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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

KINOSHITA: A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL NÃO FOI UM PROJETO ANGLO-AMERICANO

  Embora concordemos com na questão principal: A importância e a necessidade da luta pela paz no âmbito das relações entre Israel e a Palestina, assim como pela fundação do Estado Palestino autônomo, Dina contesta algumas afirmações que fiz com referência ao Estado de Israel em um post anterior e dá mostras de seu amplo conhecimento e domínio do tema.

Demetrio Carneiro




A criação do Estado de Israel não foi um projeto anglo-americano.  

por Dina Lida Kinoshita

  Logo após a II Guerra, a URSS era vista como a grande vitoriosa da guerra na Europa. E a maioria dos judeus  tinha grande simpatia por esse país. A URSS estava  interessada em meter uma cunha no Oriente Médio contra os países colonialistas, a saber Grã-Bretanha e França.

  Quem defendeu e encaminhou a proposta da partilha da Palestina, a que deu ensejo à criação de um Estado judeu - e de um Estado árabe-palestino - na Assembéia Geral da ONU, em  novembro de 1947, foi Andrei Gromyko, embaixador soviético neste organismo. Os Estados Unidos votaram a favor da proposta com muitas reticências, a Grã-Bretanha se absteve. Todos os países árabes rejeitaram a partilha, e declararam guerra ao Estado recém-criado, com o apoio tácito dos britânicos.

  A República Popular da Checoslováquia forneceu em grande medida as armas utilizadas pela Haganá, embrião do Exército israelense, na Guerra da Independência (1948). Note-se que o processo de descolonização na Ásia e África estava em marcha com o apoio decisivo da URSS.

  Este quadro começa a mudar a partir da Guerra Fria, por várias razões.

  Em primeiro lugar, porque o novo Estado de Israel era economicamente inviável. Embora a URSS tenha se empenhado na criação de Israel, não tinha condições de prestar ajuda econômico-financeira, dado que necessitava reconstruir o seu próprio país que sofrera perdas humanas e materiais incalculáveis durante a grande guerra.

  Ao ser criada a República Federal da Alemanha, seu primeiro chanceler, Konrad Adenauer, firmou um tratado com o Estado de Israel (1951) pelo qual os sobreviventes do Holocausto teriam indenizações vitalícias e a soma referente aos 6 milhões de assassinados destinar-se-ia ao novo Estado, o que deu um certo alento econômico.

  Com o surgimento do macartismo nos Estados Unidos, houve um certo temor de que ocorressem perseguições aos judeus norteamericanos uma vez que havia manifestações antissemitas e racistas em vastos setores do país. Portanto não interessava o confronto com esta superpotência. 

  Em 1951, reorganiza-se a Internacional Socialista (IS), totalmente destroçada com a ascensão do nazismo uma vez que o Partido Social Democrata Alemão havia sido o grande sustentáculo dessas forças políticas. Os partidos trabalhista (MAPAI) e socialista (MAPAM), majoritários na fundação do Estado de Israel, ingressaram na IS.

    Mais adiante, num contexto absolutamente polarizado da Guerra Fria, os países europeus, dirigidos por partidos pertencentes à IS, alinharam-se com os Estados Unidos, bem como Israel, enquanto a URSS investia nos países árabes para fincar uma posição estratégica no Oriente Médio rico em petróleo.

  Por fim, as denúncias sobre os crimes stalinistas - apresentadas no XX Congresso do PCUS (1956) -  dão início a uma ruptura de muitos comunistas e socialistas judeus com a URSS. Os próceres da intelectualidade soviética que se expressavam em iídiche, inclusive os componentes do Comitê Antifascista (Itzik Fefer, Peretz Markish, Solomon Michoels entre outros) que poucos anos antes, durante a guerra, haviam viajado para os Estados Unidos para pedir a abertura da Segunda Frente na Europa, foram liquidados.

