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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O ESTADO É EU!


Qualquer hora dessa o Lula ainda acaba recebendo um título de “Economista do ano”. Com a falta de senso crítico de nossos economistas não é muito difícil que confundam o
“falar-de-economia” com o “lidar-com-economia” de forma profissional ou acadêmica.


De qualquer forma Lula já se auto-outorgou o título de “sabe-tudo-da-Estratégia-Nacional-brasileira”.
Segundo o Palácio da Alvorada e o nosso Ministro do Exterior a decisão é política e fundada na Estratégia Nacional. Faltou complementar: Estratégia Nacional do Lula, elaborada pelo MA Garcia, ídolo de nossa esquerda lulo-desenvolvimentista.
Estamos falando do mesmo grupo que elabora nossas estratégias de aproximação com Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad, que coincidentemente assumem estratégias de aproximação com Nicolas Sarkozy. Os dois últimos com uma clara visão de convergência para a América Latina. Claro nossa aproximação tem tudo a haver com a construção da democracia e da paz no mundo, que são nossos objetivos estratégicos mais sólidos enquanto nação. 

Conveniente notar que é um presidente em final de mandato adotando medidas que vão além, muito além de seu mandato. Por uma questão apenas prudencial este é um assunto que não deveria ser levado adiante neste momento. Ao que parece Lula ficou muito impressionado com a "herança maldita do FHC" e agora parece decidido a nos legar a "herança bendita do Lula". A Copa "resolvida", a Consolidação das Leis Sociais- que vão inscrever para todo o sempre a sua imagem ao lado Getulio, responsável pela outra consolidação, a das lei do trabalho - e, agora, os jatos franceses, vistos como um facilitador para aproximação com a França.



Evidentemente a comissão de oficiais especialistas do ministério da Aeronáutica não tem o direito de intervir nas escolhas do soberano, desculpem, presidente. E o Jobim, bom o Jobim não passa de um chato...



Demetrio Carneiro


Jobim decide fazer seu próprio relatório sobre caças



Em meio à polêmica envolvendo o relatório do Comando da Aeronáutica sobre as aeronaves concorrentes para renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), o ministro da Defesa Nelson Jobim decidiu fazer seu próprio relatório para entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a edição desta sexta-feira do jornal Folha de S. Paulo, o ministro não pretende utilizar em sua análise o critério de pontuação que levou a FAB a optar pelo modelo sueco de caça Gripen NG.
"É importante ver se a pontuação bate com a posição da gente, que é baseada na Estratégia Nacional de Defesa e dá prioridade à transferência de tecnologia", afirmou Jobim ao jornal.
Lula irritou-se ao saber que o primeiro relatório havia vazado para a imprensa e considerou o incidente uma tentativa da Aeronáutica de constrangê-lo. O presidente, que já manifestou publicamente sua preferência pelo caça francês Rafale, não pretende levar em conta a opinião da FAB ao anunciar a sua decisão. Segundo o presidente, a compra dos 36 aviões é "política e estratégica" para consolidar a parceria entre o Brasil e a França.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O BRASIL E O CONFLITO VENEZUELA X COLÔMBIA



Há pouco menos de uma ano atrás, em dezembro de 2008, o presidente Lula assinou um decreto, o de nº 6.703. O texto legal aprova em seu artigo primeiro o Estratégia Nacional de Defesa e, em seguida, no segundo artigo, estabelece que os órgãos e entidades da administração pública federal deverão considerar em seu planejamento ações que concorram para fortalecer a Defesa Nacional.


Bem assim, de forma suscinta, a nação recebeu como lei um documento extremamente complexo e abrangente. Dele propriamente pretendo falar em outro momento. Acredito que há muita coisa a ser questionada.

Neste momento, à luz do potencial conflito entre Venezuela e Colômbia, após definida a situação pelo embaixador venezuelano na Colômbia ( Correio Brazilense de ontem, 16 ) como de “pré-guerra”, me vem a mente o que está lá na nossa Lei de Defesa Nacional, com referência à América Latina.

O texto fala explicitamente num conceito de defesa latinoamericano e mesmo em aproximação das indústrias militares da região. Fala em força armadas latinoamericanas. Quando li, bem antes desse início de conflito mais agudo, já achei meio delirante. Claro que as simpatias do presidente Lula e de boa parte do PT estão com Hugo Chavez. Certamente uma aproximação militar entre Brasil e Venezuela deve ser sonho de consumo de muitas das nossas atuais autoridades. Agora, imaginar que isso pode vir a se transformar em Política de Estado é um pouco demais. O decreto aprovado por Lula merece revisão imediata.

Curiosa, no mínimo, a participação de Magabeira. Mangabeira Unger pertence a um grupo de pensadores que poderíamos chamar de intelectuais flexíveis. Ontem estavam firmemente com a oposição. Hoje estão firmemente com a situação e amanhã, certamente, estarão firmemente com qualquer um que estiver no poder. Tenho dúvidas quanto ao nome: Flexintelectual, lembrando os carros flex? Intelectuais modelo PMDB?

Apenas para finalizar: Como fica o Brasil no caso de um conflito aberto entre Venezuela e Colômbia? Certamente Evo Morales irá apoiar o amigo. E nós vamos apoiar nosso honorável amigo, General Chavez? Afinal a raiz da guerra será a instalação de bases militares americanas na Colômbia, assunto que deixou Lula extremamente preocupado. Vamos nos consorciar e expulsar os imperialistas do continente?

Demetrio Carneiro