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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

É POSSÍVEL CRESCER SEM INVESTIMENTO? O GOVERNO APOSTA QUE SIM

Noves fora, feitas as contas da execução do orçamento fiscal de 2011 fica evidente a contradição entre a discurseira oficial e o mundo real: Comparativamente à execução de 2010 as despesas com pessoal cresceram 7,2% e as despesas denominadas outras despesas correntes cresceram 14,5%! Ou seja, apesar das juras apaixonadas de corte fiscal as despesas cresceram além da inflação. Enfim, houve crescimento real da despesa de custeio. 
Já do lado das despesas de investimento, apesar das juras apaixonadas de que o investimento seria a razão de ser do governo, eles caíram 6,2%. A medida comparativa entre 2010 e 2011 da queda do investimento precisa ser posta contra a medida do aumento da arrecadação de um ano para o outro, que foi de 17,5%!!!!. Este aumento foi em parte usado para a mágica do cumprimento da meta de superávit primário, justificando um poupança de papel, apenas contábil e em parte para aumentar ainda mais os gastos de custeio. Esses são os fatos. O resto é cascata, conversa fiada, papo de botequim, como queiram.

Não dá para imaginar a teoria econômica que sustenta as ações concretas, e não as falsas promessas, desse governo. Deve ser uma teoria muito inovadora e radical para dispor esse tipo de políticas real de crescimento onde só se gaste em custeio, sem investimentos. Da forma como as coisas vão é capaz de sair para nós o próximo Nobel de Economia. Quem sabe a nossa Economia Política do Papo Furado e da Incompetência não nos dá um prêmio?

Demetrio Carneiro

sábado, 30 de abril de 2011

LUZ E TRIBUTAÇÃO

Quando você se perguntar sobre as razões pelas quais a economia brasileira não cresce nos níveis das outras economias emergentes principie por buscar as respostas em assuntos tão triviais como o custo da energia. Na matéria abaixo, do Contas Abertas, constatará que a energia residencial é das mais caras do mundo. A nossa ex-czarina da energia está focada na construção de Belo Monte e Jirau, a qualquer custo, por saber que sem energia não há crescimento, mas é bem claro que desenvolvimento na sua dimensão de qualidade de vida tem ligação com o uso de energia elétrica residencial. Evidentemente num país de renda média ainda baixa o custo de energia doméstica é um forte impedimento.

Alguns irão argumentar que o absurdo volume de tributos é pelo “bem” dos mais pobres. Antes de olhar por este lado é preciso que o Estado seja capaz, o que não é, de mostrar que faz uso eficiente destes tributos. Acessoriamente, como nosso perfil tributário por faixa de renda é violentamente regressivo e o “governo do povo” não mexe uma palha para alterá-lo, acaba virando uma piada de mau gosto. Aliás, a esquerdinha que adora argumentar sobre a importância de uma alta carga tributária também não faz é nada para mudar isto.

Demetrio Carneiro


Dyelle Menezes

A energia elétrica fornecida para as residências no Brasil é mais cara do que em diversos países ricos. O levantamento foi feito pelo professor de economia na Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite. Segundo o estudo, a conta de luz brasileira é mais cara que nos Estados Unidos, na França, Suíça, Reino Unido, Japão e Itália. Contudo, ainda é mais barata que na Alemanha e Áustria.

No Brasil, segundo Leite, o quilowatt-hora (kWh) custa US$ 0,254. Praticamente o dobro do preço nos EUA (US$ 0,133), o maior consumidor per capita desse serviço no mundo.
Para o coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), Paulo Rabello de Castro, a explicação dos elevados valores está ligada à carga tributária incidente sobre o setor elétrico nacional. “Os tributos e encargos representam 45% do valor da tarifa paga pelo consumidor residencial. Segundo a OCDE, trata-se da quinta maior carga tributária, atrás apenas da vigente em países do Norte da Europa”, especificou.

Se considerarmos o valor do kWh da pesquisa e uma família que consome 300 kWh mensalmente, o gasto anual com conta de luz ficaria cerca de R$ 1447,50. (Dotação do dólar considerada: R$ 1,583) Se desconsiderarmos os impostos, a mesma família pagaria, em Brasília (onde o kWh é 0,3632721), por exemplo, R$ 1307,78 anualmente. O que representaria uma economia de R$ 139,72 ao ano.

