sexta-feira, 19 de março de 2010

ROYALTIES: EM SINUCA DE BICO LULA ACUSA DEPUTADOS

Finalmente o personagem/presidente se deu conta da confusão que arrumou ao tentar usar o Pré-Sal de forma eleitoreira. Outro presidente mais republicano teria deixado o assunto para seu sucessor, mas Lula estava ávido para faturar mais essa.
Entre detonar seu aliado no Rio e se expor a seus aliados no interior Lula preferiu a terceira saída: A culpa é dos deputados que, eles sim, de forma muito oportunista resolveram votar a partilha já agora.
Como sempre tem sido ou ele não se lembra ou a culpa é dos outros. Grande exemplo de firmeza de caráter...

Demetrio Carneiro

quarta-feira, 17 de março de 2010

NÓS E AS CIDADES E A UTOPIA

Tempos atrás postei um texto sobre o socialismo enquanto utopia humanitária. Nele parti de uma constatação bem direta: O socialismo ou é uma utopia humanitária ou não é nada. Não há socialismo sem humanismo. É isto e nada mais o que me separa de Fidel e outros “companheiros”.

Estive semana passada no evento Conferência Internacional de Cidades-2010. Foram dias de intensa atividade de manhã à noite. Pude ver um pouco de tudo o que rola à volta desse tema.

Agora gostaria de falar de uma outra categoria de utopia, a cidade. Me impressionou o número de pessoas que imaginam a sua cidade no futuro. Muito diferente do agora. Me impressionou mais ainda aqueles que imaginam a sua cidade como local de perfeições: Boa relação com o meio-ambiente, ótimos serviços e equipamentos, e, principalmente, a universalização destes serviços e equipamentos criando qualidade de vida. Esse local das perfeições é o “ou”+”topos”, o “não-lugar”. Enfim, as cidades podem chegar a ser esse “não-lugar”?

Atualmente as cidades do planeta ocupam cerca de 3% de seu território total. Outros 12% são utilizados para a agricultura, podendo chegar até o limite de 21%.
Segundo informa a ONU nesses 3% está concentrado um pouco mais da metade da população total. A previsão é que 2/3 da população mundial, futuramente, venha a ocupar esse espaço. Os números são altos e indicam problemas complexos.
De um lado há quem considere essa concentração demográfica vantajosa para o planeta e para nós mesmos. Para o planeta por conta de não disputarmos as áreas agriculturáveis. Para nós mesmos pela facilitação na criação e interconecção das diversas redes necessárias para a existência da vida em sociedade. Espaço menores, investimentos menores. De todos, principalmente contribuintes. Estruturas com cobertura mais eficiente.
De outro a quem veja nesses aglomerados urbanos a antevisão do caos. A classe média vai resolvendo ao se afastar do núcleo desses centros para as periferias, invertendo a tendência dos anos 800. Os centros vão se degradando.
A gestão pública passa boa parte de seu tempo correndo atrás da expansão urbana decorrente da pressão da ação de indivíduos e empresas.

Enfim, esta é uma questão: As cidades são realmente planificáveis, organizáveis, alteráveis, manipuláveis, ao ponto de podermos imaginar que venham a ser os locais de nossa utopia? Existe alguma forma de consorciar interesses às vezes tão díspares da gestão, dos indivíduos no mundo real e das empresas?

Observando todas aquelas pessoas debatendo em alguns momentos me pareceu que muito imaginam uma utopia auto-realizável que dependeria apenas da vontade das pessoas enquanto seres individuais.
Me impressionou e muito o descolamento entre a percepção de uma ação necessária e a ação política. Me impressionou ausência dos partidos políticos nesse debate.
A mim ficou a impressão que a cidade como utopia vai permanecer nesse formato enquanto permanecer a utopia de que tudo irá se produzir sem a ação política de intervenção concreta no mundo real.

Demetrio Carneiro

terça-feira, 16 de março de 2010

O BICHO QUE MORDEU DILMA

Vai mal a nossa candidata/ministra,o TSE pode ler isso já que não existe campanha fora de hora, quando é o presidente quem faz. Quando forem outros...

Aparentemente Dilma, que almeja um dia ser presidenta de todos nós, não se deu conta das responsabilidades inerentes ao cargo. Ao ver seu tutor desancar as instituições parece que ficou mordida pelo bicho da arrogância e é mais uma a se achar acima do bem e do mal.

Não tem outra lógica o desrespeito frontal e aberto ao TCU ao defender continuidade em obras sob suspeita de irregularidade, conforme noticiado no último dia 13.

O argumento de que os empregados serão prejudicados é patético. A candidata/ministra parece que não sabe da responsabilização possível do governo e das empreiteiras pela paralisação das obras por irregularidades. Aliás, deveria ser a primeira a se declarar favorável às garantias para os trabalhadores, que não têm nada a haver com os esquemas de corrupção que rolam por ai.

Claro, o problema é que não pega bem responsabilizar empreiteira nesse governo "popular".

Demetrio Carneiro

Dilma defende continuidade de obras sob investigação

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu neste sábado (13), em São Paulo, a continuidade de obras do governo que estão sob investigação e alegou que seria irresponsável interrompê-las.
"Parar obra e demitir 27 mil pessoas não dá para aceitar, ninguém com responsabilidade de gestão dentro do Brasil pode concordar."
A ministra disse, no entanto, que não tem problemas com o trabalho do TCU (Tribunal de Contas da União), responsável por fiscalizar a utilização dos recursos públicos. "Eu sou uma das pessoas, acho pelo menos, que têm uma das melhores relações com o TCU", ressaltou Dilma.

segunda-feira, 15 de março de 2010

OS DEFESORES DO POVO E SEUS RESULTADOS

Leio no blog do Josias:

“Um dirigente do PT federal listou para o repórter cinco razões que levam a turma de Dilma a contar com um ovo que a galinha ainda não botou:

1. “Se é verdade que os pobres estão satisfeitos com o governo Lula, os muitos ricos também não têm do que reclamar”.

2. “A indústria naval brasileira, que estava quebrada, foi reativada graças às encomendas da Petrobras”.

3. “Grandes construtoras, que entraram em dificuldades com a crise internacional, tiveram acesso a crédito oficial”.

4. “O programa Minha Casa, Minha Vida reativou o setor da construção civil, antes voltado para um filão que agonizava, o de classe média alta”.

5. “Os bancos também não têm do que reclamar. Registraram no governo Lula recordes de lucratividade”.”

Reparem no detalhe: na há classe média! Para esse dirigente do PT o Brasil, a revelia daquilo que indicam os dados do IBGE, é composto por beneficiados pela Bolsa Família e beneficiados pela Bolsa Empresário. Vamos ponto por ponto:

1) Pobres e muito ricos adoram o governo Lula. Quanto aos muito ricos não tenho dúvidas, já aos pobres... bem... segundo o DataFolha é Serra quem ganha entre eles.
2) A “grande” Petrobrás, empresa mais eficiente do mundo, empresa que comanda o monopólio de fato do mercado brasileiro de combustíveis, onde o consumidor brasileiro paga apenas R$ 2,70 por litro de gasolina, enquanto o consumidor americano, país com péssimos hábitos de concorrência e empresas bem menos eficientes, pagam exorbitantes R$ 1,35 por litro. Com certeza os donos da indústria naval estão felizes, talvez seus empregados também, já o resto... bem... o resto é resto.
3) Com certeza o governo Lula deixou grandes construtoras bem felizes. Nem quando o TCU evidência superfaturamentos a obra para. Pergunto: dá para ficar triste? Agora, já quem precisa comprar um imóvel... bem... esse não deve estar tão feliz assim. Mas ele não importa, faz parte do resto.
4) Como se pode ver, o Brasil não é para todos. O filão agonizante, que, aliais, é quem sustenta o governo, não é lá muito importante. A propósito, esse programa está muito, mas muito, mas muito longe de sua meta.
5) Verdade, os banqueiros estão muito felizes com Lula.

