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domingo, 4 de dezembro de 2011

LAÇOS DE PODER E SINDICALISMO: O CASO LUPI

Já tem um bom tempo que venho comentando no Facebook os laços de poder deste nosso Capitalismo de Estado. Laços que unem numa mesma coalização agentes políticos, agentes públicos, empresários ligados aos oligopólios, redes neopatrimonialistas e... sindicalistas. 

Também venho comentando que seria diferente desta vez, pois Lupi não tem base principal nos partidos, mas na coligação de interesses que una CUT e Força Sindical e por conta disso não seria tão facilmente dispensado desse cargo de sacrifício republicano que o o de ministro na esplanada. Na divisão pragmática de poder da coalizão coube às Centrais Sindicais da base de governo ocupar o espaço do mundo do trabalho. Lá os cargos e amplos recursos do FAT fizeram a festa de muita liderança sindical. E é a generosidade de Lupi que o mantém no cargo e não apoio deste ou daquele partido ou o poder discricionário de Dilma

A intenção primeira de Dilma era manter Lupi no cargo até a reforma de janeiro, quando então os cacifes poderiam ser conferidos, o câmbio ajustado e entraria uma nova cara para repetir as velhas práticas. Ou alguém imagina que os dirigentes das Centrais irão abrir mão de seu espaço de poder & renda?

A Comissão de Ética, seja por quais razões forem e certamente terão tido alguma, pois não se manifestaram antes com os outros ministros, atropelou a engenharia palaciana. Colocando uma bela saia justa na presidente talvez tenha precipitado as coisas e pode ter atrapalhado os planos da reforma no período onde o país fecha para balanço e vai descansar de cinco meses (agosto a dezembro) do cansativo trabalho de ser poder.

Quem sabe Dilma faz de conta que está de fato preocupara em moralizar o poder e demite Lupi nos próximos dias...Vamos aguardar.


República sindical



Demetrio Carneiro


quarta-feira, 31 de março de 2010

A LENDA DA GUERREIRA DILMA

Normalmente lendas se criam a partir de fatos reais. Modernamente também é possível insistir num fato até que ele se torne lenda. Se tiver um empurrãozinho da mídia é bom. Se este empurrão for potenciado por recursos públicos, melhor ainda.

A propaganda eleitoral é feita com o Fundo Partidário que é recurso público. Tanto que os partidos ficam obrigados a seguir regras e estão sujeitos ao controle de seu uso por parte da Justiça Eleitoral.

Especificamente na propaganda eleitoral veiculada pelo PDT na noite de terça, 30, o presidente do PDT, e ainda ministro de estado, Lupi cita a candidata do PT, e certamente da base governista da qual o PT faz parte, como “guerreira” Dilma.
Certamente a candidata de guerreira tem muito pouco. Na luta armada ficava no esquadrão da cozinha. Foi militante do PDT. Passou para o PT e acabou substituindo José Dirceu após o escândalo do mensalão. Certamente os velhos tempos pesaram na substituição. Da "guerreira" sabemos do PAC e seu espetacular sucesso gerencial. 
Não sou especialista em legislação, mas diria que houve mau uso dos recursos do Fundo Partidário.

Como Lula já colocou no ridículo a Justiça eleitoral nada mais natural que um ministro de estado faça o mesmo. Afinal se o chefe pode, ele também pode. Claro, de forma dissimulada, quase subliminar, mas ainda assim Lupi é ministro de estado e o recurso que pagou a “carona” dada à candidata é público. O escárnio continua.

A acrescentar apenas a parte divertida, onde Lupi se auto-elogia pelo trabalho de “capacitação” da mão-de-obra que o ministério faz. Argumento muito bom...para quem não sabe das história do FAT e das histórias do uso dos recursos do fundo para regar a horta do sindicalismo aliado à base de governo.

Demetrio Carneiro