O economista ressalta que as classes mais baixas, “cujos gastos com serviços essenciais e alimentação representa parcela majoritária da renda”, são penalizadas com os preços.
Rabello afirma ainda que o setor da indústria é o mais prejudicado pelo alto custo energético. “Segmentos eletrointensivos, como os de alumínio, papel e celulose, petroquímicos e siderúrgicos, vêem parte de sua competitividade ser comprometida. Alguns não exportam o volume que desejariam, ao mesmo tempo em que enfrentam crescente concorrência com produtos importados”, explicou.

Tributos na conta de luz

O consumo de energia no Brasil sofre a adição de três tributos. O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de competência estadual, com alíquotas que variam conforme o estado e que não integram o valor da tarifa. O Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) cobrados pelo Governo Federal sobre a receita bruta das empresas. E, por fim, a Contribuição Social de Iluminação Pública (COSIP / CIP), amparado no art. 149-A da Constituição Federal, que criou a possibilidade de instituição da contribuição para custeio do serviço de iluminação pública dos Municípios e Distrito Federal.

*Nota sobre a pesquisa: O levantamento foi feito no site da Agencia Internacional de Energia (IEA) para os principais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e no site da Agencia Brasileira de Energia Elétrica (Annel) para o Brasil. Os preços utilizados foram da Eletropaulo, companhia energética da região de São Paulo e levaram em consideração os impostos pagos pelos brasileiros na conta de luz.
Com informações do Blog Radar Econômico (Estado de São Paulo)

terça-feira, 1 de março de 2011

CONTAS ABERTAS: MINISTÉRIOS DO PT COM CORTES MENORES

Para cuidar da companheirada nada melhor do que a companheirada. Né?

Demetrio Carneiro 


Amanda Costa

Os ministérios administrados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), além da própria Presidência da República, foram os menos afetados pelo corte de R$ 50,1 bilhões anunciados ontem (28). Proporcionalmente, a tesoura incidiu sobre 7% dos recursos autorizados para os 11 órgãos petistas, já que cortou R$ 9,9 bilhões de um total de R$ 133,4 bilhões autorizados no âmbito das despesas discricionárias. Por outro lado, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que controla apenas o Ministério do Esporte, foi o mais afetado. A redução de R$ 1,5 bilhão sobre o montante de R$ 2,4 bilhões previstos gerou uma queda de 64% no volume de recursos autorizados para o Esporte (veja aqui a relação das pastas atingidas).

O cientista político Antonio Flavio Testa acredita que, apesar do corte ter se pautado em critérios técnicos, a proporção da tesourada não desconsiderou a força política dos órgãos. “O governo estabelece suas prioridades baseado em compromissos políticos e interesses diversos, vinculados aos grupos que comandam as diversas áreas de governo. Portanto, os cortes têm um componente político que irá favorecer alguns setores e deixar de atender demandas de outras áreas. O PT teve menos cortes orçamentários porque tem mais força junto ao núcleo central do governo, além do comando de áreas de muito prestígio político e econômico”, afirma.

Testa avalia ainda que o corte de mais de R$ 18 bilhões nas emendas parlamentares deixará a base do governo no Congresso Nacional descontente. “Isso só aumentará o poder de pressão do Executivo sobre o Legislativo. Não deixa de ser uma tática para amortecer os interesses do Legislativo, mediante concessões pontuais, na liberação de emendas. Tudo isso em troca de apoio parlamentar aos interesses do Executivo”, completa.

Critérios políticos ou não, o fato é que o detalhamento do corte anunciado ontem pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, ainda não convenceram especialistas, como Marcos Mendes, consultor Legislativo do Senado Federal e doutor em economia. Mendes vê com desconfiança, sobretudo, a redução de R$ 15,8 bilhões nas despesas obrigatórias. “O corte de R$ 3,5 bilhões nas despesas com pessoal e encargos sociais, na verdade, trata-se de um adiamento de concursos e de novas contratações e não de um corte”, avalia.

O especialista também discorda da anunciada redução dos benefícios previdenciários, abonos e seguro desemprego. “Quem tem direito recebe, só podem ser feitos cortes se detectadas fraudes, ou com mudanças na regras de concessão. Sobre os R$ 8,9 bilhões a menos para subsídios, subvenções e Proagro, parece ser apenas um enxugamento de excessos”, analisa.

Na opinião do consultor, o “governo não cortou despesas, mas adiou gastos ou enxugou itens já inchados no orçamento”. Isso porque os valores de despesa orçadas são sempre superiores aos pagamentos efetivos, já que a autorização contida no orçamento é para se gastar até o valor da dotação e não para se gastar todo o montante autorizado. “Foi apresentada redução de R$ 50 bilhões em relação à lei orçamentária e não em relação à despesa do ano passado. A lei orçamentária é inchada mesmo e sobre as emendas, por exemplo, é cortar fumaça, porque não são gastos efetivos. Assim, está muito difícil de acreditar que seja um ajuste fiscal eficaz”, explica.


Marcos Mendes também demonstra preocupação quanto ao corte de R$ 578 milhões no orçamento do Ministério da Saúde. “Esse número me intriga. Não sei onde vão cortar e nem sei se podem. Isso porque, de acordo com a Constituição, é preciso gastar em um ano, o que se aplicou no ano anterior, mais a variação do PIB. E, no ano passado, a execução foi de R$ 67 bilhões. Assim, precisaria ser aumentada, em 2011, para algo em torno de R$ 6 bilhões. E agora dizem que vão diminuir”, destaca.

As medidas propostas para os ajustes, como a auditoria externa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para as despesas com pessoal e encargos sociais não resultarão em grandes quedas no âmbito do orçamento, na opinião de Marcos Mendes. “Acho difícil encontrar grandes irregularidades na despesa com pessoal, a não ser extrapolação de teto, que ocorre muito mais no Judiciário, Legislativo e Ministério Público, que não serão alvos da auditoria. Já no combate a desvios no abono e seguro desemprego, é preciso fazer mesmo, mas seria mais eficaz uma política decente de pessoal, com planejamento de contratações e de remunerações do que ficar tentando diminuir despesa achando erros ou irregularidades”, ressalta.

Por fim, Marcos Mendes ressalta que o ajuste fiscal precisa ser definitivo para surtir resultados concretos a longo prazo. “Não adianta todo ano ficar encontrando despesas com passagens ou com a compra de desinfetantes para diminuir, porque não é isso que vai fazer a diferença”, afirma. “É preciso promover um verdadeiro ajuste fiscal, enfrentando os fatores que fazem as despesas crescerem”, conclui.

O consultor legislativo é autor do estudo “Desembrulhando o ajuste fiscal: há espaço para ajuste fiscal no governo federal sem reformas legais ou revisão de políticas públicas?”. O especialista mapeou a despesa financeira do governo federal para buscar aquelas passíveis de corte. A conclusão foi de que o espaço para seria mínimo. Segundo o texto, “não é possível fazer omelete sem quebrar os ovos. São necessárias medidas de difícil aprovação no campo político para que o gasto público deixe de crescer a taxas aceleradas e seja possível uma queda da relação despesa/PIB ao longo dos anos” (veja aqui o estudo na íntegra).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

SUTILEZA DAS SUTILEZAS: CORTES NAS EMENDAS AFETAS ESTADOS COM GOVERNO OPOSICIONISTA

Matéria do Contas Abertas mostra que de fato Mantega estava certo quando disse que o corte linear não seria uma "técnica" eficiente...

Demetrio Carneiro



Amanda Costa

Os estados de Minas Gerais, Roraima e São Paulo, administrados por governadores tucanos, foram os maiores prejudicados pelo corte de emendas parlamentares já efetuado no orçamento da União para este ano, que somou R$ 1,8 bilhão. As emendas vetadas para Minas, de Antonio Anastasia, chegam a R$ 189,2 milhões. Em Roraima, de Anchieta Junior, a tesourada nos projetos que seriam desenvolvidos exclusivamente no estado foi de R$ 185,6 milhões. Já o corte em São Paulo, de Geraldo Alckmin, ficou em R$ 115,5 milhões (veja a lista).

