB4) apresentavam queda de 10,05% no pregão desta quarta-feira (24) na BM&FBovespa, cotadas a R$ 1,52.
Os papéis refletem a emissão pelo Tesouro Nacional de uma nota técnica em que condena a reativação da empresa, conforme reportagem da Folha de S.Paulo publicada hoje.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A ARQUITETURA DO CAIXA DOIS PETISTA PARA A CAMPANHA DE DILMA

Notícia da Folha de São Paulo, repercutida pelo Blog Democracia Política e Novo Reformismo, dá conta da participação do BNDES na arquitetura do caixa dois petista para a campanha de Dilma Roussef.

Como fica evidente não se trata de um empresário de ganhou, sabe Deus lá como, uma bolada e resolve ser solidário com os “companheiros”.

É uso da máquina pública nos mínimos detalhes com a finalidade de financiar uma proposta cuja única finalidade é permanecer no poder.
Sem projetos, sem programas. Poder como qualidade de vida. Uma questão individual. Sendo assim, melhor que seja com o dinheiro dos outros, os tais contribuintes.
Esse é o assunto. Esse é o “nada a haver com a política” que desmoraliza a verdadeira política.

Não se trata de um uso “inocente” como Lula e outros tentam apresentar, seja devido à complexidade da legislação eleitoral ou aos especulados custos de campanha.
Na realidade a “bolha” de alta dos custos de campanha provavelmente se origina justamente na fartura dos recursos desviados dos cofres públicos. A competição política pelo voto acaba sendo inflacionada pelo, digamos, “excesso de liquidez” nas mãos de alguns grupos mais bem posicionados dentro da máquina pública.

O BNDES dos amigos do Rei e que alimentou o caixa dois é o mesmo BNDES que, em nome do desenvolvimento brasileiro, criou mais alguns bilhões de reais de dívida pública, que obviamente será paga, com todos os juros e correções, pelo contribuinte lá na frente.
O que mostra como o discurso governamental contra o rentismo da alta burguesia é hipócrita.

Demetrio Carneiro