   Na Guerra do Sinai (1956), Israel se alia à França e à Grã-Bretanha, enquanto a URSS passa a apoiar Abdel Gamal Nasser do Egito. Apesar da vitória israelense, este é o marco do declínio das potências colonialistas na região e Israel vai se aproximando cada vez mais dos Estados Unidos. Este processo tem seu ápice logo após a Guerra dos Seis Dias (1967), quando a URSS e as Repúblicas Populares do bloco soviético rompem relações com Israel. Num processo binário de "bandido e mocinho", dá-se apoio integral aos palestinos e a clivagem torna-se absoluta. Este modelo só sofrerá mudanças durante a Perestroika e Glasnost de Gorbachev. O mesmo chegou a declarar que a posição soviética havia sido muito unilateral.

   Embora todos os países do Oriente Médio e do Norte da África tenham sido peões das duas grandes superpotências durante a Guerra Fria, setores da esquerda passaram a caracterizar Israel como ponta de lança do imperialismo norte americano na região.

   Em meio a intensa pressão dos países árabes contra Israel, através do poder dos "petrodólares", o sionismo chegou a ser caracterizado como racismoNo Brasil, a ditadura militar (pragmatismo responsável" do chanceler de Geisel, Azeredo da Silveira) vota a favor dessa resolução na ONU, em troca de exportação de serviços, automóveis e armas à Líbia de Kadafi e ao Iraque de Sadam Hussein.

   Pouco a pouco, o antissemitismo clássico é substituído por um antisionsmo raivoso.Como exemplos deste antissionismo antissemita, vide artigo no site do atual PCB (que nada tem com o PCB original, no qual havia uma grande militância judaica); posições petistas de defesa do Irã ou do Hamas; PSTU distribuindo nas universidades os Protocolos dos Sábios de Sião (panfleto apócrifo antissemita forjado na Rússia Czarista), etc.. 

   As várias vertentes do antissemitismo, enrustido ou oficial, mesclam-se na lógica aristotélica simplista de que "quem é inimigo dos Estados Unidos é meu amigo", aliança que comporta desde a esquerda radical até os grupos neonazistas, passando por líderes "progressistas" como Ahmadinejad. 

   Isto não isenta o Estado de  Israel - hoje governado por uma coalizão de extrema direita nacionalista e fundamentalistas religiosos - de erros políticos e atos extremamente reprováveis com relação aos palestinos.  

  A centro-esquerda israelense alinhada com a IS, numa realpolitik, entendeu a partir do fim do socialismo real, que seria imperioso negociar para acabar com o conflito. Daí decorrem os acordos de Oslo e a Iniciativa de Genebra (www.pazagora.org/genebra), apoiados pelo governo democrata americano de Bill Clinton. Do lado judeu, os negociadores de Oslo são Rabin e Shimon Peres, que em conjunto com Arafat mereceram o Prêmio Nobel da Paz.

   Não foi um palestino, mas um fundamentalista judeu que assassinou Rabin! Assim como foram fundamentalistas muçulmanos que mataram Anwar Sadat após o líder egípcio ter promovido um corajoso acordo de paz com Israel.

  Cada vez que se está perto de um acordo, os fundamentalistas de ambos os lados realizam algum ato que acaba atrapalhando as negociações.

  Para entender porque a extrema-direita israelense se fortaleceu tanto, é preciso entender a composição da população israelense. Quem vota desde a criação do Estado, multicultural e multiétnico (os judeus da Diáspora que chegaram a Israel de todas as partes do mundo, são diferentes em tudo entre si) são os pobres, em geral, os menos instruídos, provenientes dos países do Oriente Médio e da África (iemenitas, marroquinos, iraquianos, etíopes, etc).

  Muitos sobreviventes do Holocausto, desprezados pelos fundadores do Estado, sob o discurso de que foram aos crematórios como carneiros, ressentidos, também votam na direita que faz o discurso da segurança, lembrando sempre que o Holocausto pode repetir-se sob outra forma e, portanto, a lógica é de um país fortaleza que assegure sua sobrevivência física. 

   Ao contrário do que ocorreu no começo do século XX, quando os judeus provenientes da Europa Oriental eram predominantemente marxistas e socialistas, os que saíram da URSS nos anos 80 e 90, tendo passado pelas experiências stalinista e brezhnevista, não querem nem ouvir a palavra trabalhador ou socialismo e  engrossam o caldo da extrema direita. O ministro de Relações Exteriores, Lieberman é o representante por excelência desse segmento.