Ao todo, os 10 estados governados pela oposição perderam R$ 739,6 milhões em emendas o que, proporcionalmente, representaria cortes de R$ 74 milhões para cada um. Por outro lado, as 17 unidades da federação restantes perderam R$ 1 bilhão com a tesourada, em média, menos R$ 59,8 milhões para os estados e Distrito Federal governados pela base aliada do governo. Também foram cortados recursos de emendas para empreendimentos regionais. No Centro-Oeste foram vetados R$ 5,9 milhões. Para o Sul mais R$ 750 mil. Nas ações de cunho nacional os cortes chegaram a R$ 104,5 milhões (veja todos os projetos).

Entre os projetos afetados pela tesoura em Minas Gerais, onde foi registrada a maior baixa, estão a instalação de espaços culturais na região metropolitana de Belo Horizonte, a estruturação da rede de serviços de proteção social básica, o apoio a instalação de restaurantes e cozinhas populares em Guaxupé, o fomento à elaboração e implantação de projetos de inclusão digital e o apoio à pesquisa, inovação e extensão tecnológica para o desenvolvimento social.

No estado de Roraima, entre os principais projetos que perderam recursos estão a manutenção de trecho entre o Km 0 e Km 720 da BR-174, a manutenção de trecho rodoviário em Boa Vista, fronteira do Brasil com a Guiana, na BR-401, e a melhoria das condições socioeconômicas das famílias, com fornecimento de pequenos animais, ovinos e caprinos.

Já em São Paulo, foram afetadas ações, como o fomento à elaboração e implantação de inclusão digital em Campos do Jordão, o apoio a criação e desenvolvimento de museus e centros de ciência e tecnologia em Ilha Solteira, a preservação do patrimônio histórico cultural da Mitra Arquidiocesana de São Paulo, e instalações de espaços culturais.


Também sofreram com os cortes os estados de Mato Grosso do Sul, do peemedebista André Pucinelli, com menos R$ 106,9 milhões, e o Acre, do petista Tião Viana, que perdeu R$ 105,1 milhões. Em contrapartida, o Pará, governado pelo tucano Simão Jatena, foi o menos afetado pelos cortes, teve apenas R$ 8,4 milhões em emendas vetadas.

Regionalmente, o Nordeste foi o que mais perdeu recursos, cerca de R$ 533,5 milhões. O Sudeste teve R$ 413 milhões cancelados. O Norte, menos R$ 405,2 milhões. Incluindo também os empreendimentos de caráter regional, o Centro-Oeste perdeu R$ 271 milhões e o Sul R$ 134,5 milhões.

Vetos

Os cortes atingiram emendas de 381 parlamentares, 23 bancadas estaduais e duas comissões do Senado. Assim, tanto integrantes da base aliada como da oposição foram afetados. No orçamento deste ano, cada deputado e senador puderam apresentar até 25 emendas no valor global de R$ 13 milhões.

O governo atribui o corte nas emendas a dois principais motivos. Primeiro, os recursos reservados pelos parlamentares seriam insuficientes para cobrir os custos dos projetos beneficiados e assegurar sua conclusão dentro dos prazos estipulados no Plano Plurianual 2008-2011. Em segundo lugar, diversas emendas foram incluídas em ações que, de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), não podem sofrer contingenciamento. Assim, segundo o governo, isso dificultaria a obtenção do resultado primário das contas públicas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CONTAS ABERTAS: MOVIMENTO POPULAR PEDE ECONOMIA NO LEGISLATIVO DO DF

Contas Abertas relata um belo exemplo de como o movimento social pode ser pró-ativo e exercer o controle que lhe compete por direito.

Demetrio Carneiro

Movimento popular pede economia de R$ 3,8 mi no Legislativo do DF

Milton Júnior

Um grupo de voluntários quer pressionar a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) a economizar pelo menos R$ 3,8 milhões nos próximos quatro anos. O grupo, conhecido como "Adote um Distrital", lança hoje campanha pela extinção dos 14º e 15º salários dos 24 deputados distritais. Iniciado em janeiro deste ano, o projeto ganha mais adeptos a cada dia e se fundamenta da escolha de um parlamentar e na imediata fiscalização dos trabalhos do político eleito.