O resultado do PIB, já comentado no blog, demonstrou o fracasso das tais políticas de incentivo. O resultado favorável aconteceu exatamente no setor que não recebeu incentivos (serviços), por sua vez, como diz o petista acima, banqueiros, empreiteiros e os donos das grandes fortunas, que foram todos devidamente protegidos da crise, têm motivos para felicidade. Não é difícil pensar em quem pagou a conta.

Abs

José Carneiro

PROGRMA DE GOVERNO: UMA QUESTÃO DE OLHAR.

Poucos dias atrás tive a satisfação de estar numa palestra do filósofo Pierre Lévy, num evento dentro da Conferência Internacional de Redes em conjunto com a Conferência Internacional de Cidades-2010, em Curitiba, Paraná. Na palestra Lévy nos leva a imaginar a web como um imenso texto de criação coletiva, aonde se vão colocando, retirando elementos.

Das conferências falarei em outra hora, por agora quero reter essa imagem do texto coletivo. Nos últimos dias o debate programático que havia ficado apenas nas mãos da situação, dando um cômodo palco para Dilma Roussef expor o que acha e imagina acabou chegando ao campo da oposição. Talvez até por força da aparente falência no projeto de atrair Aécio Neves para compor a chapa com Serra. Aquilo que parecia se desenhar como um confronto de competências acabou caminhando para um confronto de propostas.

Numa interessante sequência tivemos o texto de FHC, a matéria do Estado de São Paulo de domingo sobre Serra, no mesmo jornal um texto de Malan e na Folha de São Paulo uma matéria sobre o possível programa econômico de Marina. Esses textos estão todos interligados e trouxeram em poucos dias um volume de referências que não se viu em meses.

Os textos passeiam pela questão do Estado e da política econômica, mas com olhares diversos. É bom assinalar. Por força da suposta visão estatizante de Serra e Dilma essa parece ser a peça de resistência do debate. Peça falsa, como veremos.

O texto de FHC, que já comentamos aqui no Blog, basicamente trás um tom tranqüilo de mostra que a questão do Estado e das políticas econômicas está subordinada a uma proposta mais geral de modelo de desenvolvimento.

O texto do Estadão sobre Serra, “Serra dá viés heterodoxo ao PSDB”, é, na realidade, uma colcha de diversas notícias que saíram recentemente na mídia. Na verdade não é uma fala do “mistério” Serra. É um amontoado de suposições do que se imagina que poderia ser a política econômica do governador de São Paulo, caso chegue à presidência. Mais suposições sobre o que se imagina que será a equipe. Mas fica a bandeira de Serra no desenvolvimentismo keynesiano e no Estado “ativo” seja lá o que for isto. Não bastasse a figura do superado desenvolvimentismo keynesiano, conceito recém órfão de Dilma Roussef , ser justamente o que há para se superar neste debate, o texto inverte a premissa de FHC e parte do “Estado que queremos” para o modelo de desenvolvimento, como se fosse o Estado o único elemento, o grande e único condutor de tudo. Para coroar com sucesso o texto o seu parágrafo final isola a equipe de FHC e os situa como “ortodoxos” num falso debate, tão ao gosto dos desenvolvimentistas keynesianos, entre heterodoxos e ortodoxos. Deu-me saudade do Oreiro.

Já Malan, "Fatos, versões e bravatas", trata do esquematismo do debate de oposições. Conforme ele “Para um debate sério sobre o País e seu futuro seria fundamental evitar o “nós” contra “eles” no caso o lulo-petismo. Defende “um debate voltado para ‘o que fazer’ com vistas a assegurar a gradual consolidação do muito que já alcançamos como país, e, principalmente, como – e com qual tipo de lideranças – avançar mais, e melhor, no processo de mudança e continuidade que nos trouxe até aqui.

