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sábado, 15 de outubro de 2011

QUANTO A EDUCAÇÃO NO BRASIL PODE FICAR PIOR?

De fato nem dá para falar em falta de recursos para educação sem antes falar sobre a incompetência da gestão.

É no mínimo digno de um estudo antropológico o fato dos defensores do "Estado +forte" estarem produzindo uma gestão pública tão incompetente quanto vem ocorrendo nos últimos anos na área de educação.

E olha que o ministro é o candidato alfa de Lula para a prefeitura de São Paulo, questão que virou ponto de honra do PT, em função de suas necessidades de sobrevivência frente ao embate com o PMDB.

Parece que Lula funciona em outro planeta onde a qualidade do gestor não tem qualquer importância. Dilma é o melhor exemplo...Pobre cidade de São Paulo.

Demetrio Carneiro

Computador chega sem preparo dos docentes

Programa do governo federal de inclusão digital nas escolas é adotado sem que professores recebam treinamento para usar as máquinas em aula

14 de outubro de 2011 | 3h 02
BRUNO BOGHOSSIAN / RIO - O Estado de S.Paulo

Embora ainda sob avaliação do governo federal, o programa Um Computador por Aluno (UCA) já recebeu adesão de 220 municípios e Estados interessados em comprar 204 mil máquinas.
Para aproveitar a isenção fiscal que reduz o preço de cada equipamento para até R$ 344, parte das secretarias de Educação comprou os netbooks antes de capacitar professores. Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ mostra que a preparação dos docentes é uma barreira para o sucesso do programa.
Em seis municípios que integraram o projeto-piloto, foi relatada preocupação dos professores com a "falta de planejamento", a "chegada brusca" dos netbooks e a falta de estrutura física e elétrica. Mas docente reconheceram os benefícios do uso dos equipamentos, como a inclusão digital dos alunos e das famílias.
Na primeira fase , o governo distribuiu 150 mil computadores a 300 escolas. Na etapa atual, lançada em dezembro passado, foi feito registro de preços para 600 mil netbooks, que custam R$ 344,18 no Centro-Oeste, no Norte e no Sudeste e R$ 376,94 no Nordeste e no Sul. Cada Estado ou município decide se adere ou não, pagando com recursos próprios ou a partir de linha de financiamento do BNDES.
Para o Ministério da Educação, os efeitos concretos só poderão ser percebidos a longo prazo. "Pode levar até cinco anos para conseguirmos provar se aquela ferramenta melhorou a capacidade de aprendizagem", afirma Mauro Moura, coordenador de Tecnologia do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, que gerencia o UCA.
Experiência. A prefeitura de Maricá (RJ) decidiu comprar computadores para os 14 mil alunos da rede municipal, por R$ 4,8 milhões. Cerca de 70% dessa verba vem de royalties do petróleo. Além de usar os computadores em sala, os alunos poderão levar as máquinas para casa, mesmo nas férias.
Mas no município também a distribuição das máquinas começou a ser feita antes da formação dos docentes. "Os professores estão incluídos na segunda etapa do projeto e vão receber capacitação a partir de novembro, embora alguns já estejam familiarizando os alunos", informou a prefeitura, em nota.
Para o Sindicato dos Profissionais em Educação de Maricá, a compra dos computadores é uma "inversão de prioridades". "É mais importante investir na base, abrir mais vagas, suprir a carência de professores e valorizar os profissionais", avalia o diretor de imprensa da entidade, Luciano Vasconcelos. "E se não souberem usar o equipamento, eles serão subutilizados."

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,computador-chega-sem-preparo-dos-docentes--,785093,0.htm

sábado, 25 de dezembro de 2010

A HEGEMONIZAÇÃO PETISTA NA ACADEMIA

"Essa ideia de que o pesquisador tem que dissociar a paixão da racionalidade é uma visão superada pela neurociência", defendeu-se Mercadante, na saída.
18-12-2010 FSP

Alguma coisa errada em defender posturas ideológicas? Na verdade não. Se a banca, organizada formalmente e dentro de sua competência considerou a fala de defesa do projeto lulista como um argumento acadêmico válido é problema dela.
A ideologia desenvolvimentista que os une, os participantes da banca, inclusive o Bresser, parece que falou mais alto.
A não ser o que o fato de estarem frente a um futuro ministro (reparem que a matéria no site da universidade é datada de 17 de dezembro) tenha constrangido a banca...

O que está errado é utilizar dois pesos e duas medidas (leia aqui e aqui) num ambiente institucional onde a norma precisa ser clara, coletiva e objetiva.
Mercadante, além de ter mentido explicitamente quando afirmou, no passado que já era doutor, voltou para defender sua “tese” sem cumprir os pré-requisitos de quem se afastou do ambiente acadêmico por tantos anos.
É uma norma que, nesses casos, tudo recomece do começo. Novo processo de seleção, fazer as matérias todas etc.
Enfim, o título tem valor legal duvidoso e todos os que deviam saber já sabiam.
Triste é ter havido uma banca de acadêmicos que ignorou a questão.
Triste é o Departamento ter ignorado.
Triste é a universidade ter ignorado.
Triste é se a Capes ignorar.
Triste é se o Ministério da Educação ignorar.
O título terá que ser homologado. É meio ingênuo de minha parte, mas ainda dá tempo de evitar o vexame.

O que não dá para compreender é a razão de terem admitido se chegar onde se chegou. Havia saídas mais honrosas. A não ser que essa tenha sido mesmo a proposta.

Infelizmente, mais uma vez, a lógica petista se considera acima das instituições, atua fortemente para desmoralizá-las e encontra quem compactue com ela.

Mercadante estava na dele. Fez o único tipo de política de sabe fazer e será ungido ao Ministério de Ciências e Tecnologia, com enorme poder de dissuasão sobre a academia, para fazer o que sabe: Impor a hegemonia petista.

O episódio do doutorado dá a Mercadante um início de Ministério meio negro, mas parece que em termos de manchas negras ele não será o único na equipe ministerial.

Com pesar.

Demetrio Carneiro


sábado, 30 de outubro de 2010

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DECIDE RESTRINGIR AS AÇÕES DO BANDO DA TRAFICANTE EMÍLIA

Em ação que podemos qualificar de fundamental, essencial, o Conselho Nacional de Educação acaba de considerar o livro “As aventuras de Pedrinho”, do fascista Monteiro Lobato obra imprópria para os alunos de todo o ensino público. Conforme parecer aprovado trata-se de obra racista.

Preventivamente a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação já decidiu recomendar que apenas professores que tenham a compreensão do processo histórico que gerou o racismo no Brasil adotem a citada obra. Recebemos informação que o ministério já programou cursos em todo o país para capacitar professores e especializá-los. Serão ministrados, com recursos do FAT, pelas Centrais Sindicais.

Imaginamos que os possíveis desdobramentos deverão ser investigar mais à fundo as ações do Bando dos Cinco ( Emília, Marizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa e Marques de Rabicó ), que, todos sabem, é chefiado do Emília, uma adolescente estranha e possivelmente a responsável pelo esquema de tráfego do Pó do Pir Lin Pim Pim. A presença ativa de personagens da nobreza no bando dá indícios de conspiração monarquista e anti-republicana.

Ainda não sabemos informar quando será montada a Grande Fogueira para destruir a obra maldosa em definitivo, mas já podemos informar que a primeira chama será acesa pela presidente do Sindicato dos Professores de São Paulo, considerada uma das maiores especialistas brasileiras em queima de livros escolares.

Demetrio Carneiro

Maiores informações: