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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

BELOMONTE: “PROGRESSO” A TODO CUSTO...QUALQUER UM?

A ser verdade que o presidente interino do IBAMA colocou nas mãos da turma da Belomonte uma licença ambiental, para desmatamento de 240 hetectares, não prevista em lei, não é só na questão fiscal que o governo Dilma vai se complicando.

Belomonte está sendo imposta mais ou menos goela a baixo. Tem relevância construir a usina? Certamente tem e há, de fato, uma conta que não irá fechar no abastecimento energético muito em breve. Dilma, que lidou com o tema deve saber bem disso.

Agora, um empreendimento desse porte não deve estar deixando de cumprir as demandas do órgão ambiental por falta de recursos, de pessoal ou de interesse. Interessados estão é em forçar a barra de todas as formas.

O que haverá então de tão complicado nesse projeto que se torna necessário o desrespeito fragrante da lei, logo num governo que mal começou?
Como a presidente é a especialista no pedaço só resta que ela mesma venha público dizer exatamente qual a razão para a exceção legal. É o que dá quando a gente beija a bandeira...é à nação que se está servindo.

Demetrio Carneiro

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A LÓGICA VENTUROSA DE BELOMENTE

O ato de vontade do soberano é tudo. Neste Brasil pós 88 não deveria. Deveríamos ser uma república e uma democracia equilibradas, ambas. 
As diversas práticas de poder dos anos seguintes à Constituição Federal acabaram por nos forjar como um executivo de forte formação centralizadora, executivo imperial, com todas as deformações que isso pode gerar para a república e a democratização do Estado.

Ficar imaginando se essa formatação de poder irá se repetir no próximo governo deveria ser um dos debates mais importantes neste momento.

O ato de vontade do soberano, nosso Rex-Presidente, era realizar o leilão. Importantíssimo item da pauta de propaganda eleitoral. Mesmo que isso custe caro. Muito caro. Até porque não sairá do bolso do Rex, apenas, mas de todos nós.

Demetrio Carneiro

sábado, 17 de abril de 2010

TÉCNICAS INTERCAMBIÁVEIS DE GESTÃO PÚBLICA

Tecnologia na gestão pública também é transferível. Vejamos dois casos:

1) Do governo federal: Lula sempre culpa o Outro quando algo está errado. Os responsáveis pela liberdade prematura daquele psicopata de Luziânia (GO), com uma sequência de homicídios de diversos adolescentes iniciada apenas quatro dias após sua soltura, todos, culpam o Outro;

2) Para o governo federal: Belomonte, uma das filhas diletas do projeto eleitoral governista, vai acumulando custos não previstos e imponderáveis. Muito parecida com a “priorização” de Corumbá IV, filha dileta a propaganda eleitoral do ex-governador Joaquim Roriz. Os custos finais da última quase que dobraram e estão sob análise do Tribunal de Contas por suspeita de superfaturamento. Em Corumbá IV, como em Belomonte, fartos recursos públicos estão indo ralo à baixo. O problema é que sempre acabam no bolso de alguém.

Demetrio Carneiro