   Num país com 7 milhões de habitantes, os russos chegados após a queda da URSS são 1 milhão de pessoas, que desequilibram ainda mais a balança para a direita. Outros 20% do eleitorado são constituídos por cidadãos israelenses palestinos, que optaram em permanecer no país em 1948 e seus descendentes. Essa população de cerca de 1,5 milhão de pessoas têm direito a votar e serem votados são cidadãos do país, mas na lógica de que todos são iguais vem se abstendo de votar.

   Lembram-se do voto nulo durante a ditadura no Brasil? Objetivamente este é um dos mais importantes fatores que fortalecem a direita israelense. Se os palestinos votassem na esquerda e centro-esquerda a balança penderia para o outro lado. Eles têm direito de lançar candidatos próprios, mas - em função de um alto nível de abstenção nas eleições - sua participação no Parlamento (Knesset) é muito inferior à sua proporção demográfica.

   Com este quadro, o diálogo por uma paz negociada justa e duradoura - com dois Estados para dois Povos e suas respectivas capitais em Jerusalém - fica cada vez mais difícil.

   Só uma ampla frente do campo da paz poderia enfrentar a direita, mas os partidos estão muito divididos e não se entendem.

   Um fenômeno recente em Israel é a manifestação de centenas de milhares de jovens em praça pública por uma nova ordem econômica mais justaO neoliberalismo implantado pelos governos de direita acabou com várias conquistas sociais do "Welfaire State". Israel deixou de ter uma das sociedades mais igualitárias do mundo, ao lado dos países escandinavos, para hoje ter enormes diferenças de renda e crescentes níveis de população abaixo do nível de pobreza.

   No entanto poucos estão associando estes problemas com os recursos que o governo destina à colonização dos territórios ocupados e à segurança do país.

   Enquanto Abbas, presidente da Autoridade Palestina, notificava a ONU de que faria um discurso solicitando o reconhecimento pleno na ONU da Palestina, o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, proferia discursos voltados  para estes jovens, alertando para a possibilidade de uma nova guerra e da necessidade do povo unido. Ironicamente, ministros da coalizão de governo sugeriam que quem precisasse de moradia acessível que se mudasse para a Cisjordânia ocupada...

   A esperança hoje é que as massas de jovens que vem enchendo as ruas e praças de Israel em busca de justiça social sejam conscientizadas de que o que lhes traz mais dificuldades é a ocupação. E que a solução que lhes fará justiça – assim como ao povo palestino - é um acordo de paz com os palestinos baseado na criação de um Estado Palestino ao lado do Estado de Israel.

sábado, 8 de outubro de 2011

MANIFESTAÇÃO EM ISRAEL PELO RECONHECIMENTO DE UM ESTADO PALESTINO, LIVRE E SOBERANO

     Nossa conecção com Israel, não se dá apenas pela importante, e nem sempre considerada, participação da comunidade judaica na construção dessa nação. Também tivemos a honra de estarmos vinculados aos atos de fundação do Estado de Israel. A Assembléia da Onu que reconheceu o Estado de Israel foi presidida pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, que teve importante papel nas articulações que viabilizaram os votos necessários ao reconhecimento.




      Quando da fundação de Israel, em 1948, a decisão da ONU também  mencionava a fundação de um Estado Palestino, outra população presente na região com óbvias características culturais, fortes raízes históricas e também "sem-estado".




      Estávamos, em 1948, no inicio da guerra fria, numa das regiões de maior, talvez a principal, interesse estratégico dos EUA, potência hegemônica em escala mundial na época. O modelo ocidental fundado na indústria do consumo dos combistíveis fósseis não podia prescindir do controle da região.

     Seguindo a lógica da Guerra Fria o alinhamento foi automático e Israel, vista como um pé ocidental no Oriente Médio, se coloca num campo politicamente opostos aos palestinos, alinhados, e apoiados por, com o Bloco Socialista. Nesse contexto de tensões e intolerância os ideais de Ben Gurion, a postura nitidamente pacifista e pró-cooperação de um importante segmento do pensamento judaico, configurado nas ações de luta pela paz dentro de Israel, foi progressivamente sendo posto no corner e o que se viu foi o fortalecimento de uma direita extremamente conservadora e belicosa. Disposta a atacar antes de ser atacada ou mesmo sem ser atacada.