No Caso de marina a Folha também investe no maniqueísmo: “Empresário pró-Marina rejeita rótulo de neoliberal”. Aqui, ao menos, o citado, Eduardo Gianetti, pode argumentar. Embora o título da página “Liberalismo sustentável” já trás tudo o que se quer dizer. Não diria que o veneno não escorre pelas presas, mas, pelo menos, não pinga! O subtítulo é melhor: Economia verde - Propostas em discussão na prá-campanha de Marina Silva. É o que dá brigar com o PT.
De qualquer forma Gianetti coloca alguns pontos nos “is” do debate programático ao sublinhar a importância de questão ambiental, relata considerar importante a questão do capital humano, fala sobre investimentos e em particular sobre o processo de formação de base de capital do BNDES e toca em outros pontos importantes. Na fala dele fica evidente que Estado e política econômica são resultado de uma visão de desenvolvimento e não ao contrário.

Talvez, e enfim, o debate programático tenha começado.

Demetrio Carneiro

Retaliação Analfabeta

O governo brasileiro, aquele que não gosta nem de história nem de conhecimento, mas deseja regular o que é ou não cultura, incluiu livros na pauta de retaliações aos EUA. Isso mesmo, livros!!!!

Nunca antes nestepaiz (como diria Reinaldo Azevedo) um governo agiu segundo a crença de que reduzir o acesso ao conhecimento deixa as pessoas melhores. Ao menos antes, sabia-se que elas ficariam piores.

Qual o próximo pessoas? Queimar obras “made in USA”?!

Cada vez mais nos aproximas do III Reich, ou da URSS (a diferença é só que o primeiro matou menos inocentes), e nos afastamos da democracia e do Estado de Direito.

Lamentável! Rezo para que tanto Serra quanto Aécio (este ao menos em memória e respeita à luta de seu avô) percebam a fundamental importância desta eleição, e deles, para o nosso futuro como democracia.

Abs

José Carneiro

domingo, 14 de março de 2010

LULA DEVE DESCULPAS AO POVO BRASILEIRO

1º) Mentiu ao afirmar que não sabia do mensalão e isto irá ficar evidente agora quando for obrigado a responder às indagações do MP federal;
2º) Ofende nosso conceito de nação democrática ao afirmar e reafirmar seu apoio, que é PESSOAL e não da nação, à ditadura instalada em Cuba.

Enfim, o cidadão pode mentir, tergiversar ou falar o que achar melhor. O presidente, para manter a dignidade do cargo e respeitar o processo democrático pelo qual todos lutamos, tem obrigação de se desculpar ou se afastar.

Demetrio Carneiro

sábado, 13 de março de 2010

EXPERIÊNCIA SOCIALISTA

Autor desconhecido

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular insistia que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'. O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Em vez de dinheiro, usaremos suas notas nos testes."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto, seriam 'justas'. De saída os alunos concluíram então que todos receberiam as mesmas notas e deduziram que ninguém repetiria. Era provável que ninguém tiraria um A, mas os de boa fé não levaram isso em consideração, acreditavam era que justo, afinal: “de cada uma de acordo com suas capacidades, para cada um de acordo suas necessidades!”. Os de boa fé realmente acharam que todos estudariam.

Depois que a média das primeiras provas foi calculada, todos receberam B. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também aproveitariam o ”trem da alegria” das notas. Portanto, agiram contra suas tendências e copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média dos testes foi D.

Ninguém gostou!

Depois do terceiro teste, a média geral foi um F.

As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. Uns acusavam outros de não se dedicarem o suficiente, que eles era obrigados a não sair nos fins de semana, por pouco não houveram agressões físicas. A busca por “justiça social”, com base em velhas crenças socialistas, dos alunos resultou em reclamações, inimizades e senso de injustiça. No fim das contas, ninguém mais queria perder noites e fins de semana em estudos interminável para depois ter a mesma nota daqueles que gastaram o tempo com diversão e praia.

Resultado:contrariando a expectativa inicial, todos os alunos foram reprovados!

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado por recompensar o menor esforço, enquanto punia o maior. Aqueles que se empenhavam carregavam todo o custo, mas apenas uma pequena fração do benefício. Por sua vez, os que pouco ou nada faziam colhiam uma parcela dos benefícios sem que tivessem incorrido em custos. Preguiça e mágoas foram resultado final. Sempre haveria fracasso em experiências com premissas semelhantes as do experimento.

"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.