A legislação estabelece que o valor dos “salários extras” seja equivalente à remuneração a que os deputados recebem mensalmente, hoje fixada em pouco mais de R$ 20 mil. A campanha, batizada de “Mais que 13 não”, pretende colher assinaturas nas ruas e na internet para cobrar dos deputados a extinção dos salários, hoje opcional na Casa. O mote será um projeto de lei apresentado pelo distrital Raad Massouh (DEM).

“Adotamos como metodologia no Adoteum um Distrital defender pelo menos um projeto por parlamentar. E a proposta escolhida do deputado Raad foi essa”, explica Diego Ramalho, um dos coordenadores do movimento. “A ideia é fazer patrulha pela cidade, divulgando a origem do ‘salário extra’ e colhendo assinaturas. Depois, iremos protocolar as assinaturas onde o projeto estiver engavetado. Para encerrar a campanha, faremos manifestação pacífica na CLDF, convocando todos os cidadãos do Distrito Federal”, explica Ramalho.

Para o autor do PL, a benesse não tem fundamento ético ou jurídico e representa injustiça para com os trabalhadores brasileiros. Além de Raad, pelo menos outros sete distritais já abriram mão da verba. São eles: Rejane Pitanga (PT), Chico Leite (PT), Cabo Patrício (PT), Cláudio Abrantes (PPS), Israel Batista (PDT), Joe Valle (PSB) e Alírio Neto (PPS).

Além da proposta de Raad, outro projeto que conquistou a simpatia do grupo foi o que impõe critérios da Ficha Limpa para nomeações no Governo do Distrito Federal, de autoria do deputado Olair Francisco (PTdoB), que deverá receber atenção especial entre abril e maio deste ano. Projeto semelhante também foi proposto recentemente pelo Executivo da capital. O movimento ainda promete ficar de olho nas atividades dos gabinetes (recursos e pessoal), nos projetos de leis apresentados e nas prioridades dos parlamentares.

O "Adote um Distrital" é coordenado pelo comitê Ficha Limpa-DF, uma das entidades ligadas ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Em quase dois meses, cerca de 350 pessoas já se cadastraram para “apadrinhar” um distrital. O objetivo do projeto é fiscalizar e divulgar os atos da Câmara Legislativa e dos deputados, por meio da imprensa e das mídias sociais. A inspiração foi o Adote um Vereador, de São Paulo, iniciativa do jornalista Milton Jung para acompanhar os 55 membros da Câmara Municipal. Para saber mais sobre o projeto acesse www.adoteumdistrital.com.br.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

GOVERNO COMEÇAR COM O PÉ ESQUERDO AJUSTE FISCAL. E RETROATIVAMENTE

A acreditar em informação do Contas Abertas o governo já começou seu dever de casa e manda ver no ajuste fiscal.
Evidentemente a decisão de não executar, ou seja cortar, 41% dos recursos destinados à Infraero em 2010 só pode ter sido embasada na decisão de cortar o Orçamento e assim garantir a Estabilidade.
A intenção de garantir os compromissos pós-campanha é tão forte que foi tomada antes das eleições.

Demetrio Carneiro

sábado, 15 de janeiro de 2011

PREVENÇÃO DE ACIDENTES: O QUE NÃO FUNCIONA TEM RAZÕES PARA NÃO FUNCIONAR.

Nos seus últimos meses de governo Lula inaugurava ou reinaugurava ou rereinaugurava qualquer coisa que, existindo ou não, desse uma foto e um comentário nos jornais, que ele odiava, mas amava aparecer.
A conclusão é cínica: Não deve ter muita graça inaugurar Centros de Prevenção de Acidentes. Definitivamente esta não foi uma prioridade.

Tem uma lição aqui. Se alguém estiver disposto a aceitá-la.

Demetrio Carneiro

Centro de prevenção a desastres há dois anos não sai do papel

Fonte: Contas Abertas

Há dois anos, o Ministério da Integração Nacional tenta viabilizar a construção do Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres (Cenad), que acumulou ao longo deste período orçamento de R$ 2,6 milhões e poderia minimizar os danos provocados pelas chuvas com o monitoramento dos riscos. Nenhum centavo, no entanto, foi liberado para o projeto, segundo o ministério, “por conta de dificuldades relacionadas ao terreno que vai abrigar o departamento em Brasília”