      Com o fim da guerra fria e com o advento da Primavera Árabe, é bom considerar esse aspecto, essa direita israelita só tem sua contrapartida no extremismo fanático islamita, embora na realidade não seja o seu alvo predileto, e no seu espelho enquanto concepção estratégica, o Irã. Ambos Israel e Irã enquanto formas de Estado belicista vão perdendo suas funcionalidades num ambiente qualitativamente diferente. E essa é a esperança.

    Provavelmente é essa perda de funcionalidade da beligerância, somada  ao evidente fracasso da proposta conservadora da "Grande Israel", fortemente vinculada ao projeto conservador americano iniciado com a invasão do Iraque, no estilo Bush do "eu posso, eu quero e eu faço", que de alguma forma recoloca e requalifica a ação daqueles antes ignorados segmentos pacifistas da população de Israel.

     Sugiro que a nota abaixo que relata uma manifestação realizada em Israel, Tel Aviv, frente ao histórico prédio onde proclamou-se a independência de Israel,  em setembro último, tenha sua leitura feita a partir da contextualização anterior, que reforça o seu siginicado simbólico.

     Registro, ainda, que essa nota me foi enviada pela incansável, e permanente batalhadora pela paz naquela região, Dina Lida Kinoshita, que esteve recentemente em Israel.

      A ressaltar, além da lista de presenças, visivelmente composta por uma relevante elite acadêmica e, inclusive, ex-comandantes militares, duas questões:

     A citação da Declaração de Independência de Israel: "Serem donos de seu próprio destino, como as outras nações, em seu próprio Estado independente", numa clara afirmação do reconhecimento da assimetria de direitos entre israelitas e palestinos;

     O reconhecimento de um Estado Palestino, soberano, dentro das fronteiras anteriores a 1967. Que tem sido o cavalo de batalha da direita israelita, principalmente a direita fudamentalista e justa demanda palestina desde a guerra dos "sete dias".

     A presença de tantas personalidades da comunidade judaica,  muitas de projetação mundial, no evento denota claramente que provavelmente a população de Israel não está disposta a seguir sua Elite conservadora e belicosa até uma nova Massada.

Demetrio Carneiro


Today, Thursday, September 22, at 5.00 pm – a historical timing, on the eve of the UN debate – a special event will be held at 16 Rothschild Boulevard, opposite the building where the independence of Israel was proclaimed in 1948. On that spot there will be held a rally expressing support of Israeli and international recognition of the Palestinian state, and stating that the alternative to such recognition is going towards a new Masada.
Among participants and speakers at the events will be Yael Dayan, Alon Li'el, Amos Oz, Yoran Kanyuk, David Tartakover, Yehuda Bauer and others.
Participants will be invited to sign publicly the following manifesto:


Recognition of the Palestinian State – and then negotiations - rather than another Masada
In front of our very eyes, an insane drama is being acted out. The Prime Minister of Israel is leading his citizens to Masada.
Human morality, Jewish history and the interests of Israel – all clearly show the way to being the first state in the world to recognize, in the United Nations, our neighbor state and then to enter into negociations, based on equality, regarding territorial exchanges and security arrangements. After all, the Palestinian State recognizes the State of Israel in the "67 borders.
The Jewish People arose in the Land of Israel, there they developed their identity. The Palestinian People arose in Palestine, there they developed their identity.
Therefore, we sincerely welcome the expected declaration of independence by the Palestinian State, Israel's neighbor, and within the borders at the time of our independence which were determined at the end of the War of Independence in 1949; the borders more commonly known as the '67 borders. This is the natural right of both the Jewish and the Palestinian people – as written in Israel's Declaration of Independence "to be masters of their own fate, like all other nations, in their own sovereign State".
The independence of both peoples strengthens one and the other, it is both a moral and basic necessity at one and, the same time, it is the foundation upon which good, neighborly relations are built.
We, the undersigned, call on all persons seeking peace and freedom, and upon all nations to join us in welcoming the Palestinian Declaration of Independence, to support it and to work and act together in order to encourage the citizens of both countries to live together in peace, based on the '67 borders and mutual agreement. A final and complete end to the occupation is a basic condition for the freedom of both peoples, for the realization of Israel's Declaration of Independence and a future of peaceful coexistence.
Initial list of signatories
Larry Abramson, Artist and Prof. of the arts
Maj Gen (Ret.) Avraham Adan (“Bren”), former Commander of the Armored Corps
Prof. Chaim Adler, Israel Prize laureate
Prof. Joseph Agassi, Philosopher
Gila Almagor-Agmon, Israel Prize laureate
Shulamit Aloni, Israel Prize laureate
Prof. Eva Illouz
Oriella Ben-Zvi
Prof. Elie Barnavi, former Ambassador to France
Ilan Baruch, former Ambassador to South Africa
Prof. Yehuda Bauer, Israel Prize laureate
Prof. Haim Ben Shahar, former President of Tel Aviv University
Prof. Miriam Ben-Peretz, Israel Prize laureate
Daniel Blatman, Head of the Department for Contemporary Judaism
Prof. Menachem Brinker, Israel Prize laureate
Dr. Rafael Braun
Prof. Judith Buber Agassi
Maj Gen (Ret) Nehemiah Dagan, former Chief Education Officer
Dr. Yossi Dahan
Yael Dayan, former Member of Knesset
Brig Gen (Ret.) Prof. Eran Dolev, Commander of Health Services
Prof. Yehuda Elkana, former President of the Central European University
Brig Gen (Ret.) Yitzchak Elron, former Military Attaché in South America
Prof. Yaron Ezrahi, winner of the Political Science Society Award
Prof. Menachem Fish
Yona Fischer, Israel Prize laureate
Ari Folman, Golden Globe laureate
Prof. Haim Gans
Maj Gen (Ret.) Shlomo Gazit, former Head of Military
Intelligence, Chairman of the Jewish Agency and President of Ben Gurion University
Yair Garbuz, Emet Prize laureate
Moshe Gershuni, Israel Prize laureate
Prof. Galia Golan
Prof. Amiram Goldblum
Prof. Naomi Graetz
Tal Gutfeld
Prof. Hanoch Gutfreund, former President of the Hebrew
University
Tal Harris, CEO One Voice
Prof. Galit Hasan-Rokem
Prof. Ruth Hacohen
Lahav Halevy
Prof. David Harel, Israel Prize and Emet laureate
Dr. Shmuel Harlap, Chairman of Colmobil Limited
Prof. Naomi Chazan, former Knesset member
Yoram Kaniuk, Sapir Prize laureate
Dani Karavan, Israel Prize laureate
Prof. Avnet Katz
Prof. Elihu Katz, Israel Prize laureate
Prof. Yehoshua Kolodny, Israel Prize laureate
Ofer Lalush
Alex Levac, Israel Prize laureate
Savyon Liebrecht
Dr. Alon Liel, former Director General of Foreign Ministry
Ram Loevy, Israel Prize laureate
Prof. Avishai Margalit, Israel and Emet Prize laureate
Hanna Maron, Israel Prize laureate
Sami Michael, Emet Prize laureate
Hillel Mitlepunkt
Ohad Naharin, Israel laureate
Raz Naftali
Amoz Oz, Israel Prize laureate
Prof. Dov Pekelman
Michal Peleg
Izhar Petkin, Artist
Prof. Itamar Procaccia, Israel Prize laureate
Sefi Rachlevsky, expert on Jewish theology
Prof. Gabi Salomon, Israel Prize laureate
Dr. Aliza Savir
Prof. Hillel Schocken
Prof. Alice Shalvi, Israel Prize laureate
Maj Gen (Ret.) Nathan Sharoni, President of Council of Peace and Security
Prof. David Shulman, Emet Prize laureate
Joshua Sobol, Theater Award laureate
Prof. Zeev Sternhell, Israel Prize laureate
Prof. Carlo Strenger
David Tartakover, Israel Prize laureate
Dan Tsur, Israel Prize laureate
Prof. Zeev Tzahor, President of Sapir College
Micha Ullman, Israel Prize laureate
Lia van Leer, Israel Prize laureate
Prof. Menahem Yaari, Israel Prize laureate, President (Emeritus) of the Israel Academy of Sciences and Humanities
Dalia Yairi
Prof. Yossi Yonah
Prof. Yirmiyahu Yovel, Israel Prize laureate
Clil Zisaphel